Por terras de Coura

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 29-11-2014
Localização Coura
Participantes 21

Decidimos voltar a Coura para repetir o percurso de 2008-03-01 que nos agradou bastante e era propício para apreciar as belezas de esta época outonal, em que a mescla dos verdes e castanhos dá um encanto especial à paisagem

Iniciamos o percurso na Colónia Agrícola de Chã de Lamas, da freguesia de Vascões, junto ao Centro de Educação e Interpretação Ambiental de Corno de Bico (CEIA), com um dia propício à prática do pedestrianismo.

Nem muito calor, sem chuva e soalheiro, que mais podíamos querer, depois de uma semana em que choveu a potes!

Quem quiser pormenores sobre o percurso, pode consultar o que fizemos em 2008,pelo que apenas vou mencionar que o ritmo da manhã foi muito, muito pachorrento, tendo-se o grupo arrastado de moinho em moinho, com prolongadas paragens para apreciar os engenhos, alguns muito bem recuperados.

A paragem mais prolongada foi nos Moinhos do Rito, que para além de apreciar o espetacular enquadramento paisagístico nas margens do Coura, tivemos a ventura de poder apreciar "in loco" o trabalho do moleiro a arrancar com o engenho e a moer o milho!

Atenciosamente fomos recebidos pelo nosso interlocutor, que nos elucidou sobre a arte da moagem e de bom grado respondeu às muitas perguntas com que foi confrontado.

Foi um momento único, que nos deu a visão dos tempos em que os muitos moinhos que fomos vendo pelo percurso, eram assiduamente utilizados na moagem deste ouro da terra, que é o milho.

Como o grupo estava numa de tédio, nem coragem houve para subir à igreja de Parada, pelo que ficou de lado uma das mais belas paisagens para o pequeno vale, em que se faz a confluência do tímido Coura e da Ribeira de Reiriz, na proximidade da capelinha de S. Gonçalo.

Continuamos depois até às Alminhas da Chã de Ferros, agora mais depressinha, já que chegava a hora de almoço e o grupo queria encontrar um local soalheiro, onde pudesse merendar.

O largo das alminhas serviu para "montar a tenda" e foi mesmo ali que tiramos abarriga de miséria e se trocou impressões sobre o próximo evento - O percurso que o companheiro Mesquita está a preparar na invicta cidade do Porto.

Mas era tempo de partir e lá continuamos na calmas até S. Martinho de Vascões, onde passamos na igreja Matriz (velha) e na nova matriz - Capela de Stº António, que já foi palco do início de outras atividades que fizemos por estas paragens.

O regresso foi feito pelo nosso já conhecido percurso que passa pelos campos da Colónia Agrícola e que tem como elemento diferenciador a presença de diversas mamoas, já bastante degradadas, que constituem o Núcleo Megalítico, da Chã de Lamas, prova que este território foi povoado desde os tempos pré-históricos.

Antes de regressar aos carros, houve ainda tempo para uma voltinha pela Lagoa da Salgueirinha, que ainda não tínhamos tido oportunidade de visitar. Para além dos evidentes encantos naturais da pequena lagoa, curiosa a lenda associada, que reza que “No sítio chamado Lameira do Salgueirinho, diz a tradição, estar submergida uma cidade, e aí, na noite de S. João, ouve-se tocar, debaixo da terra, um sino de ouro.”

Foi sem ouvir o sino de ouro que regressamos à Colónia da Chã de Lamas, que nos acolheu com um lema bem caro ao Estado Novo.

Pedi a Deus um conselho Para encontrar alegria Deus mostrou-me a terra e disse Trabalha, semeia e cria

O fim foi no 27, para merecido recobro.

Até ao "Regresso ao Porto - A Estrada de Viana"

José Almeida Vianatrilhos