Caminhada de Natal com Avós, Netos e Sobrinhos- Nas Lagoas de Bertiandos
Percurso circular, com inicio no Parque de estacionamento, do Centro de Interpretação das Lagoas de Bertiandos. Passagem pela Lagoa S. Pedro e por uma Torre de Observação de Aves. De seguida passagem pela Ponte da Freixa, no rio de Estorãos. Seguidamente passagem pela Lagoa do Mimoso, Ponte de Esteiro e pela Ponte de Pedrinho, novamente no Rio de Estorãos.Depois foi um rápido até ao local de início da Caminhada.
Pela segunda vez, o grupo VianaTrilhos levou a efeito esta atividade.
Apesar da vontade de contar com mais crianças, nesta altura do ano torna-se difícil a sua participação, devido às muitas solicitações da quadra natalícia, eventos desportivos e imprevistos como doenças próprias da época, que acabam por inviabilizar a presença de algumas.
Ainda assim, foram 7 as crianças participantes, acompanhadas por 11 adultos.
O local escolhido foram as Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos, nesta época do ano com bastante água.
A Área de Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos tem aproximadamente 350 hectares e desenvolve-se em torno destas duas lagoas e das margens do rio Estorãos, com uma densa rede de cursos de água e sistemas de drenagem tradicionais.
Esta área pode ser dividida em duas zonas distintas:
Zona das tapadas – onde se inserem as lagoas, com áreas de pastagens naturais, normalmente divididas por sebes e bosquetes de folhosas em expansão.
Zona das veigas – terrenos húmidos e férteis, onde se pratica agricultura, alternando entre milho (Primavera/Verão) e azevéns ou outras gramíneas (Outono/Inverno).
Com a manhã fria, partimos do parque de estacionamento junto ao Centro Interpretativo, por volta das 10h00.
A criançada ia à frente, marcando o passo e a orientação. Logo surgiu a primeira aventura: subir a uma torre de observação. Todos quiseram subir, o que implicou redobrados cuidados, especialmente na descida.
Seguimos por passadiços até encontrarmos uma casinha de observação da fauna, que nesta altura do ano se resume a alguns patos permanentes.
A água foi uma constante no percurso: ora caminhávamos sobre passadiços, ora por trilhos de terra batida, passando por várias zonas de observação, aproveitadas para pequenos descansos.
Nesta época do ano, a fauna é mais escassa, mas em outras alturas, as lagoas são refúgio para várias espécies de aves migratórias.
A certa altura, ao atravessarmos uma pequena ponte, um pormenor despertou a curiosidade de todos: pegadas de lontra visíveis num pequeno monte de areia à margem do rio — sinal da presença deste animal na zona.
Fizemos várias paragens para reabastecer e observar locais como a ponte da Freixa ou o moinho do Matias, este último ideal para registos fotográficos.
Por volta das 12h30, atingimos o final do percurso, com cerca de 6,5 km, percorridos de forma tranquila e animada.
De seguida, dirigimo-nos a Ponte de Lima, onde, no restaurante Turipiza, nos esperava o merecido almoço de pizzas.
Tal como durante a caminhada, o comportamento da pequenada foi excelente, num ambiente de convívio alegre e descontraído.
Parece-nos que a criançada gostou… e quer repetir! 😊
Participantes mais pequenos:
Hugo, 11 anos
Rita, 7 anos
Leonor, 7 anos
Helena, 11 anos
Gonçalo, 7 anos
Matilde, 11 anos
Sara, 11 anos
Benefícios de uma Boa Relação entre Avós e Netos
(in https://maemequer.sapo.pt)
Estudos comprovam que o contacto positivo com os avós torna as crianças mais seguras, independentes e emocionalmente fortes.
Quem não se lembra das batatas fritas estaladiças da avó? Ou do sorriso do avô quando nos ia buscar à escola?
Quantas vezes ouvimos: "Se me tiras o tablet, vou viver com os avós!"
Em Portugal diz-se que os pais educam e os avós "estragam". Mas será mesmo assim?
A ciência diz o contrário: uma relação próxima com os avós contribui para:
1. Um sistema de suporte emocional
As crianças com uma ligação forte aos avós apresentam menos problemas emocionais e comportamentais.
Têm mais ferramentas para ultrapassar eventos traumáticos.
Conhecer a história da família ajuda na construção de identidade e sentimento de pertença.
2. Compreensão dos mais velhos
Crianças que convivem com os avós desenvolvem empatia pelas gerações mais velhas.
Estudos mostram que têm uma visão mais positiva sobre a velhice do que as que têm pouco contacto com os avós.
3. Proteção contra a depressão
Um estudo da Universidade de Boston relaciona o bom relacionamento entre avós e netos com menores índices de depressão na idade adulta — tanto nos netos como nos próprios avós.
4. Longevidade dos avós
Cuidar dos netos aumenta a esperança de vida dos avós.
Mesmo vivendo longe, uma boa relação traz benefícios mútuos — tornam-se mais saudáveis, resilientes e felizes.