Trilho das Garças

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 18-10-2025
Localização Formariz, Paredes de Coura
Hora de início 9.15
Distância total 15,69 kms
Participantes 29
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Percurso e Ponto de Encontro

Mais uma atividade Vianatrilhos realizada, nesta já longa jornada de 27 anos. Pelas 08h00 lá partimos em direção a terras de Coura. A igreja de S. Pedro de Formariz foi o ponto de encontro para dar início à caminhada e, quando lá chegámos, outros companheiros e companheiras oriundos de Ponte de Lima e Porto já nos esperavam.

Início da Caminhada – Do Burgo a Penices

Cerca das 09h15 iniciámos o percurso, partindo do lugar do Burgo, seguindo por caminhos de carreteiro por entre campos de cultivo e vinhedos. Um pouco mais à frente, fazendo um pequeno desvio, fomos até ao lugar de Penices, onde pudemos visitar o mais antigo viveiro de trutas arco-íris, agora bastante abandonado, mas que noutros tempos, já por nós visitado, dava gosto vê-lo com os tanques completamente ocupados em plena laboração. Também aqui, e um pouco mais abaixo dos mesmos, ainda deu para divisar o local onde o rio Coura desaparece, submergindo sob grandes penedos numa parte do seu percurso. É neste local que diz a lenda se invoca "A lenda do penedo do Frade", pois aqui teria sido enterrado um frade mesmo por baixo destes enormes penedos que agora magicamente escondem o rio e o seu túmulo.

De Ponte Nova aos Moinhos do Cravo

De volta ao percurso, continuámos cruzando o lugar de Ponte Nova, onde mudámos para a margem esquerda do rio Coura. Um pouco mais à frente, saindo novamente do trilho, fomos visitar uns antigos moinhos designados "Moinhos do Cravo", transformados agora em pequenas habitações. Retomando o trilho, passámos pelo lugar do Couro e de seguida pelo de Balza, onde houve tempo para tomar um café.

A Subida até Irijó

Aqui, retomando o percurso, o mesmo passou a ser mais complicado, pois houve que vencer uma íngreme subida cruzando o lugar de Pereiros. Ao longo do caminho, íamos podendo apreciar, para além da paisagem que nos rodeava, a dinâmica atividade agrária destas gentes que, durante séculos, se implantaram nas margens deste rio (Coura), trabalhando arduamente os seus solos, adaptando culturas e técnicas para melhoria da produtividade, contribuindo consideravelmente para a denominação pela qual este concelho foi conhecido: "Celeiro do Minho". Continuando o caminho, subindo, em breve atingimos o alto da Irijó, local em que se encontra uma capela dedicada a Nossa Senhora da Purificação e Santo Amaro. Neste local, no parque de merendas aí existente, cerca das 12h30, bem instalados, fizemos a pausa para retempero das energias e foto de grupo.

Caminho Florestal e Descida a Paredes de Coura

Mas o percurso ia ser longo e havia, pois, que continuar. Seguimos através de caminho florestal até atingirmos o lugar de Cumieira e daqui, agora descendo, cruzámos o lugar de Sequeirô. Logo depois, cruzando a EN303, chegámos à entrada de Paredes de Coura e à Praia Fluvial do Tabuão, espaço assim designado por em tempos ali ter existido uma prancha para mergulhos no rio. Aqui, neste espaço harmonioso que convida a um merecido descanso, foi por nós assim aproveitado.

A Última Subida

Aqui retemperadas as energias, e antes de se continuar, o aviso foi feito: "Se alguém quiser ficar por aqui, chama-se um táxi". Há valentes! Não é que ninguém aceitou e deu ouvidos, preferindo toda a gente continuar. Atravessámos assim o rio Coura para a sua margem direita e seguimos, iniciando a penosa e difícil subida que nos levou a passar pelos lugares de Afe e Pantanhas. Sempre subindo, seguimos através de um estradão florestal até à parte mais elevada de todo este percurso, onde cruzámos um grande grupo de populares que efetuavam uma marcha de apoio à causa nobre do cancro da mama.

Regresso e Conclusão

Depois, já descendo, sempre embrenhados pela floresta, continuámos até atingir o lugar de Lourinha e daqui até ao local de início deste percurso. Como nota final, poderemos dizer que as Terras de Coura, na realidade, são terras de paisagens verdadeiramente exuberantes, de uma riqueza inestimável e património único que se deve preservar para os vindouros. Também só falta dizer que, como de costume, o final da festa foi feito no "Loureiro Bar", acho que com agrado geral.

Miguel Moreira Vianatrilhos