De Mosteirô a St. António da Chão do Couto

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 28-05-2016
Localização Serra Amarela
Hora de início 09:11
Hora do fim 16:05
Tempo total 6h 53m
Distância total 16.1 km
Participantes 16

As previsões do tempo eram fracas, mas não quisemos mais uma renúncia, pelo que às 08:00 lá estávamos todos no Vitral para abalar para a Serra Amarela, onde estava marcado o percurso que nos leva de Mosteirô à branda da Chão do Couto e com regresso por Cidadelhe.

Na viagem a chuva pesada não augurava nada de bom, mas lá fomos pela estrada do Lindoso, passamos junto da capela da Srª da Penha e deixamos os carros bem no largo da aldeia de Mosteirô.

Logo aí, fomos avisados por alguns dos locais para o mau estado do antigo caminho rural que tínhamos pensado tomar para acesso ao alto da Penha, pois estava intransitável pelas giestas, recomendando-nos o uso do novo estradão, agora usado por todos.

Preferimos as calçadas aos estradões, mas como a chuva persistia tornando os caminhos escorregadios e perigosos e com pena das perninhas do Carvalhido, que nos surpreendeu por aparecer de calções… tomamos em consideração o aviso e seguimos pelo estradão até alto do Tombaril.

Depois, rumamos para a Chão do Couto, passando primeiro pelo forno da Cerqueira, onde tiramos a foto de grupo aproveitando uma curta aberta.

Mas foi curta a trégua e a maldita chuva não mais nos largou até Stº António da Chão do Couto, onde fizemos mais uma curta paragem, com os ecos de uma trovoada longínqua a ribombar pelas serras, a aconselhar abrigo seguro.

O santo não quis nada connosco e a chuva intensa persistia, mas havia que prosseguir e subimos o rio Perdiz, até ao curral da Escravilheira, onde tínhamos prevista a pausa para almoço antes de rumar à serra Amarela, para visitar mais algumas cabanas (ou fornos) nas suas margens. Mas com o tempo assim, fomos forçados ao regresso imediato à Chão do Couto, com a esperança de arranjar abrigo numa das cabanas.

Uma cabana proporcionou parco abrigo para uma rápida refeição e o Miguel até acendeu uma fogueira com umas espigas, mas o fumo prejudicou a já fraca habitabilidade do forno, pelo que fugiu tudo do fumeiro e houve que comer à chuva, abrigados com os oleados encharcados. Nem houve tempo para batismos!

O santo teve então alguma piedade e a chuva aliviou um pouco, mas foi “sol de pouca dura” e a carga de água não mais parou na descida para o forno da Gormela, continuando cada vez mais pesada na escorregadia descida para o pontão da Revelha e depois até à branda do Corrido.

Encharcados, continuamos a descida para Cidadelhe onde nos cruzamos com um rebanho de cabras, que uma pastora tentava controlar no regresso às cortes.

Aproveitamos para meter conversa e a D. Lúcia confidenciou-nos a dureza do pastoreio e os males da idade, que a limitavam na condução das cabras. Mas como “a gente nova nada quer com estas lides”, se via obrigada a ainda andar com os animais, suportando ainda o fardo da idade.

Quando soube de onde vínhamos, disse que eramos tolos para andar no monte com um tempo assim, e que só a apanhamos ali por causa dos animais, senão estava mas era em casa ao abrigo da chuva.

Ajudou-nos na indicação do caminho de regresso, apontando um percurso alternativo que evitava a descida a Cidadelhe pelo que, despedidas feitas, tomamos uma série de caminhos rurais, contornado o alto do Salgueirinho, na direção da Srª da Penha.

Chegados à estrada de alcatrão de acesso a Mosteirô, foi regressar aos carros, sempre debaixo de chuva, que nos acompanhou inclemente todo o dia.

Foi pena, pois este percurso tem trechos realmente muito bonitos, mas que ficaram muito prejudicados pelo estado do tempo, que desaconselhava a prática desta modalidade.

Foi no 27 que secamos por fora e aquecemos por dentro.

Miguel Moreira Vianatrilhos