Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 15-09-2012 |
|---|---|
| Localização | Santiago de Compostela |
| Distância total | 22,5 Km |
| Participantes | 33 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 15-09-2012 |
|---|---|
| Localização | Santiago de Compostela |
| Distância total | 22,5 Km |
| Participantes | 33 |
Começamos na magnífica Igreja Românica de S. Pedro de Rubiães que ostenta, no adro, um miliário a Caracala.
Daqui, e após percorrer 150 metros pela Estrada Nacional, o Caminho aproxima-se da ponte velha de Rubiães, por caminho muito enlameado.
Atravessando a Ponte Nova, dilui-se durante 400 metros no chamado Couto das Cabras até Pecene seguimos por uma rota alternativa, durante 50 metros e chegamos a S. Bento da Porta Aberta. Por trás da Igreja segue o Caminho por terreno montanhoso.
Ao chegar ao local onde se situava anteriormente a velha Tasca dos Caldas, em Fontoura, Valença, novamente se separam a via Romana e o Caminho de Ponte, seguindo a primeira a meia encosta, pelo monte de Contença, em direção a Gontomil.
É aqui, em Gontomil, a poucos metros das ruínas da Capela de Nª Sr.ª da Guia, que encontramos um pequeno esteio, não muito antigo (princípios do Séc. XIX), com a seguinte inscrição: "Este he o Caminho de Ponte".
O caminho desce a Fontoura, pelo lugar de Pereira, onde encontramos uma humilde representação de Nº Sr. dos Caminhos, um verdadeiro símbolo do Caminho em Portugal, tal como o cruzeiro de Amonisa no Caminho Galego.
Já em Fontoura, no lugar de Bárrio, na parte posterior da Capela do Sr. dos Aflitos, próximo do Caminho, podemos observar os símbolos da peregrinação no fuste de um belíssimo cruzeiro setecentista; ainda em Fontoura, no lugar de Reguengo, reza a lenda que aí pernoitou a Rainha Santa Isabel, aquando do seu regresso de Compostela.
De Fontoura, o caminho segue até à Ponte Pedreira, em Cerdal, atravessando Passos, até entrar no Tuído e na Estrada Nacional. Aqui, após percorrer 100 mts, chegamos ao lugar de Albergaria, em Arão.
Deste ponto ate ao Cais, em Valença, o Caminho desaparece de forma absolutamente caótica. Após atravessar a Estrada Nacional no Conguedo, perde-se por entre áreas cultivadas.
Temos a convicção de que o velho caminho atravessa as proximidades da chamada Quinta da Torre, Capela dos Remédios, Capela dos Esquecidos, Oliveira da Mosca, Sr.ª da Saúde, Rua da Mata e chega ao Cais pela antiquíssima Ponte Pedrinha.
Perante a impossibilidade de transitarmos por este troço de Caminho, pelo menos de uma forma contínua e linear, recomendamos como alternativa a Estrada Nacional, durante 2 Km, para entrar em Valença.
Aí abandonamos o caminho tradicional, que se dirigia para o rio, que se cruzava por barca para Espanha, optando por entrar na Vila de Valença, que cruzamos parcialmente.
Deixamos as muralhas de Valença pelas Portas do Sol, e descemos o acesso à fronteira, para atravessar o Rio Minho pela velha Ponte Internacional, dada a impossibilidade de passar em barca, como outrora.
Depois de cruzar o rio, seguimos na direção do Parador Nacional de Tui, descendo até ao rio, onde está o marco que assinala o início do percurso em solo espanhol.
Continuamos depois pelo interior de Tui, até a sua imponente Catedral. A sua construção foi iniciada no século XI e terminada em 1180, em plena época do estilo românico. Situa-se na parte mais alta da cidade, na coroa do antigo castro de Tide, que deve ter existido antes do início da era cristã.
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