Pedras, Moinhos e Aromas de Santiago

Moderado
Pedras, Moinhos e Aromas de Santiago

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 04-06-2011
Localização Marco de Canavezes
Ponto de Encontro Vitral
Distância total 13 km
Participantes 33

Ai que cedo!

Às sete da madrugada, logo num Sábado! Ai que sono!

Só por muita carolice é que se conseguiu juntar o grupo, mas mesmo assim o autocarro inicialmente previsto, foi insuficiente e houve que arranjar um maior, que não defraudasse os atrasados de última hora.

Seguimos directos para Soalhães – Marco de Canaveses, onde paramos defronte da sua Igreja Matriz, ainda fechada, onde nos esperava a Srª Presidente da Junta de Freguesia – Cristina Vieira.

Do cimo das escadas da junta, fez-nos um pequeno briefing, dando a conhecer a região, reportando-nos o trajecto a percorrer e ainda o que havia para ver e degustar na região.

Agradecemos a simpatia com que nos recebeu, pelas explicações que nos foi prestando e pela distribuição de úteis destacáveis do trilho e o pin alusivo.

Pelas 09:30 começamos, seguindo as marcações, que se relevaram sempre visíveis e adequadas, pelo que se felicita os responsáveis pelo estabelecimento e manutenção deste percurso, o excelente trabalho evidenciado.

Lá fomos, passando pela capela de S. Clemente e começamos a subir um trilho bastante íngreme, com a Louise sempre a comandar as operações, às vezes não muito bem, pois não dava com o caminho certo, mas seguimos as marcações, sem dificuldades de maior, até aos moinhos de água de Vinheiros.

Aqui a paisagem mudou completamente e houve que trepar por entre os moinhos, quase dependurados um sobre os outros, aproveitando para apreciar as suas “artes”, algumas em bastante bom estado, quase parecendo paradas no tempo e prontas a entrar em função.

A subida ocorreu com muitas escorregadelas e mesmo alguns tombos, que embora aparatosos, mas não provocaram mais que valentes sustos.

Aqui a pressa da Louise, qual galgo na frente do grupo, levou a uma falha no trajecto previsto, já que a parte da visita ao Castro e Capela de Santiago ficou “comida”.

Foi pena, mas como a hora já ia avançada, acabou por não ser trágico, já que o estômago começava a dar horas. Curiosamente passamos pouco depois pela Adega do Fumo, em Almofarela, junto à Capela de S. Braz.

Era esse o local destinado ao almoço, onde ficou um desistente, à espera do nosso regresso, mas os outros lá venceram a tentação de ficar logo ali para comer e continuaram em frente, agora sempre a descer, na direcção de Soalhães.

Mais umas escorregadelas e mesmo alguns trambolhões pelo meio, pelas pedras soltas da descida, tivemos algumas paragens para retemperar as forças, observar as vistas e para a costumeira foto de grupo.

Chegamos a Soalhães pelas 15:00, aproveitando para visitar a igreja de S. Martinho, que fez parte de convento beneditino, entretanto convertido em abadia secular. Originalmente românica, apresenta características desse período, na sua porta principal e sofreu vários restauros e reparações, tendo sido todo o edifício remodelado no século XVIII. Depois de nos refrescar na taça frontal da praça, seguimos de autocarro para a Adega do Fumo, em Almofarela, numa viagem algo atribulada pelo fraco caminho de acesso, ainda em terra batida, onde estava o anho assado à espera, que foi a opção maioritária dos convivas.

Para além do prometido anho, quem também estava à espera era o Armando, que fez a renuncia a meio e ainda o Mesquita, o Nogueira da Silva e o Filipe Barroso, que nem sequer andaram, mas que estavam prontinhos para o esforço complementar da degustação.

Quanto à sala da Tasca do Fumo, o espaço destinado ao grupo era acanhado, a luz parca, os bancos desconfortáveis, as janelas sem vidros, a instalação eléctrica destruída, o aspecto geral e decoração do século passado e gasta pelo tempo, enfim… as condições eram um pouco fracas, mas a comida e bebida… óptimas.

O anho, bacalhau e vitela aprovaram e comprovaram que a escolha tinha sido acertada e que para se comer e beber bem, não são necessárias muitas condições , mas sim o saber e as matérias primas de qualidade.

Foi um fim de tarde divertido, com comida e vinhos de estalo, a que se juntou o excelente convívio gastronómico e para rematar a música e dança das caminheiras do grupo, que deram largas às sua capacidades, já no exterior da sala, pois o chão ameaçava ceder, por não aguentar os ímpetos das folgazonas.

No regresso fomos aos biscoitos, visitando a fábrica Duriense, onde os seus simpáticos donos nos mostraram as linhas de fabrico e pudemos adquirir alguns exemplares do seu fabrico.

Chegamos a Viana ainda a tempo de ver a 2ª parte do Portugal – Noruega e o golo da vitória. Assim rematou um dia pleno de pontos altos, prometendo-se para o fim do mês a sessão de encerramento das actividades do grupo.

José Almeida Vianatrilhos