Nas Margens do Rio Âncora - Marcha de Natal

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 13-12-2008
Localização Âncora
Distância total 6.6 km
Participantes 38

O encontro foi no Vitral, debaixo de forte chuvada, puxada a vento gélido, desmoralizadora para qualquer tipo de práticas no exterior.

Não fora o apelo gastronómico do Cabrito à serra D’Arga, encomendado na véspera, seria quase certo a falta de muitos dos presentes à chamada matinal.

Uns dentro, outros fora, todos a observar a evolução da situação meteorológica, questionávamo-nos qual o rumo a dar ao grupo, já que a programação feita para a Pedra Alçada estava fora de questão, pois o tempo não aconselhava as terras altas da Serra D’Arga, envoltas em neblina, ventos fortes e chuveiros violentos.

Depois de alguma hesitação o Miguel, profundo conhecedor da zona da serra D’Arga, traçou o rumo do rio de Âncora, local mais abrigado e não sujeito à forte ventania.

Lá saímos para Orbacém – lugar de Cabanas, onde demos início à subida do rio Âncora, pela margem direita, com o intuito de chegar ao Pincho, onde se adivinhava uma vista soberba da queda de água, até pelo volume de água que o Âncora levava.

Fomos progredindo sem grandes dificuldades, tendo o desenrolar do passeio apenas sofrido o contratempo de um grupo de retardatários pela conversa, não cuidou garantir a visibilidade dos precedentes companheiros, acabando por seguir em frente num desvio, perdendo-se.

Os telemóveis fizeram a sua providencial missão e nada mais se passou, apenas alguma perca de tempo, aproveitada para pôr a conversa em dia.

Estávamos quase a chegar ao Pincho - sítio da "Ferida Má”, quando vimos a nossa progressão inapelávelmente suspensa, por veio de água nosso conhecido, normalmente perfeitamente ultrapassável, mas agora autêntica torrente que se lançava em queda, para o Âncora.

Que fazer? Arriscar a passagem a vau? Descalçar as botas e tentar a passagem? Voltar para trás, tão perto do nosso objectivo?

Muita hesitação, algumas tentativas frustradas de construir uma passagem, com uns troncos de madeira, mas tudo gorado, pois essa alternativa não apresentava a robustez necessária para garantir a passagem segura dos presentes e alguns deles manifestaram sem rodeios a vontade de regressar, furtando-se aos riscos e consequências de uma queda.

Foi se dúvida a melhor solução encontrada, pese a decepção de estar tão perto e não chegar lá, mas mais vale jogar pelo seguro e prevenir um acidente, que poderia manchar um dia que se pretendia de são convívio.

Fizemos assim o regresso pelo mesmo caminho, seguindo de seguida para a ponte de Tourim, local de antiga via romana, parte de uma das mais importantes vias dos "Caminhos de Santiago, cenário onde foram filmadas as Pupilas do Senhor Reitor e mais recentemente uma telenovela nacional.

Regressamos pela margem alagada do Âncora, agora menos buliçoso, pois o declive é menor, mas mesmo assim muito para além do que nos tem habituado em outras circunstâncias, até à ponte de Cancela, onde tiramos a foto de grupo.

Depois de apreciar o local, continuamos para o lugar de Oliveiras, onde tínhamos as viaturas, aproveitando para descer até à velha Ponte Nova, com o seu altaneiro arco de xisto, sobre o rio Gondar, quase escondida na densa vegetação.

Foi onde apareceu a elite dos "caminheiros gastronómicos" - Vilaça, Maria Teresa, Isabel, Pimenta e Ernesto, seguindo o grupo após a mudança da roupa e calçado encharcados, para o local designado para o almoço – Mercearia Félix em Gondar

Não conhecia, mas fiquei cliente, pois desde as entradas, ao cabrito à Serra D’Arga, às sobremesas variadas, tudo estava muito bom, não tendo o animado grupo arredado posições senão pelas 16.00, depois de animadíssimo almoço, que serviu também para a distribuição do Crachá comemorativo dos dez anos do Grupo de Montanhismo de Viana do Castelo.

Para todos Festas Felizes.

José Almeida Vianatrilhos