Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 12-11-2011 |
|---|---|
| Localização | Giesteira |
| Hora de início | 09H30 |
| Distância total | 14.3 km |
| Participantes | 34 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 12-11-2011 |
|---|---|
| Localização | Giesteira |
| Hora de início | 09H30 |
| Distância total | 14.3 km |
| Participantes | 34 |
Entre o Dia de Todos os Santos e o dia de S. Martinho (conta a lenda que um soldado romano que nada mais tendo, deu parte da sua capa a um pobre mendigo), é tradição em muitas regiões portuguesas, a realização de magustos.
Festividade marcante no Norte e Centro do País, mas com particularidades irrepetíveis nalgumas localidades, o magusto está geralmente associado à prova do vinho novo e à matança do porco. Uma associação que o folclore não deixa de assinalar:
“No dia de S. Martinho Mata o teu porco E prova o teu vinho”
ou
“Em Dia de S. Martinho Faz magusto e prova o teu vinho”
Denominador comum: a castanha (“Em Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho”), base da alimentação –tal como a bolota – durante séculos incontáveis, até à introdução da batata e do milho, na Europa, em consequência da expansão marítima (vulgo “Descobrimentos”).
Nesta altura do ano, a castanha regressa à memória de muitos portugueses como alimento importante (é muito rico em hidratos de carbono), que ressuscitam velhas receitas domésticas, ou experimentam as adaptações de culinária mais requintadas em livros e revistas da especialidade: do “grosseiro” caldo de castanhas piladas (secas sem a película), ao pudim de castanhas, passando por acompanhamento perfumado de assados ou bolos consistentes, além das várias formas de assar ou cozer.
É nesta altura que recordamos a enorme importância económica e o extraordinário papel ecológico do castanheiro, espécie que se supunha ter sido introduzida na Península Ibérica com a ocupação romana, mas que está presenta há pelo menos oito mil anos, como o demonstram estudos de datação de pólen fossilizado na Serra da Estrela (Jorge Paiva, 1985).
Foram 34 os caminheiros (as) participantes que indiferentes às previsões nada optimistas do tempo, realizaram esta actividade, partindo cerca das 09H30 da Igreja Paroquial de S. Martinho de Vascões, passando pelo lugar da Giesteira, embrenhando depois pela mata até ao geodésico do alto do Corno de Bico, local de reabastecimento. Já na descida cruzamos os lugares de Túmio e Lúzio, terminando novamente no mesmo local de início pelas 16H00.
A beleza impar que nos foi proporcionado usufruir ao longo deste percurso, ao percorrermos a mancha florestal do Corno de Bico, talvez no género uma das mais belas de Portugal, não haverá forma mais verdadeira de a descrever do que aquela que ficou na retina de todos os participantes. Também para isso pese embora a “vulgaridade” do fotógrafo e da máquina fotográfica, aqui ficam os registos da mesma.
O traçado do percurso da autoria do grupo, teve como curiosidade a passagem por 6 PRs da Câmara de Paredes de Coura.
No final do mesmo rumamos a terras limianas onde num restaurante local pudemos comemorar o S. Martinho, com rojões castanhas e vinho em ambiente de sã camaradagem.
Julgo que, e já no regresso a nossas casas tenha ficado em todos a sensação de um dia bem passado.
Até à próxima.
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