Trilho do Vale do Lima (PR21-VC)

Foto do grupo Vianatrilhos
Percurso circular com início na capela de S. Sebastião, segue até Igreja de Santa Maria, na freguesia de Stª Maria de Geraz do Lima. Continuamos pela freguesia de Stª Leocádia de Geraz do Lima, onde visitamos o Lagar de Azeite da Ponte , passamos pelos lugares do Feijoal, São Simão, Vilar, Areosa rumando ao ponto extremo do percurso, o lugar da Vacaria já na freguesia de Carvoeiro. Regressamos a Stª Leocádia, passando pelo lugar de Agros e depois a Santa Maria de Geraz do Lima, onde visitamos a capela de Santa Bárbara e finalmente o Solar de Merufe.

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 14-10-2017
Localização Geraz do Lima
Hora de início 09:55
Hora do fim 15:42
Tempo total 5h 47m
Velocidade média 3.4 km/h
Distância total 15.8 km
Participantes 17

Desta vez o início foi um parto difícil!

Devíamos ter começado lá para as 09:00 junto à capela de S. Sebastião, em Santa Maria de Geraz do Lima, mas os atrasos acumulados na partida e na espera de alguns dos participantes acabou por atirar o arranque para as 10:00 (!), depois de uma desnecessária "seca" coletiva, debaixo das oliveiras do adro da capela.

Um reparo para o necessário cumprimento dos horários, de forma a respeitar os cumpridores que madrugaram e ficaram entediados com a espera. Mais vale chegar cedo do que fazer os outros esperar!

E mal abalamos, novo contratempo e nova espera, já que um dos elementos do grupo tinha ficado para trás, porque se ausentou do local da partida e não nos viu sair da capela de S. Sebastião.

Enfim... a coisa não começou nada bem, mas o tempo de espera foi aproveitado para visitar a igreja de Santa Maria de Geraz do Lima, bem como o museu arqueológico recentemente criado, com os importantes achados descobertos em recente escavação.

Depois de reagrupados seguimos finalmente, tendo ultrapassado o limite da freguesia de Stª Maria, entramos em Stª Leocádia de Geraz do Lima, cruzamos a ponte do regato de Agros, junto ao Lagar de Azeite do lugar da Ponte, tendo verificado que se encontrava em plena laboração.

A medo procuramos a entrada para tentar ver o interior e fomos muito bem acolhidos pelo responsável, que para além de nos facultar a entrada, nos fez o favor de mostrar as instalações do lagar em plena laboração, explicando detalhadamente as diversas fases do processamento industrial, desde a trituração das azeitonas, até à final decantação do azeite.

Interessante ver e escutar as velhas máquinas e a canseira dos trabalhadores, na descarga das azeitonas, alimentando a trituradora, a preparação dos tabuleiros de corda e as enormes prensas, que espremem o bagaço, extraindo finalmente o aromático azeite, sucessivamente filtrado até ao produto final. O barulho contínuo das máquinas, o calor abrasador da caldeira, o cheiro aromático do azeite e a azáfama dos trabalhadores são legado de um processo artesanal, já em desuso, mas que ainda continua a satisfazer a procura dos produtores locais.

Mas havia que continuar, pelo que seguimos o trilho passando pelos lugares do Feijoal, Vilar e Areosa, iniciando a subida para a Vacaria, contornando o vale do ribeiro do Lourinhal, agora completamente seco.

Mesmo em meados de Outubro, tudo está tudo seco como a palha. É até perigoso andar no meio desta mata completamente desordenada de pinheiros e eucaliptos, em que à mínima faúlha pode resultar incêndio, com as desastrosas consequências que todos temos infelizmente acompanhado.

Deixamos a freguesia de Santa Leocádia de Geraz do Lima e entramos na de Carvoeiro, tendo visitado e feito uma pequena pausa junto à capela da Srª de Lurdes, no lugar de Vacaria.

A costumeira vista dos campos da Vacaria, com os seus muitos socalcos verdejantes é agora uma recordação, pois a prolongada seca transformou-os em tristonhos tons cor de palha. Quem os viu e quem os vê!

Regressamos logo a seguir a Stª Leocádia, passando pelo lugar de Agros, onde fizemos a pausa para almoço e fotografia de grupo no largo da capela de S. José. Aí a pausa foi mais demorada e houve mesmo tempo para uma "sorninha" a retemperar o esforço das subidas.

Começamos então a descida para Santa Maria de Geraz do Lima, tendo visitado a capela de Santa Bárbara, continuando finalmente para o Solar de Merufe, agora vocacionado para casórios e outros eventos do género.

Depois foi um saltinho até à capela de S. Sebastião, onde nos despedimos de mais uma jornada pelas terras do Vale do Lima, onde utilizamos integralmente o percurso PR21 da responsabilidade da Camara Municipal de Viana do Castelo, que estava genericamente bem identificado, com marcação adequada.

Para quem quis o "Finale" foi no 27.

José Almeida Vianatrilhos