Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 08-03-2014 |
|---|---|
| Localização | Lindoso |
| Participantes | 25 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 08-03-2014 |
|---|---|
| Localização | Lindoso |
| Participantes | 25 |
Começamos em Parada do Lindoso, por entre as casas rurais, subindo até ao interessante conjunto arquitetónico dos centenários espigueiros da Portela da Leija, excecional conjunto de espigueiros dos séculos XVIII / XIX, de uso agrícola, inteiramente em granito, com planta retangular, paredes aprumadas e fendas verticais Também aí pudemos observar um interessante espigueiro de fendas horizontais, que é um dos raros exemplares desta tipologia existentes em Portugal.
Atravessamos a aldeia percorrendo a rua principal e fizemos um curto desvio, no lugar de Real, para observar mais um interessante conjunto arquitetónico, composto pelos antigos paços do concelho, tribunal e cadeia, que testemunham a importância que esta povoação outrora alcançou, mas que o tempo fez esquecer.
Começamos então a dolorosa subida que nos levou ao célebre Penedo do Encanto, testemunho da arte rupestre e datado entre o final do Neolítico e Média Idade do Bronze, já nosso conhecido de anteriores atividades.
Aí fizemos uma curta pausa, que serviu também para observar as curiosas inscrições, agora documentadas pela colocação no local de placa interpretativa, que muito facilita a sua identificação.
Recomeçamos depois a subida, saindo da zona arborizada, para entrar na serra, crua e dura, com o calor a apertar e a obrigar ao “aligeirar” do vestuário e à colocação do protetor solar.
Depois de algumas dúvidas na orientação, que o GPS resolveu, subimos até ao Forno da Sobreira Quente, onde fizemos uma pequena pausa e a foto de grupo.
Mas como ainda havia muito que subir, o remédio foi prosseguir, trepando o carreiro, que nos levou ao Alto dos Giestais, onde fizemos nova paragem, defronte da Escaravelheira, abrigo meio escondido pelo giestal, local em que segundo a lenda, eram deixados à sua sorte os idosos, que aos filhos se tornavam fardos sem préstimo, .
Após meter qualquer coisa à boca, continuamos a meia encosta até começar a descida para a Chã ou Chão do Couto, paradisíaco local escolhido para a pausa de almoço. Esta é uma branda da freguesia de Paradamonte, que ainda serve de apoio ao pastoreio.
Foi à sombra de enorme carvalheira e abençoados pela imagem de Stº António, encravada no seu nicho rochoso, que se fez essa merecida paragem e retemperamos as forças abaladas pelo forte e prolongado esforço que a manhã requereu.
Antes de iniciar a descida, ainda houve tempo para subimos pela margem direita do Rio da Perdiz, que atravessamos mais adiante, chegando até uma outra cabana, também com uma imagem do santo, local indicado para uma paragem prolongada, com mesas de pedra e sombras convidativas.
Mas havia que continuar, pelo que retrocedemos e iniciamos a descida por Gordomela, cruzando o ribeiro do Porto do Inferno, na Cova da Revelha.
Descemos ao longo da sua margem, cruzando-o mais à frente e continuamos a descida, por caminho difícil, chegando pouco depois ao rio da Ponte, que ladeamos até ao Poço da Gola, onde pudemos apreciar demoradamente a beleza da queda de água do Rio de Parada, confluência dos Rios da Ponte e das Mulas.
Foi o local escolhido para mais umas fotos, destacando-se a das companheiras presentes, já que era o seu dia – Dia Internacional da Mulher, que serviu de pretexto para o registo para a posteridade da efeméride, num local cuja beleza valorizou.
Passamos depois a ponte de madeira do moinho de Parada e descemos por trilho ladeado de miríades quedas de água, até à ponte de Parada.
Daí até aos carros foi um salto e o lavar dos cestos foi em Ponte de Lima, no 27.
112 fotos