Percurso Linear com inicio no Alto da Farrapona, com 1708 m de altitude e na fronteira entre as Astúrias e a Cantabria. Iniciamos o percurso a descer até perto do lago de La Cueva.Subimos e avistamos o Lago de La Calabazosa o Negro Seguidamente percorremos todo o planalto, até começar a descer para o Lago del Valle. Daqui por um estradão seguimos até à aldeia de Valle del Lago Desta aldeia saimos da estrada e percorremos por floresta até à povoado de El Coto, onde terminamos a nossa caminhada perto do cemitério deste povoado.
Segundo dia de aventura por terras de Astúrias, 2023-05-20.
São 8 horas, é preciso partir para o próximo trilho (na verdade serão dois trilhos, uma vez que há uma versão mais curta – Alto da Farrapona/Lagos Superiores e outra mais longa, percurso linear, Alto da Farrapona/Valle del Lago/El Coto).
Pelas 9h, já no Alto da Farrapona, a 1708m de altitude e no limite entre as Astúrias e Cantábria deu-se início os percursos. Cada grupo escolheu o trilho que mais lhe agradou e começaram as suas caminhadas.
O grupo que optou pelo trilho mais curto teve oportunidade de apreciar o Lago de La Cueva e as paisagens circundantes, regressando a Pola de Somiedo no autocarro que os esperava no início do trilho.
O grupo que decidiu seguir até El Coto prosseguiu por um largo caminho mineiro que, sempre a subir, sai do Alto da Farrapona leva até um miradouro com vistas sobre o Lago de La Cueva. O trilho, a partir daí, passa por longos prados e mais alguns lagos: Lago de Cerveiriz, Lago de Calabazosa até chegar ao Lago del Valle, declarado monumento natural em 2003, é também conhecido como Lago del Ajo, sendo o maior em superfície nas Astúrias, com 24 hectares.
Daí a pouco chegou-se à localidade Valle del Lago, onde existem habitações para turismo de montanha e de onde, após almoço volante o grupo recomeçou a caminhada até El Coto, onde estaria o autocarro a aguardar a nossa chegada. Nesta altura, 22km depois do início do trilho, alguns elementos mais corajosos decidiram continuar até Pola de Somiedo a pé.
Apesar de ser o habitat natural do urso pardo (mais ou menos metade da população de ursos pardos da Cordilheira Cantábrica vive em Somiedo), não se viu nenhum, mas conseguiu-se observar a sua presença através de algumas pegadas, que estrategicamente se colocavam para serem fotografadas.
São estas imagens das florestas, dos prados e dos lagos rodeados de uma beleza impar, entre altas montanhas com os seus picos avassaladores que irão permanecer na memória de todos por muitos anos.
Já repousados, fomos jantar no hotel e reunir forças para o dia seguinte.