Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 23-04-2016 |
|---|---|
| Localização | Sistelo |
| Hora de início | 09:35 |
| Hora do fim | 16:34 |
| Tempo total | 6h 58m |
| Distância total | 12.4 km |
| Participantes | 22 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 23-04-2016 |
|---|---|
| Localização | Sistelo |
| Hora de início | 09:35 |
| Hora do fim | 16:34 |
| Tempo total | 6h 58m |
| Distância total | 12.4 km |
| Participantes | 22 |
Há duas semanas o tempo enganou-nos!
De manhã choveu a potes, mas depois das 10:00 foi melhorando e acabou com uma tarde que até dava para fazer uma caminhada pelas terras baixas, pois na montanha a nebulosidade era muita.
Mas abalar à chuva custa… e acabamos por optar anular a saída, embora um grupo de mais “destemidos” acabasse por ir fazer a ecopista do rio Vez, já nossa conhecida de outras andanças.
Desta vez houve luz verde pela meteorologia e lá seguimos para Padrão, onde começamos a nossa ascensão para a branda do Alhal.
Para a subida à branda usamos a velha calçada, com um empedrado gasto pelo uso e muito escorregadia pela chuva que teimava em aparecer esporadicamente.
No Alhal a coisa piorou e apareceu a primeira chuvada do dia, tendo aproveitado um providencial alpendre para nos abrigar da bátega fria, que nos obrigou a uma curta paragem.
Mas havia que seguir e lá continuamos a forte subida, com a serra da Peneda cada vez mais envolta em densas nuvens de chuva, o que fazia prever nada de bom para a nossa caminhada.
Meu dito, meu feito e um pouco mais acima começou de novo a chover, o céu a ficar cada vez mais escuro, carregado com densas nuvens de tempestade, o que nos fez repensar os objetivos, a subida até às Alminhas da Chã da Cruz, tornear o Pedrinho e depois virar para Branda da Gémea e regressar a Padrão.
Depois de uma curta reunião, abrigados pelas giestas da chuva e do vento, decidimos seguir diretos para a Gémea seguindo por um caminho empedrado muito escorregadio, fustigados pela chuva persistente, que teimava em se manter, mas agora menos intensa.
Pouco depois começamos a vislumbrar as primeiras construções da branda da Gémea onde fizemos nova paragem forçada, encostados a um conjunto de casas e cortelhos, pois veio mais um forte carga de água, que desta vez causou mais estragos, pois não havia alpendre que nos valesse. Houve que “amochar” juntinhos, debaixo dos guarda-chuvas e capas, aguardando que a carga de água passasse.
Aos poucos o tempo foi limpando e havia que ir ver o núcleo principal da Gémea, onde fizemos uma paragem para a foto de grupo apreciar o conjunto único de casas, cardenhas e cortelhos, dispostos em semicírculo, aproveitando o declive do terreno, com os campos de cultivo a toda a volta.
Após esta pausa seguimos para norte, cruzando o Corgo dos Cortelhos até um pequeno prado com um conjunto de construções, onde aproveitamos o socairo para fazer a pausa do almoço e também o batismo do companheiro Carlos Carvalhido, que se estreou nestas lides.
O regresso foi pelo mesmo caminho até à Gémea, tendo depois tomado um desvio ao longo da Corga dos Cortelhos e depois pelo Arroio do Menjoeiro. Por fim cruzamos o pontão da Corga de Porto Novo e continuamos para a branda do Alhal, até ao local onde nos abrigamos de manhã, mas agora com uma tarde quente e um sol radioso, que nos fez esquecer a “molha” matutina.
Como ainda era cedo decidimos ir até Porta Cova ou Portocovo, como nos informaram alguns dos idosos, que ainda teimam em cultivar estas ingremes encostas.
O regresso a Padrão foi feito pelo caminho das “alminhas”, cruzando os verdejantes socalcos ainda cultivados, que moldam as encostas de montanha desta autêntica “Suíça Portuguesa”.
Não há dúvida que Sistelo e os seus lugares é uma das mais belas paisagens de Portugal e um verdadeiro paraíso para as marchas de montanha.
O lavar dos cestos foi, para variar, no 27.
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