Dados do percurso
| Data | 10-05-2025 |
|---|---|
| Localização | centro interpretativo de Quintandona |
| Ponto de encontro | Vitral |
| Distância | 10,4 km |
| Participantes | 46 |
centro interpretativo de Quintandona Moderado
Percurso pedestre circular com início no centro interpretativo de Quintandona, Capela, Casa do Xiné, Cascatinha do Aguieiro, Baloiço da Pegadinha, Lenda da Pegadinha, Parque de Merendas, Moinhos de Paradela, Caminho Medievo da Granja , Cisterna de Monte Santo, Moinhos de Monte Santo, Moinhos dos Senas, Cascata de Castelões, Moinho do Silva, Centro Histórico, Arco de Rosendo, Casario antigo de Devesas, Rego Fureiro de Caleirões, Casario Antigo de Escariz, Igreja Nossa Srª da Lapa, Igreja matriz de Lagares, Parque da Igreja de Lagares, conforme mapa do percurso no flyer entregue aos caminheiros.
| Data | 10-05-2025 |
|---|---|
| Localização | centro interpretativo de Quintandona |
| Ponto de encontro | Vitral |
| Distância | 10,4 km |
| Participantes | 46 |
O ponto de encontro foi no Café Vitral pelas sete e trinta da manhã, onde já se encontrava o autocarro da Autoviação do Minho, para nos transportar até ao ponto onde iniciaríamos o nosso percurso. Fizemos uma pausa em Perafita para completar o autocarro com alguns dos colegas de caminhada e seguimos viagem até à aldeia de Quintandona.
Aqui iniciámos o nosso trilho à hora certa nesta bonita aldeia situada na freguesia de Lagares e Figueira, no concelho de Penafiel. É um verdadeiro tesouro do património rural português, com suas construções em xisto e lousa, ruas estreitas e ambiente bucólico, oferecendo uma experiência autêntica para quem procura tranquilidade, cultura e tradição.
Seguimos caminho rumo à ruralidade, permitindo-nos explorar a paisagem envolvente. Passámos pelos seguintes pontos de interesse:
Visitámos as gravuras rupestres que deram origem à Lenda da Pegadinha. Esta e outras lendas fazem parte e são elementos do património rural deste local.
Seguimos caminho e entrámos em cotas mais baixas, passámos por:
Voltámos à aldeia deslumbrante de Quintandona onde um dos pontos de grande interesse é a capela centenária com mais de 200 anos, ex-libris da aldeia e testemunho vivo da sua história e fé.
Neste local encontra-se ainda o centro interpretativo (Casa do Xiné), sede do núcleo museológico que nos oferece informações sobre a sua história e cultura local.
As casas de Quintandona preservam a tradição original em xisto e lousa, refletindo a identidade rural da região. Esta aldeia integra a Rota do Românico e foi candidata às 7 Maravilhas de Portugal.
A "Festa do Caldo", realizada anualmente no terceiro fim de semana de setembro, celebra os caldos tradicionais da aldeia como caldo verde e o caldo de nabos, e ainda é retratada a lenda da velha e do Jebo.
Terminado este percurso, dirigimo-nos de autocarro para a vila de Cete. Aqui, fizemos uma pequena caminhada à descoberta da Cascata de Covão, um recanto natural e encantador situado nesta vila do concelho de Paredes, situada a cerca de 1km do mosteiro de Cete.
Esta pequena queda de água forma-se na ribeira de Baltar, criando um cenário sereno e de tranquilidade em plena natureza.
O acesso à cascata é facilitado por um percurso pedestre com cerca de 600m até à cascata. No local, encontrámos uma estrutura em forma de coração e um baloiço que aproveitámos para tirar a nossa fotografia de grupo, pois estas estruturas adicionam ao local um interesse acrescido de beleza e encanto para quem o visita.
Por volta das 14 horas demos por finalizado o trilho e dirigimo-nos para a "Taberna do Careca" para dar início ao nosso repasto.
Este estabelecimento destaca-se pelos seus pratos tradicionais, apresenta uma decoração rústica e acolhedora, e proporcionou-nos um ambiente acolhedor e familiar. Como éramos muitos, ocupámos toda a sala da parte de cima do estabelecimento.
Antes de iniciarmos a refeição, o Miguel usou da palavra para homenagearmos o nosso colega caminheiro Carlos Rocha, mais conhecido pelo carinhoso e familiar nome de "Cocas", que connosco trilhou caminhos com amizade e coragem e nos deixou muito cedo rumo ao céu.
Por isso Cocas, hoje o trilho pareceu mais silencioso, porque sentimos a falta do teu riso fácil, a voz que contava anedotas antes da primeira subida e a garrafa térmica que, de alguma forma, devia sempre um café a todos.
Carlos Rocha, o nosso "Cocas", não era só um companheiro de caminhadas, era o bom humor constante, a pausa certa no momento certo, e o calor de um café partilhado, o alívio em forma de piada. Cada passo contigo foi mais leve mesmo nos trilhos mais difíceis havia uma piada para quebrar o cansaço e uma história nova para unir o grupo.
Hoje caminhamos com saudade, mas também com gratidão, pelas gargalhadas, cada chávena prometida, e pela presença que mesmo ausente continua viva em nós, pelo exemplo que fostes como amigo, como enfermeiro e como ser humano.
Em cada curva do caminho, levamos contigo um pouco mais de alegria e em cada caminhada que fizermos vamos lembrar-te sempre com o teu sorriso maroto com que sempre nos habituaste e um "vá lá, já falta pouco... e no fim há café!"
Obrigado amigo. Agora os céus têm um contador de histórias a mais. Nós, aqui embaixo, seguimos contigo em oração, nos corações de todos nós, caminheiros do Vianatrilhos.
Neste dia 10 de maio, tivemos também o gosto de dar as boas-vindas a duas novas caminheiras que se juntaram a nós nesta jornada de trilhos e amizades: Maria José e Manuela.
Cada caminhada é feita de histórias, risos e desafios, e é com muita alegria que recebemos vocês as duas no nosso grupo Vianatrilhos.
Sabemos que a partir de agora o caminho será ainda mais enriquecido com a vossa energia, entusiasmo e, claro, a vontade de explorar novos horizontes.
Este é o grupo onde o espírito de companheirismo é o que nos une. Aqui, os trilhos podem ser longos ou difíceis, mas a diversão e a camaradagem tornam tudo mais leve. Estamos todos juntos para aprender uns com os outros, apoiar-nos nos momentos de cansaço e celebrar as vitórias, sejam grandes ou pequenas.
Sejam bem-vindas Maria José e Manuela, e que os vossos padrinhos Vítor, Elsa e Judite, que apadrinharam a vossa entrada e vos batizaram com o nosso néctar, benzendo e testemunhando com todos os elementos do grupo, desejamos que seja apenas o começo de muitas aventuras juntos.
Estamos ansiosos para partilhar novos percursos convosco.
Que venham mais trilhos, risos e histórias para contar!
91 fotos