Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 28-06-2008 |
|---|---|
| Localização | Meruje |
| Distância total | 14.9km |
| Participantes | 21 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 28-06-2008 |
|---|---|
| Localização | Meruje |
| Distância total | 14.9km |
| Participantes | 21 |
Iniciamos o percurso junto ao Dolmen da Lapa da Meruje, agora emoldurado pela barragem da Meruje.
Após um pouco de asfalto desviamos à esquerda para um caminho rural que nos levou através dos campos, outrora bem importantes como se pode adivinhar pelas suas construções adjacentes agora em ruínas. Após uma incursão a sul seguimos em direcção à aldeia da Abelheira.
Daqui alcançamos a aldeia do Couto, tomando depois um caminho empedrado em direcção à Couça dos Corvos, lá no alto espreita-nos o marco geodésico de Farves, também nome da aldeia que cruzamos mais em baixo.
A seguir atravessamos uma bela zona agrícola com recantos muito belos e exemplares da nossa ruralidade e onde existe um “forno dos mouros” segundo rezam os antigos.
Trata-se o Lugar de Zibreiro. Atravessada uma pequena mas, nesta época, florida colina estarmos já a alcançar a Reserva Botânica do Cambarinho.
Desviamo-nos para a margem do ribeiro do Cambarinho por um estrado em madeira que na época adequada nos permitiria apreciar o esplendor dos Loendros em flor e que nos permitu conhecer, através de diversos painéis espalhados pelo percurso, alguns aspectos da fauna e flora deste local.
Foi uma pena que a os loendros estivessem já sem flor, mas o adiamento inicial desta actividade, devido ao mau tempo que se fazia sentir, obrigou a escolha desta nova data. Fica assim para a próxima a observação dos loendros na sua mais bela expressão, que certamente enriqueceria ainda mais a já bela flora da ribeira do Cambarinho.
Terminamos a caminhada muito perto da aldeia de Cambarinho, no local que geralmente é o de início quer do percurso “Um Olhar sobre o Mundo Rural” quer de um pequeno percurso do Cambarinho, ambos aproveitados nesta nossa jornada.
Agradecemos mais uma vez ao companheiro Jorge Mota a organização de mais esta actividade, desta vez tendo o Caramulo como pano de fundo.
Loendros em flôr. A Reserva Botânica de Cambarinho, fica situada na vertente norte da Serra do Caramulo, abrangendo parte da bacia hidrográfica do ribeiro de Cambarinho, afluente do rio Alfusqueiro. É uma área de montanha, desenvolvendo-se entre os 400 m. e os 850 m. de altitude. Os solos são de constituição granítica, com a presença abundante de aglomerados rochosos.
O clima apresenta características atlânticas, com índices de pluviosidade superiores a 2000 mm. anuais. A cobertura vegetal apresenta um mosaico heterogéneo de elevada diversidade de espécies, sobretudo de cariz atlântico; predominam áreas de matos, permanecendo, no entanto, zonas de pinhal, manchas de carvalhal, áreas agrícolas, lameiros, a galeria ripícola do ribeiro de Cambarinho e os núcleos de loendros que estiveram na origem da criação da Reserva. A área faz parte da rede de Biótopos do Programa CORINE.
É a mais importante estação de Loendros do país, sendo classificada como Reserva Botânica pelo decreto-lei nº. 364/71, de 25 de Agosto, que visa a protecção do “Rhododendron Ponticum L, SSP Baeticum”. Encontra-se integrada na Lista Nacional de Sítios da Rede Natura 2000. A área sob protecção tem 24 Ha. Existem ao longo das margens dos rios Alfusqueiro e Alcofra e são um raro testemunho da Era Terciária.
RETIRADO DE: pt.wikipedia.org
Situada no topo norte do concelho com o mesmo nome do qual é sede, Vouzela surge como vila encantada por entre as brumas das manhãs de Outono. Descendo a encosta norte da Serra do Caramulo já a encontramos aos pés do Monte da Senhora do Castelo e do Gamardo espraiando-se até ao Vouga, emoldurada pelo exuberante verde das florestas e, aqui e ali, casas de quinta, ora brancas, ora de um cinzento velho e granítico.
