Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 14-11-2015 |
|---|---|
| Localização | Ponte de Lima |
| Hora de início | 10:35 |
| Hora do fim | 17:07 |
| Tempo total | 6h 31m |
| Distância total | 18.4 km |
| Participantes | 49 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 14-11-2015 |
|---|---|
| Localização | Ponte de Lima |
| Hora de início | 10:35 |
| Hora do fim | 17:07 |
| Tempo total | 6h 31m |
| Distância total | 18.4 km |
| Participantes | 49 |
Depois de um longo interregno, face ao mau tempo que assolou a nossa região, era já mais que tempo de voltar aos nossos passeios, pelo que aproveitamos este Verão de S. Martinho para fazer um percurso entre Rendufe e Cepões, aproveitando troços do Caminho de Santiago, da Rota das Capelas da Labruja e ainda de um percurso que fizemos em 2004 na zona de Rendufe.
O pretexto foi a celebração do S. Martinho, estando prevista para o final do percurso um encontro gastronómico com as castanhas e vinho novo.
Segundo reza a lenda, S. Martinho de Tours antes de ser Santo foi soldado e num dia muito tempestuoso, montado a cavalo e muito embrulhado na sua capa de soldado, encontrou um pobre seminu, cheio de frio e fome. O cavaleiro deu-lhe umas moedas e cortou a sua capa ao meio dando-lhe a outra parte. Passados momentos o temporal amainou e as nuvens desapareceram, transformando-se num dia de sol brilhante, raro no Outono.
Nós não cortamos as nossas capas, mas mesmo assim o Santo presenteou-nos com um dia de exceção, que nos fez esquecer as enormes chuvadas das últimas semanas.
O início do percurso foi no Alto da Travanca, onde ocorreram violentos confrontos com as tropas castelhanas durante a Guerra da Restauração Portuguesa, corria o ano de 1662. Reza a lenda que as tropas invasoras se puseram em debandada, depois de na noite anterior à batalha terem visto milhares de militares nas encostas próximas, que afinal não passavam de manadas de vacas que por ali andavam, por grande milagre na noite de muito luar tinham os cornos iluminados, confundindo assim o inimigo.
Descemos da Travanca para Rendufe, para uma breve pausa na sua igreja paroquial. Este troço do percurso é especialmente belo, já que a acentuada descida é feita por campos agrícolas em múltiplos socalcos, que nesta época do ano e com a incidência do sol matinal, proporcionaram um verdadeiro encanto aos sentidos.
Seguiu-se a descida até à capela de Stª Luzia, construída em 1624 pelos moradores do lugar de Sobrada, por estarem demasiado desviados da sua igreja paroquial, onde fizemos nova pausa para também apreciar as instalações, entretanto abandonadas, da Área de Lazer e Pesca Desportiva de Rendufe, inaugurada em 2012!
Um pouco mais abaixo chegamos à levada de abastecimento da mini hídrica da Labruja, que acompanhamos ao longo de toda a extensão aproveitando para visitar a instalação da comporta do tubo de queda da central.
Seguiu-se troço a meia encosta, densamente arborizado, na direção da capela de S. João da Grova, onde não chegamos a ir, já que descemos defronte da ermida de Stª Ana para o pontão do ribeiro de S. João, subindo de seguida para o lugar da Bandeira.
Desta feita não tivemos tempo de ir à nossa bem conhecida capela de S. João da Grova (ou de S. João Batista) e à pequena ermida de Stª Ana, entretanto muito remodelada, descaracterizando a sua traça original.
A refeição foi à soalheira, na varanda da casa do companheiro Pimenta, desfrutando de uma paisagem soberba para o vale da Labruja, com os campanários da igreja paroquial e do santuário do Sr. do Socorro a sobressair dos verdes socalcos deste anfiteatro, salpicado pelos tons policromáticas do outono.
A pausa foi longa e custou-nos recomeçar, mas lá fomos pelo caminho de Santiago, passando pela Fonte das 3 Bicas, pela igreja matriz da Labruja e depois descemos o turbulento ribeiro de S. João ladeado pelos seus moinhos de água até a estreito pontão, que cruzamos, regressando à margem esquerda, para depois subir para o santuário do Sr. do Socorro, onde foi tirada a costumeira foto de grupo, na majestosa escadaria ladeada por estátuas de anjos tocando trombetas.
Descemos de seguida pelos lugares de Mota, Vinha Velha, Vinha e Gávea, tendo passado defronte da depauperada capela da Srª de Guadalupe e descendo a seguir para o pontão do rio Mestre ou de Lordelo, na proximidade da mini-hídrica.
Fizemos uma volta pelos lugares de Trofa e Cachada, onde fomos forçados a fazer um pequeno desvio ao percurso programado, já que o caudal do Mestre impedia a travessia pelo açude.
A parte final foi feita pelo caminho de Santiago, passando pela capela da Srª das Neves e seu cruzeiro no lugar do Codeçal, na proximidade da ponte românica do Arquinho, seguindo-se a capela de S. Sebastião e finalmente chegamos à casa Carneiro, onde nos aguardavam os restantes convivas, que não puderam participar nesta caminhada.
O repasto escolhido foi o bacalhau de cebolada completado com umas tripas à moda do Porto, regado com vinhos diversos, adoçado com um leite creme e rematado com umas castanhas assadas na pruma, já que “pelo S. Martinho castanhas assadas, pão e vinho”
Finalizados os “comes”, houve tempo para a leitura de umas belas estrofes, sentidamente recitadas pelo Vilaça, seguindo-se um momento musical coletivo, conduzido pelo "maestro" Manuel Rego, na interpretação dos icónicos versos de Pedro Homem de Melo na canção “Havemos de ir a Viana”
O momento final foi a oferta de singelas lembranças às muito queridas companheiras Maria Teresa e Maria José, agora afastadas das nossas atividades.
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