Marcha à Serra da Cabreira

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 12-04-2008
Localização Rio Ave
Distância total 17.5 km
Participantes 30

O dia estava ameaçador, cheio de nuvens de chuva, mas nada que impedisse os 29 participantes de começar esta actividade, que já tinha tido uma marcação anterior para o dia 15/03/2008, e sido anulada, pelo mau temo que se fazia sentir.

Os carros ficaram na proximidade de Lamedo, na margem direita do Rio Ave e iniciamos a marcha seguindo a estrada alcatroada. até à primeira cortada à esquerda depois da ponte, onde passamos a seguir um caminho, primeiro numa paisagem florestal, para logo de seguida percorrermos os caminhos bordejados de extensos campos de lavradio.

Seguimos até chegar à capela de Nª Sr.ª do Alívio, já na proximidade de Vila Boa, onde fizemos uma curta pausa, para levar qualquer coisa à boca, observando algumas características curiosas da agricultura local, com destaque para a utilização de garrafões plásticos de água como mini-estufas, para proteger os rebentos do tempo agreste.

Em Vila Boa seguimos pela estrada até à Área de Lazer do Carvalhal, começando estão a subida do Alto de Madoiro, agora debaixo de intensa chuvada e algum nevoeiro, que prejudicou seriamente a progressão, encharcando os participantes e impedindo totalmente as vistas, que se adivinhavam deslumbrantes.

Chegados ao topo e como a chuva não aliviava, depois de uma curta espera pelos mais atrasados, iniciamos logo de seguida a descida na direcção de Agra, seguindo um trilho empedrado, bastante escorregado, que provocou alguns sustos valentes e mesmo quedas sem importância.

Este troço destaca-se pela beleza da calçada e pelas cores da vegetação, que nesta época do ano emprestam um colorido especial, pelos seus tons matizados de vermelho e verde.

Chegados ao Café Turismo, em Agra e obtida a necessária autorização do proprietário, montamos tenda com os nossos farnéis e bebidas fornecidas pela casa, para aí mesmo fazer o nosso almoço, desta vez no aconchego do interior, pois lá fora a chuva continuava a cair forte e fria.

Após este retempero e com o tempo mais limpo, descemos ao centro da belíssima aldeia de Agra, com destaque especial para as antigas casas de pedra e o largo do pelourinho, onde tiramos a foto de grupo.

Continuamos até ao rio Ave, que passamos a seguir no seu curso descendente, observando a riqueza da flora e os moinhos dependurados no alcantilado das margens.

A chuva fez entretanto o seu regresso e passou a ser a nossa companhia de quase toda a descida, o que tornou a progressão mais lenta e mesmo perigosa na ultrapassagem de alguns obstáculos, obrigando os mais destemidos a ajudar os restantes companheiros.

Um destaque para a última travessia do rio Ave, que pela dificuldade, acabou por provocar algumas escorregadelas e consequentes molhadelas, mais ou menos extensas, com destaque para a protagonizada pela Elisa, que escorregou e acabou molhada até à cintura nas límpidas e tumultuosas águas do Ave e pouco depois protagonizar mais uma queda perigosa, mas felizmente sem consequências.

Depois de uma muda de roupa, tudo acabou em bem e continuamos até à esplêndida cascata da Candosa, que observamos demoradamente, continuando depois para Lamedo, onde fizemos nova pausa, observando as casas rurais, com destaque para a recuperação da existente no centro do lugar, cujo proprietário que nos facultou a entrada, para escapar a nova chuvada que se abateu sobre nós.

Com o tempo mais afinado, descemos até à estrada, regressando às viaturas, dando como terminada esta jornada, agradecendo ao companheiro Jorge Mota a sua laboriosa organização.

José Almeida Vianatrilhos