A vila é pequena mas airosa: servida por boas vias de comunicação, ligada por camionagem a todo o concelho, possuindo transportes rápidos para os grandes centros e dotada de todas as infra-estruturas que tornam a vida cómoda e calma. As sua várias casas quinhentistas, a atestar seu passado valor, harmonizam-se com construções modernas surgidas em zonas novas e espalhadas por toda a vila.
Junto à vila há paisagens maravilhosas a impressionar o visitante: a estrada que nos leva à foz do Rio Zela, tem um aspecto caracteristicamente alpino, com a esplêndida piscina natural que o Vouga ali nos proporciona. E o Monte do castelo onde se localiza o magnífico Parque de Campismo, com todas as infra-estruturas que lhe proporcionam umas excelentes férias, para onde se vai numa estrada sinuosa de uns três quilómetros, permite-nos lançar a vista para um quadro estupendo, a conquistar o turista mais viajado, que dirá jamais ter visto igual beleza de tantos contrastes harmoniosos.
História As primeiras referências à povoação remontam à segunda metade do século XI (1083) e, no entanto, há testemunhos de uma muito maior antiguidade: do castro da Senhora do Castelo, embora ainda não tivesse sido escavado, conserva-se a muralha e aparecem à superfície fragmentos de cerâmica castreja e romana. A existência de duas sepulturas antropomórficas, nas suas imediações, prova que continuou a ser habitado na Alta Idade Média.
A Igreja Matriz de Vouzela, monumento nacional desde 1922, é um templo que impressiona pela simplicidade austera do romântico a que foram acrescentados alguns belos pormenores de um gótico em ascensão.
No interior, dos séculos XVIII e XIX, ressalta uma imagem de Cristo crucificado. Esta imagem é uma reconstituição fiel do original de Diogo Pires-o-Velho corroído pelo tempo. Digna de nota é também a bela imagem de Nossa Senhora do Rosário, de madeira policromada que, de expressão serena.
Património natural Em Vouzela atravessando a Alameda, encontramo-nos no bem cuidado jardim, que no início de Agosto, serve de palco ás tradicionais Festas do Castelo. Os seus enormes plátanos e tílias convidam ao descanso.
Pode-se ainda, na Senhora do Castelo, mergulhar no verde das matas que a envolvem e nas piscinas do parque de campismo que ali se situa.
Igreja Matriz de Vouzela e Pelourinho
Ponte romana de Vouzela
Património histórico Dentre os edifícios catalogados pelo IPPAR, encontram-se nesta freguesia:
A Igreja de Santa Maria ou Igreja de Nossa Senhora da Assunção ou Igreja Matriz de Vouzela, de estilo românico.
O belo e antigo casario onde se destaca a Casa dos Távoras, que dá acesso às margens do rio Zela e à fonte da Nogueira, a qual, segundo a tradição, foi mandada construir pelo Infante D. Luís, filho do rei D. Manuel I.
O edifício do antigo tribunal, que acolheu dignamente os actuais Paços do Concelho de Vouzela (Domus Municipallis), do século XVI, onde hoje funciona a Biblioteca Municipal.
O edifício do Museu Municipal de Vouzela.
O Pelourinho de Vouzela.
A Igreja da Misericórdia de Vouzela, do século XVIII, com a sua bela frontaria em azulejo.
A Casa das Ameias, à espera de restauro.
A capela do século XVII dedicada a São Frei Gil que, em frente e em volte, apresenta algumas das mais belas casas de Vouzela.
A ponte ferroviária que hoje proporciona um belo passeio pedestre pela zona envolvente do rio Zela e, do outro lado, a mais modesta, mas não menos airosa Ponte romana de Vouzela.
RETIRADO DE: pt.wikipedia.org
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