Trilho do Foxo do Lobo - Serra do Suído

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 11-04-2015
Localização Pontevedra
Hora de início 10:01
Hora do fim 13:27
Tempo total 3h 25m
Distância total 11.1 km
Participantes 55

Ainda antes das 07:00, lá estávamos a entrar no autocarro, na demanda de terras galegas ao encontro dos companheiros do GARB – Grupo Andainas Rias Baixas.

O encontro estava marcado para Ponte Caldelas, onde fizemos uma pequena pausa logística antes de arrancar para o nosso objetivo final – La Lama, município interior da província de Pontevedra, eminentemente rural, com muitos lugares de interesse e espaços naturais de extraordinária beleza.

O ponto de partida da caminhada foi na Grifa, junto à Ermida dos Pardos onde os 40 caminheiros procedentes de Viana, se encontraram com os 15 companheiros do GARB para assim iniciar o percurso do Foxo do lobo (antigo PR G25)

Foi na magnífica Carbalheira dos Pardos que tiramos a foto deste grupo alargado, tendo como pano de fundo o parque de merendas, junto da capela dedicada á Virxe das Dores onde se celebra todos os anos uma grande romaria no último fim de semana de Junho.

Mas não só celebra aqui a festa em honra a esta Virgem, como também em Agosto, em honra à Virgem de Guadalupe, devido à grande quantidade de imigrantes que destas terras foram para o México e que trouxeram consigo essa tradição.

Foi numa dessas enormes mesas, propriedade de famílias emigradas no México, que registamos a nossa presença neste belo parque para depois descer até à praia fluvial de Prados, nas margens do rio Xesta.

Depois deste prólogo, começamos a subida deixando para trás o vetusto carvalhal dos Prados e continuamos em campo aberto para o Campo de Santa Mariña seguindo depois à esquerda para a Chan do Coto, onde se situa o Foxo do Lobo de Xesta.

Este fojo foi muito bem recuperado e está em excelentes condições. A sua edificação aproveita a orografia da região, usando o relevo da cumeeira de duas elevações próximas, dando-lhe continuidade com muros que desembocam num poço circular, armadilha onde a temível fera era encurralada e morta.

Conta-se que se juntavam os homens de várias aldeias ao redor, na caçada aos lobos, e a aldeia que porventura deixasse escapar a fera da armadilha, era “multada” com o fornecimento de refeição a todas as outras aldeias presentes.

Os companheiros da GARB elucidaram-nos de todos estes aspetos. Tendo visitado demoradamente a curiosa edificação, aproveitamos o morro próximo para fazer uma paragem de reabastecimento e observar a paisagem circundante.

Do topo do penedo sobranceiro ao fojo, a paisagem é digna de se ver, com as muitas giestas a tingir de amarelo vivo toda a extensão ao redor, conferindo um tom ainda mais primaveril a esta bela manhã de Abril, com um sol raioso e uma temperatura ideal para esta nossa atividade.

Mas havia que regressar, utilizando inicialmente o mesmo caminho até ao Campo de Santa Mariña, infletindo depois à esquerda, na direção do Coto das Airas, passamos junto de duas mamoas, testemunhas da ocupação humana milenar desta zona. Iniciamos a descida pela Xesteira para A Grifa, continuando até à Ermida dos Prados.

Acabado o percurso, havia que retemperar as forças. Os companheiros Mundo e Baqueiro tinham entretanto reservado o almoço em Aredo, na Casa do Pablo, onde nos esperavam umas entradas variadas típicas da região e um grelhado misto de carnes, que nos ajudou a recuperar as energias despendidas, servindo de pretexto para sã camaradagem.

No fim coube ao Mundo presentear-nos com uma interessante peça de louça, a marcar esta nossa deslocação a terras galegas, tendo a Vianatrilhos retribuído a gentileza com uma singela estatueta do grupo.

Mas ainda faltavam os batismos! Desta vez foram sete os ”novatos” privilegiados com esta grande honra, exponenciada por ter sido alcançada em “terras da estranja”.

Os eleitos foram, Vítor Silva, Miguel Martins, Paula Melo, Maria Vilaça, Conceição Alves, Matilde Alfaro (GARB) e Margarida Torres, que ladeados pelos padrinhos, caminheiros experientes nestas andanças, beberam o precioso néctar batismal ao som da ladainha “Arium porrum, bota a Baixorum”, ficando assim obrigados a participar mais amiúde, nas atividades do grupo.

Houve ainda tempo para uma paragem de descompressão em Ponte Caldelas, onde subimos o Verdugo, rio de águas cristalinas e densamente arborizadas margens, desde a ponte pedonal de madeira, até à praia fluvial.

Aos companheiros do GARB os nossos agradecimentos pela forma amiga com que nos receberam, ficando desde já prometida uma jornada em terras minhotas, a eles dedicada.

Até Breve!

José Almeida Vianatrilhos