Trilho dos Canos d´Água

Foto do grupo Vianatrilhos
Percurso circular, com inicio no Santuário de Santa Luzia.Descemos até aos Arcos do Fincâo e subimos pelos canos de água até um pontão, junto das ruinas da "Azenha Velha".Aqui desviamo-nos do trilho e entramos em floresta de Austrálias e Mimosas até S. Mamede.Descemos até ao Ribeiro e saindo do trilho, fomos até à "aldeia velha". Fora do trilho e a subir chegamos ao estradão de Santa Luzia, por este chegamos novamente ao trilho marcado,e, seguimos até à casa dos aviôes. Um pouco mais, chegamos ao alcatrão e sempre por este,dirigimo-nos até ao local de início.

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 30-09-2023
Localização Santa Luzia
Hora de início 09:30
Hora do fim 15:40
Tempo total 6h 10m
Velocidade média 2,46 km/h
Distância total 15,49 km
Participantes 25
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No dia 30 de setembro de 2023, percorremos o Trilho dos Canos de Água, um caminho de enorme interesse paisagístico e cultural.

A cidade de Viana do Castelo orgulha-se da panorâmica que se desfruta do Alto de Santa Luzia, local de onde se avista o vale do Rio Lima no término da sua viagem até ao Atlântico, assim como a orla costeira e o verde das veigas, delimitado pelo branco das areias.

Este PR9, com o nome de Trilho dos Canos de Água, é um percurso pedestre de pequena rota, com cerca de 12 km, marcado nos dois sentidos segundo as normas da Federação Portuguesa de Campismo e Montanhismo.


Início do Percurso

O trilho inicia-se seguindo ao longo do muro que ladeia a estrada no sentido norte, até junto a uma casa em ruínas — local onde começa o caminho florestal a seguir. Descemos por este trilho, sem desvios, até chegar a dois arcos em pedra, conhecidos por Arcos do Fincão.

Por cima deles passam canos de água captada em minas da serra, que ainda hoje abastecem depósitos da cidade de Viana. Após passar o primeiro arco, viramos à direita, no sentido norte, e o percurso segue por cima do cano, até encontrar outro arco. Junto a um pequeno ribeiro (seco no verão), pode-se ver um pequeno moinho e a entrada de uma antiga mina de água escavada na rocha.


Ao Longo dos Canos

Retomamos o percurso por cima do cano, sob denso arvoredo, até encontrar uma pequena “casinha de água”. Há um desvio à direita para acesso a uma nova mina de água, que se pode visitar.

Continuamos junto da “casinha de água”, no sentido nordeste, e vale a pena observar a admirável construção destes canos. Um pouco acima, após ligeira subida, cruza-se um estradão. Continuamos sobre o cano até chegar a um novo estradão, junto a um pequeno pontão sobre um ribeiro — local onde se pode ver as ruínas da Azenha Velha e, em tempo de chuva, uma queda de água.


S. Mamede e a Doce Surpresa

Voltando ao estradão, seguimos em frente no sentido norte até chegar a uma estrada de alcatrão. Continuamos à direita (este), até ao pequeno mas castiço lugar de S. Mamede, pertencente à freguesia da Areosa, onde existe uma capelinha onde, anualmente em agosto, se realiza a Festa do Mel.

Aqui fomos surpreendidos com mel, broa, pão, tostas e um bom vinho da região — uma boa surpresa preparada pelo nosso guia Miguel Moreira e pela amiga caminheira Manuela Rego, que neste dia estavam impossibilitados de caminhar. O mel foi oferecido pela amiga caminheira Isabel Dias.

Ali fizemos uma pausa para confraternizar e, como se costuma dizer, adoçar o bico.


Aldeia Velha e Alto do Frade

Continuando ao longo da estrada, atravessámos o lugar. Do lado esquerdo, abaixo, vê-se um ribeiro com um pequeno pontão que cruzamos, seguindo depois entre muros, até ruínas que indicam o local da Aldeia Velha, origem do povoado de S. Mamede.

Quem quiser, pode seguir à esquerda até encontrar uma bifurcação. Segue-se à direita, entre muros cobertos de musgo, até chegar às ruínas de uma antiga capela, supostamente um antigo retiro de monges.

Volta-se à bifurcação e segue-se em frente até atingir uma estrada alcatroada. Vira-se à esquerda, sobe-se até um novo cruzamento, vira-se novamente à esquerda e caminha-se ao longo da estrada até outro cruzamento, onde se inverte o sentido de marcha, seguindo por um estradão em terra batida.

Passamos junto ao marco geodésico da Bouça de Frade e continuamos até chegar ao Alto do Frade, onde existe um edifício abandonado conhecido como “casa dos aviões”. Este local esteve previsto para a instalação de um posto de controlo aéreo durante a Segunda Guerra Mundial. Daqui desfruta-se de uma vista panorâmica sobre a cidade de Viana e o Vale do Rio Lima.


Rumo à Citânia de Santa Luzia

O estradão desce de forma acentuada, por entre denso arvoredo, até atingir novamente a estrada de alcatrão. O percurso segue por esta estrada, passando junto ao edifício da carreira de tiro.

Mais à frente, abandonamos a estrada e seguimos por um trilho assinalado à direita, que nos leva até à torre de um depósito de água da cidade. Descemos depois até à estrada principal, calcetada em paralelo, onde viramos à esquerda, passando junto da Citânia de Santa Luzia, conhecida localmente por “Cidade Velha”.

É um dos castros mais conhecidos do Norte de Portugal, e sem dúvida um dos mais importantes para o estudo da proto-história e romanização do Alto Minho.

Seguimos em frente até chegar à zona do templo, onde termina o percurso. Se ainda houver tempo, recomenda-se subir o escadório até ao zimbório da Basílica, de onde se desfruta de uma das vistas mais belas de Portugal.


Curiosidades sobre a Basílica

  • Prazo de execução da obra: fim do verão de 1731
  • Preço da obra: dois contos e trezentos e noventa mil réis
  • Pagamento: dois mil cruzados de adiantamento e o restante em três prestações, proporcionais ao progresso da obra

Final da Caminhada

Terminámos o dia com o habitual convívio/lanche no Restaurante Bar Montanha.

Como é tradição no nosso grupo, quem caminha connosco pela primeira vez é “batizado”. Desta vez, foi a nossa nova companheira, Isabel Miranda.


Mais um excelente dia de caminhada! Que a próxima seja para breve!

Miguel Moreira Vianatrilhos