Pelo Caminho Minhoto Ribeiro ao Forte de Bragantelo

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 04-10-2025
Localização Etapa Vilela/Extremo – Arcos de Valdevez
Hora de início 08.00 h
Distância total 11,77 kms
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Aboim das Choças: Curiosidades

O nome de Choças, segundo tradições antigas, deriva de se terem ali edificado algumas choças quando acampou na freguesia Afonso VII de Leão e Castela, rei de Leão, com o seu exército, aquando da Batalha de Arcos de Valdevez, em 1128, ou, segundo outros, em 1139, batalha em que ficaram derrotados os castelhanos.

Em 1643, esteve ali a reunir a sua gente D. Diogo de Lima Brito e Nogueira, Visconde de Vila Nova de Cerveira, quando foi em auxílio de Monção, sitiada pelos espanhóis. Era comandante dos exércitos o Conde de Castelo Melhor. Na defesa de Monção, ilustrou-se a condessa D. Mariana de Lencastre.

Na casa da Quinta de Aboim esteve escondido o Prior do Crato, que por aqui contava com muitos apoiantes. Daqui, D. António fugiu para Viana ou Caminha, donde embarcou para França.

O rio Vez separa esta freguesia da de Vilela, mas as duas margens do rio encontram-se unidas pela ponte medieval de Vilela, de grande interesse histórico.

Em Aboim das Choças nasceu em 1895, no lugar de Perguntouro, no início do séc. XX, a fábrica de lacticínios precursora do afamado Queijo Flamengo Limiano.

O Percurso

Com o tempo encoberto e uma chuva miudinha tipo "molha parvos", lá fomos até terras de Arcos de Valdevez, mais propriamente a Aboim das Choças.

Como o percurso ia ser linear, primeiro houve que levar as viaturas à Portela do Extremo para que, no final, se fizesse o regresso nas mesmas.

Pelas 09h50 demos início ao percurso, seguindo as indicações do Caminho Minhoto Ribeiro ou Rota da Fé, parte de um dos muitos caminhos mais antigos que ligam a cidade de Braga a Santiago. Caminhamos primeiro pela ecovia do Vez até atingirmos a Ponte Medieval de Vilela e, depois, abandonando a mesma em direção ao núcleo de Aboim das Choças, para aqui visitar, no ribeiro de Frades, um engenho de serração movido pela água do mesmo, junto à casa nobre da Quinta do Prego (em adiantado estado de degradação).

Continuando, em breve nos embrenhamos por antigos caminhos rurais pouco frequentados, atravessando os lugares de Bouças e S. Martinho até atingirmos a freguesia de Loureda, onde, num largo junto da capela da Srª da Cabeça, foi feito um pequeno descanso.

Prosseguindo, contornamos a elevação do Crasto, local de antigo povoado, e sempre por caminhos pouco utilizados cruzamos os pequenos lugares de Outeiro, Casal e Além da Parte (?). O percurso ia-nos surpreendendo, mostrando-nos o quão espetacular é o Alto Minho. Sempre embrenhados por um carvalhal, aqui e além com belos recortes de paisagem, um pouco mais acima passamos pelo lugar de Castanheira e logo depois atingimos o primeiro objetivo: a Portela do Extremo, ponto de fronteira entre os concelhos de Arcos e Monção.

Sempre acompanhados da chuva miudinha, junto à igreja paroquial, abrigados debaixo do coreto e de um pequeno alpendre, fizemos o reabastecimento e merecido descanso.

Forte de Bragantelo

Mas o objetivo final era o Forte de Bragantelo, fortificação seiscentista construída em pedra solta e terra (séc. XVII), no âmbito da Guerra da Restauração, integrante numa estrutura defensiva da Portela do Extremo. Assim, após o reabastecimento, retomamos o percurso, tendo para isso de vencer uma íngreme subida. Lá fomos até ao alto onde, por entre o nevoeiro persistente, pudemos visitar a recuperação que está a ser feita na reabilitação da referida fortaleza que, juntamente com o Forte da Pereira instalado numa outra elevação, defenderam a invasão que os castelhanos tentaram fazer.

Feita a visita e sempre por entre o nevoeiro e a chuvinha persistente, lá regressamos até junto da igreja onde se encontravam as viaturas e local em que foi feita a fotografia de grupo.

Depois foi o regresso novamente até à ponte de Vilela e daqui à Taverna do Chameau, em Serreleis, local em que se fez um convívio repondo as energias.

Miguel Moreira Vianatrilhos