Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 14-03-2009 |
|---|---|
| Localização | Aveleira |
| Distância total | 17.3 km |
| Participantes | 49 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 14-03-2009 |
|---|---|
| Localização | Aveleira |
| Distância total | 17.3 km |
| Participantes | 49 |
Caminhar em grupo tem uma regra fundamental – manter alguma unidade física do grupo de caminheiros e isto obriga a regras simples, como a de reagrupamentos espaçados dos participantes, de modo a evitar a fragmentação, com as consequências decorrentes.
Regra simples, mas fundamental, é a de respeitar as indicações de reagrupamento, que são dadas para condicionar as diferenças de andamento e fomentar a agregação dos participantes.
Esta actividade teve ou seu início na capela de Sr.ª da Guia, na branda da Aveleira.
Daí tomamos um caminho paralelo ao do acesso às torres eólicas, iniciando pouco depois uma íngreme descida para a branda de Covelo.
Foi custosa e prolongada, levando mesmo a muitas escorregadelas e alguns trambolhões, felizmente sem gravidade de maior.
Chegados ao regato, um grupo seguiu sem dificuldades de maior perto do seu leito, mas os restante contornaram um muro de propriedade abandonada, que se transformou um pouco adiante numa muralha de silvas, que bloqueava totalmente os acessos, obrigando a algum trabalho de decote e poda e à ultrapassagem de alguns muros, até retornar ao ribeiro.
Contornada esta dificuldade chegamos à branda de Covelo, onde fizemos uma pausa num coberto que encimava interessante mesa composta por um enorme penedo de xisto.
Como o tempo avançava e a marcha ia lenta, tivemos que partir, continuando a descida, mas agora por caminho rural mais aceitável, na direcção da Corga da Granada, onde pudemos observar vários interessantes conjuntos de colmeias, ainda construídas tradicionalmente, de casca de sobreiro e colmo.
Começamos a subida na direcção da interessante branda de Mourim, onde chegamos cansados e poeirentos, a hora mais que adequada para os "comes", que tiveram lugar no adro da capela.
Depois de retemperar energias e algum descanso, partimos pelo longo caminho florestal, que nos devolveria ao ponto de início.
Aqui começaram os problemas, pois o grupo estendeu-se, face à natural diferença de andamentos e urgia fazer reagrupamentos, no sentido de garantir alguma unidade.
Bem se tentou inverter a situação, mas essas indicações foram ostensivamente ignoradas, o que inevitavelmente conduziu à cisão definitiva do grupo, levando a caminhos de regresso diversos.
Quem caminhar por conta própria é livre de fazer o que quiser e quando quiser, mas quem pretender participar nestas coisas em grupo e ainda por cima com grupos grandes, tem que cumprir regras.O grupo maioritário da retaguarda, em que seguiam os guias, regressou pela branda da Aveleira, tendo apreciado demoradamente este interessante agregado populacional, com várias casas profundamente remodeladas, bem como as melhorias de acesso e motivos de lazer introduzidas, tendo finalmente regressado à capela da Sr.ª da Guia.
Caminhar é importante, mas caminhar em grupo, com o convívio daí decorrente tem um encanto, que queremos preservar para o futuro.
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