Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 21-09-2013 |
|---|---|
| Localização | Barroselas |
| Distância total | 14.7 km |
| Participantes | 25 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 21-09-2013 |
|---|---|
| Localização | Barroselas |
| Distância total | 14.7 km |
| Participantes | 25 |
O último dia do verão de 2013 foi o escolhido para dar início à nova época 2013 / 2014 da Vianatrilhos – Grupo de Montanhismo de Viana do Castelo.
O dia anunciava-se quente e as previsões apontavam mesmo para temperaturas superiores a 30 graus, o que para estas coisas das caminhadas é complicado, especialmente nos caminhos rurais, onde o calor aperta.
A escolha recaiu num percurso na zona de Barroselas, que juntou o PR2 – Trilho da Vila, com o PR3 – Trilho das Azenhas, que nos levou numa interessante passeio ao longo das cercanias da vila de Barroselas, antiga Capareiros, dando-nos a conhecer os seus pontos mais interessantes, nomeadamente as capelas, pontes, azenhas e engenhos do rio Neiva.
Antes da partida foi levada a cabo a distribuição dos novos polos com o logo da Vianatrilhos, em que a “tesoureira” Manuela montou banca no adro da capela de S. Sebastião, fazendo a sua entrega e cobrança. Pena que as cores não tenham saído com o tinto pretendido, levando a inesperada dificuldade em distinguir o preto do azul.
Iniciamos pouco depois no Largo de S. Sebastião, centro cívico da Vila de Barroselas, cuja capela é a mais antiga (1582) das oito nela existentes e iniciamos pelo caminho do Pé do Monte, que nos levou até à Capela de S. Miguel da Quinta de Furoca, onde fizemos uma pequena pausa.
É verdadeiramente uma lástima que esta capela de S. Miguel Arcanjo da Quinta da Furoca, que faz parte da quinta do mesmo nome, esteja num estado grave de degradação. Alguém que acorde e olhe para estas coisas do património antes que a marcha do tempo a condene definitivamente.
Seguimos depois até ao largo da capela de Nª Srª da Conceição, com uma vista soberba sobre o casario de Barroselas, Mujães e Carvoeiro, bem como sobre todo o vale do baixo Neiva.
Descemos depois para a EN, que cruzamos, tendo tomado o caminho da Ponte Medieval das Boticas, sobre o regato das Fragas, parcialmente destruída numa enchente. Aí se situa o marco de divisão dos Coutos de Capareiros e de Carvoeiro, cuja demarcação data de 1702. É triste ver até onde o desleixo deixou chegar mais este valioso património histórico e cultural, tristemente voltado ao completo ostracismo! Melhor seria se o dinheiro despendido em inutilidades fúteis pudesse ser investido na manutenção do rico património cultural.
Um pouco à frente fizemos um pequeno desvio à Ponte do Lourido e Azenha das Pesqueiras, onde foi feita uma curta pausa de reabastecimento, aproveitando para apreciar o belo enquadramento proporcionado pela azenha, açude e ponte, local aprazível para picnics ou banhos.
Seguiu-se a capela do Espírito Santo e a interessante Azenha de Berre, tendo como pano de fundo a estação elevatória de captação de águas municipais.
Mais à frente abandonamos o PR2, cruzamos o caminho-de-ferro, engatando no PR3 – Trilho das Azenhas e seguimos para a Azenha e Ponte de Vale, onde cruzamos o Neiva entrando na freguesia de Tregosa – concelho de Barcelos.
O almoço foi no parque de merendas da Ponte de Tregosa, cujas frondosas copas das árvores, nos pouparam à inclemência do sol, que teimava em nos tisnar as peles.
A pausa foi providencial e prolongada, tendo servido, para além da sempre necessária ingestão de sólidos e líquidos variados, também para uma visita às lontras do Neiva e até uma preleção sobre os girinos e a sua metamorfose.
A conversa foi muita e a vontade de encarar o sol abrasador pouca, pelo que foi muito a custo que transpusemos a ponte e seguimos para a azenha seguinte, que foi a das Passadoiras, onde aproveitamos as poldras sobre o Neiva, para a costumeira foto de grupo.
Seguiu-se o desvio para a azenha da Caneira e Engenho da Foz, onde fizemos nova pausa, para observar o bom estado de conservação da azenha e do engenho, o que proporcionou até uma brincadeira com o movimento da nora, que os presentes teimaram em movimentar.
O calor é que era insuportável e como o grupo da retaguarda se atrasou muito, houve mesmo quem se refrescasse com uma valente mangueirada, que refrescou os corpos e as ideias dos menos temerosos, que não se importaram com a “molha”.
A última visita foi o Engenho da Laje, onde foi feita mais uma paragem prolongada, aproveitada para refrescar os pés nas águas temperadas do Neiva.
Os pés e não só, pois alguns do mais atrevidos aproveitaram para “demolhar” tudo o que puderam, refrescando também os parceiros da margem com as suas brincadeiras.
O regresso é que foi menos interessante e muito mais penoso, pelo calor que teimava em continuar, mas lá acabamos por chegar à igreja Matriz, apadroada por S. Pedro e logo de seguida o Largo de S. Sebastião.
Foi uma jornada dura, não pela dificuldade do percurso, que era até pouca, mas pelo sol abrasador e pelo calor intenso, que nos obrigou a um esforço redobrado, só acalmado nas Neves, num petisco regado com um verde fresquinho, que soube como ginjas.
Até à próxima!
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