Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 14-10-2017 |
|---|---|
| Localização | Geraz do Lima |
| Hora de início | 09:55 |
| Hora do fim | 15:42 |
| Tempo total | 5h 47m |
| Velocidade média | 3.4 km/h |
| Distância total | 15.8 km |
| Participantes | 17 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 14-10-2017 |
|---|---|
| Localização | Geraz do Lima |
| Hora de início | 09:55 |
| Hora do fim | 15:42 |
| Tempo total | 5h 47m |
| Velocidade média | 3.4 km/h |
| Distância total | 15.8 km |
| Participantes | 17 |
Desta vez o início foi um parto difícil!
Devíamos ter começado lá para as 09:00 junto à capela de S. Sebastião, em Santa Maria de Geraz do Lima, mas os atrasos acumulados na partida e na espera de alguns dos participantes acabou por atirar o arranque para as 10:00 (!), depois de uma desnecessária "seca" coletiva, debaixo das oliveiras do adro da capela.
Um reparo para o necessário cumprimento dos horários, de forma a respeitar os cumpridores que madrugaram e ficaram entediados com a espera. Mais vale chegar cedo do que fazer os outros esperar!
E mal abalamos, novo contratempo e nova espera, já que um dos elementos do grupo tinha ficado para trás, porque se ausentou do local da partida e não nos viu sair da capela de S. Sebastião.
Enfim... a coisa não começou nada bem, mas o tempo de espera foi aproveitado para visitar a igreja de Santa Maria de Geraz do Lima, bem como o museu arqueológico recentemente criado, com os importantes achados descobertos em recente escavação.
Depois de reagrupados seguimos finalmente, tendo ultrapassado o limite da freguesia de Stª Maria, entramos em Stª Leocádia de Geraz do Lima, cruzamos a ponte do regato de Agros, junto ao Lagar de Azeite do lugar da Ponte, tendo verificado que se encontrava em plena laboração.
A medo procuramos a entrada para tentar ver o interior e fomos muito bem acolhidos pelo responsável, que para além de nos facultar a entrada, nos fez o favor de mostrar as instalações do lagar em plena laboração, explicando detalhadamente as diversas fases do processamento industrial, desde a trituração das azeitonas, até à final decantação do azeite.
Interessante ver e escutar as velhas máquinas e a canseira dos trabalhadores, na descarga das azeitonas, alimentando a trituradora, a preparação dos tabuleiros de corda e as enormes prensas, que espremem o bagaço, extraindo finalmente o aromático azeite, sucessivamente filtrado até ao produto final. O barulho contínuo das máquinas, o calor abrasador da caldeira, o cheiro aromático do azeite e a azáfama dos trabalhadores são legado de um processo artesanal, já em desuso, mas que ainda continua a satisfazer a procura dos produtores locais.
Mas havia que continuar, pelo que seguimos o trilho passando pelos lugares do Feijoal, Vilar e Areosa, iniciando a subida para a Vacaria, contornando o vale do ribeiro do Lourinhal, agora completamente seco.
Mesmo em meados de Outubro, tudo está tudo seco como a palha. É até perigoso andar no meio desta mata completamente desordenada de pinheiros e eucaliptos, em que à mínima faúlha pode resultar incêndio, com as desastrosas consequências que todos temos infelizmente acompanhado.
Deixamos a freguesia de Santa Leocádia de Geraz do Lima e entramos na de Carvoeiro, tendo visitado e feito uma pequena pausa junto à capela da Srª de Lurdes, no lugar de Vacaria.
A costumeira vista dos campos da Vacaria, com os seus muitos socalcos verdejantes é agora uma recordação, pois a prolongada seca transformou-os em tristonhos tons cor de palha. Quem os viu e quem os vê!
Regressamos logo a seguir a Stª Leocádia, passando pelo lugar de Agros, onde fizemos a pausa para almoço e fotografia de grupo no largo da capela de S. José. Aí a pausa foi mais demorada e houve mesmo tempo para uma "sorninha" a retemperar o esforço das subidas.
Começamos então a descida para Santa Maria de Geraz do Lima, tendo visitado a capela de Santa Bárbara, continuando finalmente para o Solar de Merufe, agora vocacionado para casórios e outros eventos do género.
Depois foi um saltinho até à capela de S. Sebastião, onde nos despedimos de mais uma jornada pelas terras do Vale do Lima, onde utilizamos integralmente o percurso PR21 da responsabilidade da Camara Municipal de Viana do Castelo, que estava genericamente bem identificado, com marcação adequada.
Para quem quis o "Finale" foi no 27.
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