O percurso da atividade a realizar neste dia era o “Trilho do Lobo Atlântico” na Serra D’Arga, mas devido ao estado do tempo que se apresentou com muita chuva e nevoeiro, ao aparecermos de manhã e à mesa do café houve que repensar, e a sugestão recaiu em irmos até Terras de Geraz.
“Situada na margem esquerda do rio Lima, estas terras foram brindadas pela natureza, com solos férteis, clima ameno e uma abundante biodiversidade que permitiram a ocupação humana ao longo de mais de 2 mil anos.”
Partimos do mítico lugar da Passagem, na freguesia de Moreira de Geraz do Lima, que personifica a sua posição geoestratégica, assegurando durante séculos a travessia do rio Lima a milhares de peregrinos e a tantos outros que iam feirar a outras margens em tempos que a travessia era
feita com barcos.
O monolítico existente junto ao cais, com inscrições dos preços da época, e as seis pirogas do séc. XII e IX encontradas neste local, são algumas evidências do enorme fluxo mercantil que por ali passava até meados do séc. XX.
A agricultura mantém-se como atividade de excelência e a qualidade dos seus produtos são a prova mais evidente do seu valor. O sabor autêntico dos cereais e das vinhas de casta Loureiro e Vinhão preservam saberes e sabores ancestrais, perpetuados no imenso património edificado que sobressai
na imponente paisagem. Terras de Geraz são terras de vinhas ou vinhedos.
Este percurso levou-nos por caminhos de 3 freguesias:
Moreira de Geraz do Lima, Geraz do Lima Sta. Maria, Geraz Sta. Leocádia e Deão.
Assim logo após a partida lá fomos caminhando, descendo, sempre
acompanhando a margem esquerda do rio Lima até à freguesia de Deão, onde deixamos a beira-rio para caminharmos em direção do monte através de caminhos rurais. Cerca das 10H00 as barrigas começavam a dar sinal, havia que encontrar um local abrigado, que a Augusta descobriu contactando um habitante local, pois continuava a chover.
Feito o reabastecimento, continuamos o nosso percurso passando pela capela de N. S. do Norte em pleno trecho do Caminho de Santiago.
Entretanto em conversa com um natural também ficamos a saber de um possível local para podermos realizar o habitual lanche final.
Continuamos o nosso percurso sempre acompanhados pela chuva “molha parvos”, passando pelo Moinho do Bicho e logo depois pela Azenha da Regedoura, local onde a companheira Conceição encontrou uma pessoa amiga. Era hora do almoço, e como a chuva não nos largava em conversa com essa pessoa foi-nos dada autorização para podermos almoçar debaixo de uma sua varanda, abrigados.
Realizado o almoço, continuamos, subindo por caminhos estreitos e bastante alagados, passando por um antigo moinho, e um pouco depois começamos a descer para o burgo de Geraz Sta. Maria, logo depois por terras de Geraz Sta. Leocádia onde fizemos um breve descanso aproveitado para a foto de
grupo junto da Capela e cruzeiro de S. Sebastião.
Continuando novamente por entre caminhos de campos, bastante alagados e enlameados atingimos a pequena ponte da Naia (séc. XII), novamente em pleno caminho de peregrinos a Santiago. Um pouco mais à frente passamos junto à Quinta de Louredo e logo o final deste percurso no lugar da Passagem.
Após alguma troca de roupa e calçado, rumamos até Deão ao café mercearia “O Escondidinho”, previamente marcado, onde realizamos o lanche final.
De notar que este percurso feito de forma improvisada pareceu-me ter sido do agrado geral.
Até ao próximo dia 28 para rumarmos a Cabeceiras de Basto.