Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 04-10-2019 |
|---|---|
| Localização | Berlengas |
| Participantes | 34 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 04-10-2019 |
|---|---|
| Localização | Berlengas |
| Participantes | 34 |
Deixamos o Vitral à hora combinada, cumprindo rigorosamente o minucioso programa deste fim-de-semana antecipado, pensado de forma a libertar os participantes para exprimir as suas intenções de voto nas eleições de domingo seguinte.
Nas imediações do Porto a pontualidade derrapou uns minutos, mas o tempo aproveitado para esticar as pernas e tomar uma bebida quente, comentando se o tempo turvo e enevoado se manteria ou não ao longo do dia, prejudicando a atividade entre São Martinho do Porto e a Foz do Arelho.
Felizmente ao longo do percurso o tempo foi abrindo e quando chegamos às imediações das Caldas da Rainha já o sol já rompia pelas ainda densas das nuvens, não havendo sinais de chuva, embora o grau de humidade fosse elevado.
A “organização” aproveitou a viagem para rever o local de início, alterando-o para as piscinas de Salir do Porto, pelo que não fizemos o passadiço da baia de São Martinho do Porto, encurtando ligeiramente o percurso.
Passamos pela bela marginal da baía em forma de concha de São Martinho do Porto, vila piscatória do concelho de Alcobaça, voltada para o Atlântico a oeste e rodeada pelo vale aplanado de campos agrícolas que se estendem até às Caldas da Rainha.
Às 11:00 deixamos o bar das piscinas e subimos para a falésia e rumando a sul, contornando as diversas quebradas que recortam a costa atlântica que se prolonga desde a baia de São Martinho do Porto, até perder de vista.
Fomos percorrendo caminhos térreos ao longo da falésia, como o”trilho de Maria da Serra” e a “Estrada dos Dinossauros”, até que se fez uma prolongada pausa para o reagrupamento, pois a conversa fez atrasar alguns incautos, que acabaram por se perder! A demora foi assim grande, atrasando o resto do grupo que os esperou muito perto das "Pedras Negras", onde existem as pegadas fossilizadas deixadas pelos grandes herbívoros desta época - os saurópodes.
Reagrupados continuamos até à “Rampa do Sousa”, que descia a arriba de uma forma que nos fez voltar atrás, pois a inclinação e as pedras soltas não aconselhavam a incursão, pelo que optamos retomar o caminho superior, não descendo à “Quebrada do Sousa”, observando apenas cá de cima este recorte da costa.
Mais à frente o grupo dividiu-se pois alguns preferiram ir pela estrada para o local de almoço – “Miradouro do Bouro”, enquanto a maioria optou por ir contornando as falésias descendo às quebradas. Foi assim que descemos cuidadosamente os ingremes e traiçoeiros carreiros das quebradas das “Cantareiras” e das “Marinhas”, que nos fizeram suar às estopinhas, já que o sol ia alto e quente e a dificuldade complicava muito o acesso a estes fundões. Depois da descida… havia as malfadadas quase paredes para subir a pulso, para retomar o alto da falésia.
Foi assim já cansados que chegamos ao “Miradouro do Bouro”, onde nos esperavam os desistentes, que já iam a meio do repasto, indiferentes aos esforços dos restantes! Finda a refeição e tirada a foto de grupo, os mais cansados seguiram de autocarro para a Foz do Arelho, tendo os restantes continuado o percurso pelas agrestes vertentes rochosas, que expostas à ação do mar e vento, apresentam aqui e ali estranhas formas, devidas à forte erosão a que estão expostas.
Passamos pouco depois pelo “Miradouro da Fonte Santa”, que por estar mais destacado da linha de costa é ponto de observação de exceção, para apreciar o rendilhado da ingreme e escarpada costa, envolta na névoa das agitadas águas atlânticas.
Continuamos depois pelas ingremes carreiros das quebradas do “Louriçal”, “Caniço” e finalmente das “Mós”, muito exigentes nos acessos, obrigando a cuidados redobrados para evitar quedas, que poderiam ter resultados gravosos, pela proximidade dos abismos e dificuldade de acessos.
Foi com bastante custo, cansados, mas com muita adrenalina que finalmente chegamos ao “Miradouro do Covil dos Lobos”, onde nos esperava o Miguel e Jorge e onde fizemos uma muito curta paragem, que mal deu para recuperar o folgo. Seguimos depois pelos muito badalados “Passadiços do Foz do Arelho”, da autoria de Nadia Schilling, que visou a “regulação dos acessos a estes espaços, afastando as pessoas da faixa de risco, com a delimitação de um percurso alternativo que fizesse a ligação entre miradouros e que funcionasse simultaneamente como limite”.
É realmente uma conceção bem distinta dos passadiços convencionais, quer na forma quer na implantação no terreno, mais parecendo uma rede de pequenas ilhotas que se dispõem aleatoriamente pelas arribas até à Foz do Arelho, nosso destino final.
Antes de ir para a pousada houve ainda tempo para uma bebida fresquinha e uma fatia de broa de mel na esplanada do restaurante Marisol, apreciando o fim da tarde junto do magnífico areal dourado desta praia, situada na confluência do Oceano Atlântico com a Lagoa de Óbidos, o mais extenso sistema lagunar de Portugal.
O jantar foi “buffet” na Pousada do Inatel, já alargado com a presença do Ernesto e o grupo da Carla, que só puderam vir mais tarde. Depois nem vontade houve para ir até às Caldas, pois o dia foi longo e havia que retemperar forças para o dia seguinte.
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