Da Srª da Guia ao Monte de S. Lourenço

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 15-12-2012
Localização Sanfins
Distância total 14.4 km
Participantes 19

Desta vez escolhemos um troço do trilho da Arriba Fóssil, como prólogo do almoço natalício do Vianatrilhos – Grupo de Montanhismo de Viana do Castelo.

Pelas 09.20 iniciamos este percurso, junto à igreja paroquial de Belinho, desta vez sem a costumeira presença do animado grupo do Porto, que assustado com o alerta laranja, deitou a toalha ao chão.

Como o tempo estava carregado, tiramos logo ali, no adro da igreja, a foto de grupo e começamos por subir a calçada das fontes, junto ao cemitério, seguindo-se a longa escadaria de Srª da Guia, cujo miradouro nos permite divisar paisagens da Costa Atlântica, desde S. Bartolomeu do Mar até Viana do Castelo.

Diz a tradição que a escolha da santa de devoção, resultou da utilização passada de um lampião de azeite, voltado a ocidente, que servia de farol aos navegantes que rumavam a perigosa costa atlântica.

Depois de apreciar a paisagem, muito prejudicada pelo tempo enevoado e ameaçador, fomos atá ao cruzeiro que encima o santuário, onde testemunhamos a infortunada queda da companheira Glória, que se estatelou numa fenda, em que só a ginástica e a sorte safaram de mal pior.

Valente companheira, que “nem tugiu nem mugiu”, suportando estoicamente as dores que estes sobressaltos sempre proporcionam.

Continuamos pela crista na direção do marco geodésico de Sanfins, ponto mais elevado deste percurso, com os seus 233m de altitude, varanda privilegiada para o mar aos nossos pés, onde existem marcas de castros, de onde provém a sua designação de Alto do Monte Castro.

A próxima paragem foi na elevação vizinha, onde se encontra a diminuta capela da Srª da Paz, com o seu miradouro sobre o Atlântico, onde fizemos uma pequena pausa para retemperar as forças e meter qualquer coisa à boca. Foi enorme a remodelação que sofreu o acesso e logradouro da pequena ermida, estando irreconhecível à que visitamos em 2007. Há gostos para tudo, mas sinceramente, este não me pareceu o mais feliz, pois embora anteriormente estivesse ao abandono, tanto no atual arranjo exterior, como a via de acesso, que destruiu o anterior trilho, descaracterizou o local.

Descemos depois, a corta mato, para a povoação de Abilheira, passando pelo galinheiro e quintal de uma simpática residente, que nos facilitou a travessia do rio e acesso à estrada, onde pudemos apreciar um interessante conjunto de moinhos de vento, alguns deles restaurados.

Depois foi a pior parte… pois tivemos que subir a bom subir por ingreme trilho, que nos levou ao estradão florestal na proximidade da Mamoa de Portelagem, que visitamos, já pressionados pelo tempo e pelo Miguel, que insistia em impor alguma disciplina ao grupo, que seguia demasiado devagar para o avançado da hora.

E lá fomos, a toque de caixa, até ao Castro de São Lourenço, parcialmente reconstruído, seguindo para a Capela de S. Loureço, onde combinamos a estratégia para o transbordo das viaturas, de modo a não atrasar, ainda mais, o programado almoço de Natal.

O reencontro foi no restaurante Vaso da Gama, em Esposende, onde nos aguardava o grupo dos caminheiros dos “pés debaixo da mesa”, que já saboreavam as azeitonas e vinho verde.

A refeição foi boa, mas o convívio melhor, apenas ensombrado pelo mal estar repentino do Branco, que felizmente se veio a recompor (junto missiva), tendo o encerramento sido feito pelo Miguel, que recordou alguns dos momentos mais altos da época finda, destacando todos os que contribuíram para o sucesso das iniciativas do grupo, terminando com uma forte apelo à participação de todos e os costumados desejos de Boas Festas.

E foi entre um alegre brinde e saborosa fatia de bolo-rei, que encerramos a 15ª época deste grupo. É verdade, nem dei por ela, mas já lá vão 15 anos, desde que em 1998 fomos até ao Mezio – Gião e iniciamos a recolha destes elementos, dando corpo a este projeto conjunto.

Foram 203 caminhadas, nem sei quantos milhares de quilómetros nas pernas… É obra!

Até para o ano!

José Almeida Vianatrilhos