Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 13-12-2014 |
|---|---|
| Localização | Porto |
| Participantes | 27 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 13-12-2014 |
|---|---|
| Localização | Porto |
| Participantes | 27 |
A hora marcada era às 09:20 na Praça Carlos Alberto, pelo que havia que estar às 08:30 na estação de metro da Casa da Música, de forma a cumprir as com as nossas obrigações.
Abalamos de Viana pelas 07:50, debaixo de uma chuva miúda mas persistente, que nos acompanhou e se intensificou durante toda a viagem, deixando-nos muito apreensivos com o que o S. Pedro nos reservaria para o nosso prometido Regresso ao Porto - Estrada de Viana.
Mas lá estávamos precisamente à hora marcada, que a pontualidade é uma coisa muito bonita! O grupo ficou porém bastante reduzido, pela falta de alguns inscritos, que se alhearam da convocatória, talvez pelas péssimas condições meteorológicas vividas na véspera e os alertas amarelos previstos para o dia.
Que não tivessem vindo, ninguém poderá levar a mal, mas… não terem avisado… é que não nos parece lá muito curial. Mas como só faz falta quem aparece… lá seguimos, ainda debaixo de chuva fraca até à Praça Carlos Alberto, ponto de partida para a nossa atividade.
Aguardava-nos o Dr. Jorge Ricardo Pinto, que em primeiro lugar nos enquadrou com um Porto medieval que se circunscrevia às muralhas medievais (ditas Fernandinas), carenciado de um verdadeiro ordenamento urbano, que permitisse um crescimento ordenado, com as indispensáveis acessibilidades.
Levou-nos depois até aos tempos em que a Praça Carlos Alberto, então designada de Largo dos Ferradores, servia de confluência das estradas de Braga e de Viana, garantindo a eficaz entrada e saída de mercadorias para uma cidade em franco crescimento e com aspirações a grande metrópole europeia.
Destacou o importante papel que João de Almada e Melo teve nessa mudança, bem como o da Junta das Obras Públicas desempenhou na modernização da cidade.
Terminou deliciando-nos com diversos apontamentos sobre a história e utilização da praça, o que muito valorizou este início de atividade.
Depois dos agradecimentos ao palestrante e da fotografia de grupo, lá fomos pela Rua de Cedofeita, com o tempo a finalmente dar tréguas, e com o sol a fazer a sua tímida aparição.
O guia Mesquita tinha a lição bem estudada e até cronometrada ao minuto! Pelo que seguimos o itinerário (em anexo) na perfeição, passando pelo Largo da Ramada Alta, seguimos o Caminho de Santiago até ao Carvalhido, deixando para trás alguns autênticos crimes urbanísticos, nomeadamente o corte de uma artéria com as tradições da Rua 9 de Julho.
Seguimos para a Quinta da Prelada, ponto alto desta nossa deslocação, onde nos aguardava o Dr. José António Ferreira e Silva, que nos brindou com uma eloquente apresentação da casa e jardins, celebrizados pela intervenção do arquiteto Nicolau Nasoni.
Depois de demorada revista à casa e jardins seguindo para o extremo da quinta, o que nos obrigou a circundar o Hospital da Prelada, Rua Monte dos Burgos e atravessar o antigo Parque de Campismo da Prelada, para aceder ao Castelo do Lago, já que os terrenos da quinta foram cruzados pela VCI.
Após rápida pausa de almoço, visitamos o lago com um pequeno castelo no seu centro, que imortaliza as armas da família Noronha. Pese a beleza do cenário, é triste o estado de degradação a que este local está votado desde há anos, pois o atual locatário deixou o espaço sem qualquer manutenção.
De regresso à estrada de Viana lá fomos calmamente pelo meio do casario, já que o S. Pedro se rendeu às preces da Nª. Srª. do Porto, cuja igreja modernaça avistámos, e tão pouco conhecida é mesmo no Porto, para nos brindar com um dia muito-muito...razoável! E até vimos uma das 3 imagens conhecidas, talvez mesmo a mais antiga, na capela-museu da Casa da Quinta da Prelada.
Embrenhamo-nos aos poucos na típica freguesia de Ramalde, que é a mais rural da cidade do Porto, em que os campos agrícolas e as grandes quintas rurais deram lugar a um crescimento bastante desordenado.
Curiosos os apontamentos de ruralidade ainda bem visíveis, com ruínas de moinhos, térreos casebres de lavoura, e pequenas hortas, em plena cidade do Porto.
Fomos de seguida ate ao extremo de Ramalde, passando pela extrema sul do fosso que fazia de limite cidade, e em que hoje existe a Estrada da Circunvalação.
Depois de um salto à bela Quinta do Viso ou S. Gens, também obra do arquiteto Nasoni, regressamos pela interessante Casa e capela e Quinta do Rio, que deve o seu nome à cercana confluência de três ribeiras, seguindo-se uma marcha mais ou menos apressada de regresso à Casa da Música.
O S. Pedro assustou ao princípio, mas redimiu-se, permitindo que o incansável guia Mesquita cumprisse escrupulosamente o programa, tanto da parte da manhã como na de tarde, tendo o grupo permanecido sempre coeso e interessado nas suas oportunas intervenções.
Seguiram-se as despedidas e votos natalícios, tendo um grupo restrito prolongado o convívio, com os pés debaixo da mesa.
Os nossos sinceros agradecimentos ao companheiro Mesquita Guimarães nesta sua iniciativa, que nos levou a um Porto bem diferente do que quotidianamente encontramos.
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