Pelas Brandas do Soajo

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 13-01-2007
Localização Soajo
Distância total 17.8 km
Participantes 37

Iniciamos o percurso junto à Branda da Travanca, hoje não acessível, por estar no interior de um parque de campismo.

Tomamos a calçada por detrás da casa florestal aí existente, subindo em direcção à serra, que nos levou a passar junto à Branda de Currais Velhos, instalada sob um bosque de pinheiros silvestres, agora quase totalmente calcinados pelos incêndios florestais que ocorreram em Agosto último.

Continuando a nossa ascensão, agora sob um belo bosque de bétulas, por onde corre um pequeno ribeiro, atingimos um planalto onde retemperamos as forças, deixando a vista estender se pela serra.

Aí reagrupamos, pois alguns companheiros atrasaram-se no horário marcado para o início desta subida.

Daí seguimos a meia encosta até à Branda da Cova, branda de gado com cabanas de pedra solta, pertencente ao povo de Soajo, que continua a funcionar, por ser um local de solos férteis e água em abundância é o paradeiro de muitas manadas de vacas e cavalos.

De seguida voltamos atrás e seguimos na direcção da Branda de Cobernas, meia escondida numa vertente acentuada e com uma vista soberba sobre os vales vizinhos.

Depois foi trepar forte, contornando o Pereiro Fecho para, depois alguns obstáculos, alcançar finalmente a Branda de Bragadela, já nossa conhecida de outras passagens e que deu mote a que o companheiro Luís Gonçalves a eternizasse nas estrofes:

Depois da Bragadela Não mais pus os olhos nela

Após novo reagrupamento na Branda da Bragadela, subimos até à Branda dos Bicos, onde tivemos a oportunidade para apreciar um "malhão" - pequena construção de pedras sobrepostas, destinadas a proteger o pastor dos rigores do Inverno.

Um pouco mais à frente o panorama era deslumbrante, com a panorâmica sobre o vale do Ribeiro de Arroios, de onde se destaca o Fojo da Cabrita e as Brandas da Lombadinha (Alvar, Soengas e Moutelos).

A pausa para o almoço foi feita na da Branda dos Bicos, onde pudemos retemperar o corpo já cansado das dificuldades da manhã.

Depois de uma fugida ao lado norte do planalto dos Bicos, para apreciar as vistas a norte, tomamos a excelente calçada que desce directamente para o Fojo da Cabrita, apreciando a paisagem a nossos pés e a construção cuidada dessa calçada, que a fez resistir quase inalterada até aos nossos dias.

Depois de visitar o Fojo da Cabrita, armadilha para os lobos, tão ardilosamente construída, com o objectivo de prevenir os ataques do lobo sobre os animais domésticos, é constituído por um recinto fechado por um alto muro de pedra, mas de fácil acessibilidade desde o exterior, colocando-se no interior um isco vivo - a cabrita que lhe deu o nome.

Como entretanto a tarde já ia alta e com o Inverno os dias são curtos, optamos pelo regresso pelo estradão florestal.

José Almeida Vianatrilhos