De Tibo pela Mistura de águas à Várzea

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 14-06-2014
Localização Tibo
Participantes 14

O dia anunciava-se muito quente, mas superou largamente as nossas expetativas!

Desde a partida da Várzea, o calor foi aumentando gradualmente, estando ainda agradável quando iniciamos a subida até ao Encontro de Águas, defronte de Olelas.

A panorâmica sobre a albufeira do Lindoso era magnífica, estando a superfície da água um espelho perfeito, pois nem uma ténue briza se fazia sentir.

Fomos subindo calmamente, tendo à nossa frente o vale do rio Laboreiro, com a aldeia de Ribeiro de Baixo ao fundo desse belo cenário.

Aquela hora, o Encontro de águas estava quase deserto, mas do lado espanhol distinguiam-se algumas tendas por entre a vegetação, pois esse local foi recentemente dotado de acessibilidades, com uma estrada alcatroada que vem de Olelas, bem como pela construção de acessos pedestres e até uma ponte de madeira, que cruza o rio Laboreiro a montante.

Mas com um sol escaldante e sem a mínima réstia de vento, o calor ia tomando conta dos corpos, pelo que era tempo de fazer uma curta paragem, tanto para meter qualquer coisa à boca, como para repor os líquidos perdidos nesta subida até ao Encontro de Águas, encruzilhada das águas do rio Laboreiro com as da ribeira da Peneda e as da albufeira da barragem do Lindoso.

Veio depois a ascensão até Tibo, seguindo sempre a ribeira da Peneda, pela sua margem direita, com as gigantescas Fraga das Pastorinhas e Pena Calva a impor a sua majestosa presença nas alturas.

Foi uma subida difícil, que exigiu muita força de vontade aos participantes, mas lá fomos subindo aos poucos, com curtas paragens nas poucas sobras que iam surgindo, pelo que quando chegamos à aldeia de Tibo, as forças estavam mesmo em baixo e era tempo de mais uma paragem, desta vez maior, para um merecido descanso, reabastecimento de águas e ainda para ir até ao miradouro virado a norte, de onde pudemos observar todo o vale da Peneda, com a alvura do Santuário encravado nas suas verdes encostas.

À esquerda divisavam-se Rossas, Gavieira e S. Bento do Cando, as duas num plano mais baixo e a branda de S. Bento e Junqueira num plano superior, já que umas são inverneiras e outras as suas brandas.

Mas a hora ia adiantada e havia que chegar ao miradouro de Tibo, antes da hora de almoço, pelo que era tempo de partir e iniciar a parte mais difícil do percurso, passar dos 570m para os 847m em pouco mais de 2 Km.

Aqui é que foram elas! O calor excessivo, as giestas que fechavam quase completamente o apertado caminho de pedra rolada, foram obstáculos muito difíceis de vencer, mas lá fomos subindo até chegar ao tão desejado miradouro.

A pausa nas sombras junto ao miradouro foi miraculosa, devolveram-nos as forças perdidas e mitigando ou até fazendo esquecer as dores de costas e a sede, com que a manhã nos castigou.

A tarde foi para descer para a Várzea, com o cenário belíssimo da albufeira do Lindoso ao fundo e a aldeia espanhola de Olelas à nossa frente, na outra margem da albufeira.

Passamos pela branda de Ínsuas, onde fizemos mais uma curta paragem, tendo depois reiniciado a descida por entre os campos e casas da Várzea até ao ponto de partida.

Foi um dia pouco propício para estas andanças, já que calor excessivo nos castigou duramente, mas ficou a jornada de convívio e as belas paisagens que fomos disfrutando ao longo do dia.

José Almeida Vianatrilhos