Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 15-11-2008 |
|---|---|
| Localização | Arcos de Valdevez |
| Distância total | 14.1 km |
| Participantes | 44 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 15-11-2008 |
|---|---|
| Localização | Arcos de Valdevez |
| Distância total | 14.1 km |
| Participantes | 44 |
O início estava marcado para o largo de Miranda, curiosa freguesia de Arcos de Valdevez, empoleirada em vertente soalheira do vale do rio Lima.
Concentraram-se os 44 participantes no adro do mosteiro beneditino de Miranda, cuja fundação remonta a meados do século XII, mantendo-se até à extinção das ordens religiosas, em 1834.
Encontra-se hoje em quase completa ruína, salvando-se a igreja, que se mantém aberta ao culto, com o seu altar-mor de talha datado de 1780.
Foi neste cenário, integrado numa fértil paisagem agrícola e pecuária, prováveis para a fixação da extinta comunidade religiosa, que iniciamos a descida pela estrada municipal para o lugar da Devesinha.
Começaram logo aqui as canseiras para o Luís Guimarães, já que as suas botas de montanha começaram a desfazer-se, obrigando o grupo a prolongada paragem, na tentativa de que, com umas guitas improvisadas de cordas de nylon, a sola não se separasse da bota.
Reagrupados seguimos pela fechada mata na direcção dos viveiros de Grandachão, mas o pobre Luís Guimarães é que já lá não chegou, pois a botas não colaboraram e desfizeram-se completamente, obrigando-o a inglória retirada, aproveitando uma oportuna boleia, já que era impossível a continuação.
Ficou o filho Tiago a marcar presença, sempre na cabeça do grupo, como que a justificar a representatividade nele depositada, pelo atento tio, agora responsável pela sua guarda.
Chegados ao viveiro, que serviu para a repovoação florestal da região, viramos à esquerda e seguimos por caminho em terra, torneado o marco geodésico do Penedo Grande, que dá o nome a este trilho de pequena rota da responsabilidade da Valimar.
Seguimos então para o minúsculo lugar do Fojo, continuando pelo vale do Urzal na direcção de Grijó, apreciando a bela paisagem rural, com os seus socalcos bem definidos, arduamente conquistados à íngreme encosta da montanha, proporcionando um melhor aproveitamento da água, para a sua lavoura de subsistência.
Chegados a Grijó, fizemos a pausa para almoço no adro da capela de Stª Luzia, aproveitando uns para apanhar um pouco de sol e outros para na sombra descansar a subida da manhã.
Repostas as calorias, seguimos para o centro do lugar, onde conversamos demoradamente com os residentes, sempre afáveis e conversadores, surpresos de ver ali chegar tanta gente.
Curiosas e conversadeiras foram as três irmãs Monteiro – Rosa, Olívia e Maria, que risonhas se nos juntaram, explicando como era isolado o quotidiano neste remoto lugar.
Conversa feita, continuamos para Represas, por entre bosques de vidoeiros, cedros e carvalhos, aproveitando para apreciar a riqueza florestal envolvente.
Depois de algumas dúvidas no percurso a seguir, acabamos por subir pelos Carvalhos para Almoinha e rumamos finalmente para Miranda, regressando ao local de início.
Conforme combinado seguimos de seguida para Bertiandes, rumo ao restaurante Celeiro, onde estava o Luís Guimarães, já com outras botas, mais um grupo de amigos que não puderam estar connosco, mas que fizeram questão de se nos juntar, para a sarrabulhada, regada a vinhão e as tradicionais castanhas assadas do S. Martinho.
Foi neste memorável cenário que o Mesquita fechou o convívio, destacando os 10 anos de existência do Grupo de Montanhismo de Viana do Castelo e promovendo a próxima actividade, que servirá também de celebração do tradicional Convívio Natalício, para o próximo dia 13 de Dezembro, na Serra D’Arga.
A festa ficou completa com mais uma vitória do glorioso Porto, muito celebrada por todos.
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