Na senda de Miguel Torga - Trilho do Castelo

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 10-05-2008
Localização Covide
Distância total 17.0 km
Participantes 41

Iniciamos o percurso em Covide encravada em altas montanhas, entre os picos da Calcedónia, dos Corvos e do Monte do Castelo.

Depois da necessária preparação, dirigimo-nos ao cruzeiro que se encontra à entrada da povoação, com um Cristo crucificado e Nossa Senhora em oração, com uma curiosa armação em ferro, local onde tiramos a fotografia de grupo.

Seguiu-se a subida íngreme, na direcção do Alto da Quebrada, circundando o Castelo pelo seu lado sul, com magníficas vistas para a barragem da Caniçada, inflectindo depois para norte até atingir um vale, onde fizemos uma pequena pausa, antes de continuar de novo para sudoeste, na direcção da Costa de Cantiães, Lama Forcada, Portela, até chegar à igreja de Stª Isabel do Monte, na proximidade da bela aldeia de Campos.

Um destaque especial para esta aldeia de montanha, com a maioria das suas casas bem recuperadas, utilizando materiais tradicionais, entre as quais se destaca a Casa de turismo rural dos Bernardos, que apresenta num magnífico enquadramento paisagístico.

Seguimos depois na direcção da Seara, fazendo entretanto a pausa para almoço, em que o Ernesto, retomou a antiga prática do Baptismo dos novos participantes.

Esta cerimónia, prática oriunda dos Amigos da Chão, foi assim transposta para esta ocasião, dando o enlevo merecido aos novos aderentes a esta iniciativa.

Os novos companheiros distinguidos com tão elevada honra foram: Maria José, Aida Fernandes, José Ribeiro, Mavilde, José Diogo Almeida, Laura Pires, Paulo Ferreira, Mónica, Carla, Paula Paiva, Manuel Augusto e Augusta.

Alguns protestaram quanto ao líquido baptismal, já que o bagaço lhes queimou as entranhas, pouco habituadas a este néctar purificador, mas todos se souberam comportar com o decoro exigido pelos padrinhos – Ernesto Paço e Manuela Rego, e pela solenidade da ocasião, testemunhada pelos restantes companheiros presentes.

Pena foi que o líquido purificador acabasse e não tivesse sido possível fazer os Crismas dos mais velhos e experientes, mas ficará certamente para uma próxima oportunidade.

Continuamos até a Seara e depois na encosta do Piorneiro, até atingir o vale onde tínhamos passado de manhã, na proximidade do Castelo, aproveitando para o visitar demoradamente.

Aí as vistas são magníficas em redor, conseguindo-se um enquadramento envolvente de toda a paisagem circundante. Mais fotos de grupo e das paisagens circundantes, começando depois o regresso a Covide.

Foi então que o inesperado ocorreu, com a grave queda da companheira Noémia, que acabou por resultar numa dolorosa luxação de braço e a apreensão de todos, pelo seu infortúnio.

Depois de recomposta, continuamos em grupo a descida, dando o necessário apoio à sinistrada, que se portou muito bem, face às dores de que padecia.

Foi um desfecho péssimo para um dia tão rico de belezas naturais e salutar convívio.

Os votos de uma rápida recuperação para a Noémia e a expectativa de a voltar a ver em breve, numa próxima actividade.

José Almeida Vianatrilhos