Do Mezio pelo Gião até ao S. Bento do Ermelo

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 20-09-2014
Localização PNPG
Participantes 16

Iniciamos o nosso percurso junto à Porta do Mezio do Parque Nacional da Peneda Gerês.

Depois de uma semana de muita chuva e trovoada, foi com algum receio que nos fizemos ao caminho, mas felizmente o tempo foi abrindo lentamente e o sol raiando, sem aquecer demasiado, o que facilitou esta nossa incursão pelas bandas do Soajo.

A coisa até começou mal, pois com a distribuição pelos carros a veterana Louise… perdeu a boleia… e ficou para trás, obrigando a uma perca de tempo importante. Mas tudo ficou resolvido a contento e foi pelas 10:00 que arrancamos do Mezio.

Uns metros após o início, visitamos as mamoas 5 e 6 do Núcleo Megalítico Pré-Histórico do Mezio, que teriam sido utilizadas como locais enterramento, ou de ritual, no período entre os meados do V e o final do III milénio antes de Cristo.

Depois das fotos da praxe, continuamos a subida para o alto do Gião, saindo à direita para procurar as inscrições megalíticas, que o duro granito preservou até aos nossos dias.

A localização desta estação arqueológica domina um vasto anfiteatro natural, bem conservado em termos de ambiência natural, que que nos relembra a vivência social e religiosa das comunidades humanas que aqui se estabeleceram.

Demos a volta ao anfiteatro, passando pelo marco do Gião 1 e passamos por novo conjunto de inscrições, muito difíceis de localizar, pois os musgos e líquenes quase as cobriam completamente.

Mais uma fotos e subimos até ao Gião 2, onde está localizado um posto de observação, de onde se divisa de um lado, o fértil vale do Lima, do outro a enorme parede da barragem do Lindoso e dos lados as penedias do Parque Nacional da Peneda Gerês.

Iniciamos pouco depois a vertiginosa descida na direção do rio Lima.

Ao princípio a descida foi suave e com as paisagens abertas para o rio, mas quanto mais nos aproximávamos do rio, mais fechado ia ficando o caminho, até que se fechou completamente defronte de nós!

Saíram os bastões e os paus e foi a muito custo que fomos progredindo, afastando a vegetação que tomou completamente o caminho, formando um túnel escuro e estreito, que quase não nos permitia ver as pedras e grandes buracos em que o caminho se tornou.

Estivemos quase a desistir, mas “para trás mija a burra”, pelo que foi penosamente que chegamos a Ermelo, onde fizemos uma merecida pausa, junto ao Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Ermelo, do qual apenas se conserva a igreja românica e vestígios do claustro em ruínas, ambos classificados como Monumentos Nacionais.

Visitamos o interior da igreja, onde se destaca uma bela imagem do santo, muito venerado nestas paragens, onde nos dias 10 e 11 de Julho, centenas de pessoas partem para a Romaria, grande parte delas a pé, para pagar as promessas feitas ao S. Bentinho.

É terra de laranjas, que foram introduzida pelos Monges de Cister por volta do século XII, que tem como principais características a casca fina, a quase inexistência de sementes, o abundante sumo e o tipo de produção, próximo da agricultura biológica, onde a introdução de pesticidas, inseticidas e fertilizantes está ausente.

Depois da “foto oficial” descemos até às margens do rio Lima e subimos até à ponte romana do Ermelo, erigida sobre o ribeiro da Lapa, ponte de acesso pedonal, com arco de volta redonda e perfil em cavalete.

E chegamos ao fim! Depois foi só mais uma paragem no 27 para reabastecer e tempo para animado bate-papo.


Dr. Luís Fernando Oliveira Gonçalves

Foi com enorme pesar que soubemos do desaparecimento do companheiro Luís Gonçalves.

Este amigo, que foi um dos primeiros a integrar a este grupo, esteve connosco no Inatel, depois com os Amigos da Chão e por fim com o atual Grupo de Montanhismo de Viana do Castelo - Vianatrilhos.

Durante muitos anos foi um participante assíduo das nossas atividades.

Sempre brincalhão e bem disposto, colaborou diversas vezes connosco, quer em textos publicados neste site, quer em artigos publicados no "Aurora do Lima", quer em diversas coletâneas de sua autoria, em que narrou com mestria as suas vivências no seio do grupo.

Era um bom companheiro, muito estimado por todos.

Aos familiares e amigos os nossos sinceros sentimentos.

José Almeida Vianatrilhos