Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 14-02-2026 |
|---|---|
| Localização | Carreço |
| Distância total | 13,74 km |
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Ver percurso no Wikiloc |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 14-02-2026 |
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| Localização | Carreço |
| Distância total | 13,74 km |
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“PELA Chão da serra de Santa Luzia”
Descrição:
“A Chão, designação popular de Chã, planalto da serra de Santa Luzia, abrange terrenos particulares e baldios das freguesias de Carreço, Outeiro, Areosa e Afife. A sua altitude média é superior aos 400 metros e a área ultrapassa os 500 há, constituindo um recetáculo natural para as águas que vão dar origem aos regatos e ribeiros que se dirigem para as bacias do Âncora, do Lima ou diretamente para o mar.
A Chão foi desde tempos muito antigos utilizada para o pastoreio dos gados das freguesias confrontantes, assim como fornecedora dos matos necessários para o fabrico de estrumes, fertilizante orgânico e natural para as terras agrícolas da região. O clima agreste da zona, com ventos frios e húmidos durante grande parte do ano, o pastoreio intensivo e também os incêndios, nunca deixaram estabelecer na Chão uma vegetação arbórea importante, pelo que a paisagem é dominada pelas penedias conferindo um aspeto selvagem aos horizontes limitados pela serra de Arga, aos nascente e Atlântico ao Poente.”
E não é que só à terceira vez foi de vez!
Mesmo assim o amanhecer parecia querer contrariar as previsões, aparecendo com chuva, deixando um mau presságio. Mas nós fomos teimosos e resolvemos esperar um pouco, e assim com um atraso de cerca de meia hora lá partimos em direção de Carreço, subindo depois em direção do alto da serra. Lá chegados ao cruzamento da” Pereirada” foi aqui que estacionamos as viaturas junto de uma torre eólica das muitas existentes ao longo da Chão. Que frio! Já sem chuva e com o sol a aparecer por entre as nuvens, mas com um vento gélido, obrigando ao reforço dos agasalhos, cerca das 09H45 iniciamos a nossa caminhada. Na frente como a querer indicar-nos o caminho seguia o “colega” sempre atento à colocação da dona. Passamos pelas denominadas antigas “coelheiras” por entre um bosque de pinheiros e por caminhos agora nesta altura cheios de água, em direção do alto da serra instalado no geodésico de 1ª. Categoria, conhecido por “Talefe”, ou “Guarita do Couço” a 560 m. sobre o nível do mar. Esta torre foi reconstruída no final dos anos 30, com areia e cimento transportados por carros de bois, a partir de Carreço. Aqui a vista é de 360º, esplêndida, a norte a mole granítica da serra de Arga com o santuário da Sra do Minho a nascente e a poente o posto de vigia da “Pedra Alçada”. A nascente a serra da Aguieira e no fundo o vale por onde se encontram espalhadas as freguesias de Outeiro, Perre e Meadela. A sul o vale do rio Lima e a sua orla ribeirinha e olhando para o poente vislumbra-se toda a extensão da Chão, e lá mais para diante o oceano Atlântico. Cá do alto ainda pudemos ver grupos de motoqueiros e Bttistas que circulavam pela serra.
Após a foto de grupo abandonando o talefe, após breve descida chegamos ao estradão florestal, local em que se inicia o retorno do percurso. Eis que surgiu a ideia de ir à procura do “Penedo da Era” já por nós visitado há já alguns anos atrás. Após consulta ao grupo lá fomos então à sua procura, um pouco à descoberta pois que não é tarefa fácil, embrenhados sobre um denso bosque de pinheiros, matos e com terrenos muito alagados com algum custo lá conseguimos encontrar o dito penedo onde se encontra assinalado com marcação no mesmo com datação e de onde parte a indicação dos limites territoriais das freguesias de Outeiro, Carreço, Afife e Areosa, locais antigamente muito disputados, mas hoje memória viva de árduos trabalhos de lavoura. Aqui após a foto de grupo, voltando
ao estradão, iniciamos o regresso caminhando ao longo da Chão até atingirmos o local do antigo viveiro florestal da “Fonte Louçã”, onde bem perto nasce o rio do Pêgo ou rio de Areosa. Este local agora bem tratado com um parque de merendas com várias mesas e um bom tanque de água que no verão faz as delícias de quem lá está. Aqui foi feito o almoço e merecido repouso.
Mas havia que continuar e novamente voltamos ao trilho passando por diversas torres eólicas até chegarmos ao Alto do Porqueiro, outro belo miradouro de 360º sobre na cidade de Viana e o oceano. Depois foi a descida até ao cruzamento da Pereirada, continuando descendo através de uma floresta até chegarmos ao local do “Miradouro do Alto do Mior” ou “Miradouro das Bandeiras”, com a espetacular vista sobre a orla marítima e o oceano Atlântico.
Acho que foi um bom final de percurso!
Entretanto houve que, com o apoio do companheiro Videira, que apesar de lesionado, não deixou de nos prestar o apoio necessário para transportar os condutores a irem buscar as viaturas ao alto da serra, e descer até Carreço e daqui para o local marcado para o convívio final que foi feito na Taberna da Estação em Afife, que correu de forma agradável, bem servido, e que após isto foram feitas as despedidas, ficando á espera talvez pelo dia 14 de março em local a definir.
Até lá
P/VT Miguel Moreira
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