Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 26-05-2007 |
|---|---|
| Localização | Pitões |
| Distância total | 22.2 km |
| Participantes | 21 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 26-05-2007 |
|---|---|
| Localização | Pitões |
| Distância total | 22.2 km |
| Participantes | 21 |
Eram 09.30 quando chegamos a Pitões. Estava sol, mas um vento frio e cortante recordou-nos que estávamos na serra, a uma altitude considerável, pelo que lá fomos tirando os abrigos, preparando-nos para a jornada, que se adivinhava longa e dura.
O encontro foi no largo do Preto, onde se nos juntou a guia - Helena Carrito da Naturbarroso, que se disponibilizou para nos conduzir até aos Cornos da Fonte Fria.
À saída de Pitões, tomamos o estradão que ruma a norte, na direcção da fronteira Espanhola e logo depois de cruzar a ribeiro de Valongo, inflectimos à esquerda, tomando o estradão de acesso ao Outeiro do Grosal.
Aí deparou-se-nos uma equipa de guardas do parque, que nos aguardava, talvez pelo conhecimento proporcionado pela divulgação que fizemos pela Internet, com vista a impedir a nossa progressão.
Lá nos foram dizendo que tínhamos que ter feito um pedido antecipado para fazer esta incursão no PNPG e só depois da autorização ser concedida, nos seria permitido a ida a essa zona protegida – Ai a burocracia!
O companheiro Mesquita e a guia Helena, lá foram dizendo que este grupo não tem existência formal e não é mais que um grupo de amigos, que vai fazendo percursos pedestres, de um modo desinteressado, pelo que não fizemos o pedido formal para esta actividade, até porque pensávamos que esta zona do parque não tinha grandes restrições.
Os guardas foram atenciosos, mas firmes na recusa em nos deixar subir aos Cotos, alegadamente para não incomodar as cabras no seu habitat, tendo no entanto acabado por condescender na ida até próximo da Fonte Fria, comprometendo-nos em não ultrapassar, em caso algum, a ribeira Corga da Tulha.
Passados estes momentos críticos, que quase deitaram por terra esta jornada, lá fomos avançando mais aliviados, mas cientes da necessidade de futuramente passar a fazer o pedido antecipado, de modo a evitar mais problemas burocráticos.
Descemos aos Fornos e depois de cruzar a ponte de troncos da ribeira dos Fornos, iniciamos a subida para a Fonte Fria, tendo circundado a imponente Fraga da Brazalite e continuado junto à Corga da Tulha até à Fonte Fria, sem nunca ultrapassar a ribeira, conforme as orientações dos guardas do parque.
Entretanto, desceu um forte nevoeiro que nos teria impedido de qualquer tentativa de subida aos Cornos, mesmo que para tal houvesse a tal autorização, pelo que o grupo regressou aos Formos, para fazer a pausa do almoço.
Um pequeno grupo teimosamente continuou até à fronteira Espanhola, tendo cruzado o marco 200, mas logo regressado, pois o nevoeiro era cada vez mais e punha em perigo a orientação para o regresso, já auxiliada pelo GPS, sempre indispensável para estas andanças.
Já reunidos, iniciamos rapidamente o regresso pelo mesmo caminho, tendo entretanto o nevoeiro levantado, tão depressa quanto apareceu, deixando então divisar claramente os Cornos e toda a envolvente.
É realmente um espectáculo! Fica para a próxima!
Chegados a Pitões, os mais cansados recolheram para merecido descanso, mas os mais teimosos foram pelo caminho antigo até Juriz, apreciando o altar em que pousavam o santo na peregrinação a S. João da Fraga e depois o Castelo de Juriz, encimado por cruz de pedra incrustada no enorme penedo.
Um pouco mais à frente cruzamos a Aldeia Velha de Juriz, antigo castro, quase completamente oculto pela vegetação e depois fomos até ao Porto da Laje, onde anualmente se faz a festa de S. João da Fraga, tomando finalmente o caminho novo, agora totalmente calcetado, que nos conduziu a Pitões.
É uma subida íngreme, curta mas dura, que obrigou a um esforço extra, ultrapassado por alguns menos preparados, ou mais preguiçosos, pelas boleias que o Filipe Barroso e Pimenta proporcionaram. Ai este caminheiros motorizados que tão facilmente desistem!
Os que ficaram foram à posta barrosã, aproveitando o Pimenta para a oferta aos presentes de uma lembrança, muito apreciada por todos.
Findou assim mais uma jornada, em que o suspense inicial, de desastre eminente, acabou por se tornar num dia muito interessante e enriquecedor.
Os agradecimentos à Helena e muito especialmente ao Mesquita, que mais uma vez foi inexcedível na organização e logística.
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