Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 24-03-2012 |
|---|---|
| Localização | Serra Amarela |
| Distância total | 13.2 km |
| Participantes | 7 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 24-03-2012 |
|---|---|
| Localização | Serra Amarela |
| Distância total | 13.2 km |
| Participantes | 7 |
Passados 15 anos, voltar aos grandes Malhões da Serra Amarela, instalados junto da Chã da Giadela foi gratificante. Quarta feira dia 21 do presente mês de Março, estávamos em amena cavaqueira quando surgiu a ideia de realizar uma “caminhada” no sábado a seguir. Quem vai, quem não vai, arranjou-se um pequeno grupo disposto a realizar o percurso do “Trilho do Germil”.
Em boa hora surgiu a ideia pois no final da actividade, ficou bem estampado na face dos participantes ter valido a pena. 08H30 saímos de Viana, passando Ponte da Barca, Santa Rita, Sampriz, Azias, Terras da Nóbrega, Mixões da Serra e logo chegamos ao Germil, pequena aldeia serrana situada na encosta Poente da Serra Amarela.
Aqui chegados, e enquanto nos preparávamos, surgiu um individuo com quem nos realacionamos e que nos viria a ser útil pelas informações prestadas. O mesmo disse pertencer à Associação PÉD’RIOS cujas instalações se situam na antiga escola da aldeia, cedida pela Junta de Freguesia e Cãmara de Ponte da Barca, e que têm vindo a recuperar moinhos e recantos da aldeia sendo ainda guias de percursos de montanha.
Comprou-se o pão ao padeiro que entretanto chegara (2 em 2 dias) tomou-se o café que também abrira, e iniciamos o percurso caminhando por entre o casario do núcleo rural, em direcção à serra. Contornando a aldeia, gradualmente o caminho ia subindo o que permitia vencer os declives da montanha e, por outro, que sejamos deslumbrados pelas magestosas paisagens sobre as serras em redor.
Depois de cruzarmos um riacho, pelas poldras seguimos sempre sobre calçadas pela encosta do Eido. A determinada altura e porque verificamos haver tempo, na encosta de Paranhos resolvemos abandonar o trilho e inflectir mais para o interior da serra caminhando na perspectiva de descobrir algo mais. Subindo descendo por entre mato de urzes, contornando a encosta da Giela, após um pequeno alto a nossa vista pode estender-se, tendo por fundo toda a imensidão da serra com a aldeia da Ermida, já por nós visitada em outras ocasiões, encaixada na paisagem vem lá mais para baixo.
Enquanto divisávamos em redor, olhávamos para nascente para as antenas da Louriça, entre a imensidão distinguimos a silhueta de 2 Malhões já por mim visitados em 29/05/1997. O objectivo logo ficou definido. Partimos nessa direcção, entre mato rasteiro cruzando pequenas linhas de água agora secas devio á seca, pelos lugares de Mestras e Pentieiros até atingirmos os referidos marcos, instalados já bem perto da Chã da Giadela.
Toda a imensidão da serra vista daqui é SOBERBA. O silêncio é grande e só o piar das “Labrecas” que nos tentam distrair da construção de seus ninhos se houve.
Era hora de reabastecimento, que foi feito com vista para a Ermida. O tempo entretanto tentou meter medo ameaçando mudar, mas não passou disso mesmo.
O regresso fez-se visitando na Chã da Pedra da Janela um campo Dolménico, passando depois novamente bem perto do Geodésico do Alto do Eido até ao local em que havíamos abandonado o “Trilho do Germil”.
Aqui chegados reatamos novamente o “Trilho do Germil” e caminhamos agora a meia encosta até por baixo do lado poente do geodésico do Eido, para após ingreme descida nos levou até ao alcatrão da estrada, bem perto da casa florestal de Sobredo.
Atravessamos a estrada e logo adiante metemos á direita por uma outra calçada e fomos embrenhando por entre uma admirável mata de carvalhos com a vegetação desabrochando, em direcção ao meio da abrupta encosta contornando o relevo do terreno, lá mais abaixo no fundo do vale corre o rio do Germil, aqui e ali com recantos muito bonitos semeados de moinhos agora abandonados, assim como muitos socalcos de antiga lavoura do vale, outrora sustento da povoação.
A breve trecho a calçada foi subindo e em breve começamos a avistar as primeiras casas atingindo novamente a aldeia do Germil. Esta conserva ainda recantos do povoado antigo. No café da aldeia houve ainda tempo para matar a sede e um pouco de conversa com alguns naturais.
Feitas as despedidas rumamos pela estreita e sinuosa estrada de montanha, com paisagem deslumbrante, passando por Ponte da Barca e daqui até Viana.
Fica aqui assim a breve descrição desta actividade de exploração, na espectativa de em data oportuna voltar a realizá-la, agora para todo o grupo, com a certeza que IRÁ VALER A PENA.
52 fotos