Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 13-06-2009 |
|---|---|
| Localização | Ilhas Ons |
| Distância total | 16.1 km |
| Participantes | 28 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 13-06-2009 |
|---|---|
| Localização | Ilhas Ons |
| Distância total | 16.1 km |
| Participantes | 28 |
Pelas 11 horas locais partimos de Bueu, numa manhã cinzenta e nebulosa, que não augurava nada de bom na travessia para o nosso destino - Islas Ons.
Tomamos mesmo assim lugar no Pirata de Ons, uns no exterior e os mais prudentes e friorentos no interior do catamaran, que faz a travessia.
Passadas algumas milhas o sol, até aí escondido, começou a romper a bruma divisando-se como pano de fundo as soalheiras Ons, bem no enfiamento da ria de Pontevedra.
O barco atracou na Punta da Canteira, tendo o grupo seguido para a pequena povoação de Curro, inflectido à direita, junto à igreja, na direcção da Praia de Melide.
Depois de uma breve observação da praia, com as suas finas areias brancas, encaixada numa baia protectora, seguimos para norte, circundando o Alto da Cerrada, de onde pudemos observar as vistas para a enseada de Bastian de Val e o paraíso das gaivotas, que as abruptas falésias facilitam.
Depois de uma curta paragem, demos início à subida para o Alto de Ons, com o seu imponente farol, que ao longo dos tempos assinalou a entrada da ria, tendo também observado a Enseada de Caniveliñas e os Alcantilados de Ons.
Aí houve uma pausa forçada pois, pelo fraccionamento do grupo, que se tinha estendido demasiado, houve quem perdesse o contacto visual, tendo seguido por outro caminho.
De novo reunidos, seguimos para sul. Aproveitando a magnífica paisagem e como a hora ia tardia, fizemos a pausa para almoço na berma do caminho, depois de alguns terem tentado “montar a tenda” num patamar inferior, mas prontamente corridos pelas gaivotas, que não admitiram a proximidade dos seus ninhos.
Depois do descanso e alguma prosa, seguimos para o Buraco do Inferno.
É realmente impressionante a dimensão do buraco e o seu aspecto feérico, quer pelo enquadramento no penhasco, quer pelo simbolismo das cruzes colocadas nas arribas, sinais das muitas tormentas e naufrágios vividos neste concorrido corredor marítimo.
Tiramos uma foto de parcial do grupo, já que alguns dos participantes se alhearam da chamada, preferindo assim omitir a sua presença nessa tradicional foto, comum em todos os eventos.
A permanência no local foi inexplicavelmente curta, pois tínhamos tempo de sobra e se tratava de um dos mais belos locais da ilha. Não pudemos observar calmamente a paisagem e descer ao miradouro inferior, mesmo por cima do buraco, "donde dicen antiguas leyendas que, en los días de temporal, se oyen los lamentos de las ánimas" tendo o grupo partido para o Miradouro do Fedorento com a isla de Onza próxima e com as islas Cies em pano de fundo.
Iniciamos logo depois a descida para a praia do Pereiró e Canexol, tendo passado pelo parque de campismo e depois continuado para a praia de Area dos Cans, de regresso a Curro.
Como chegamos muito cedo e tínhamos ainda mais de uma hora de espera para o barco, aproveitamos para um refresco e mais cavaqueira.
O dia acabou nas tapas, em Baiona.
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