Pelas terras do Gerês – Marcha ao Arrocela

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 15-10-2005
Localização Gerês
Distância total 14.0 km
Participantes 31

Desta vez fomos até á Serra do Gerês, local por excelência para a realização de actividades de montanha.

Como de costume saímos de Viana já atrasados eram 07H50. Pelo caminho uma pequena batidela na traseira da viatura de um companheiro obrigou ao consequente atraso, fazendo alterar assim parte do planeado. Em Rio Caldo já nos esperavam companheiros vindos do Porto, subindo então em direcção da Ermida até ao cruzamento que vem da Pedra Bela, local escolhido para inicio deste percurso.

Eram 10H10 quando os 31 participantes deram inicio a esta marcha. Um pouco á frente junto á ponte do rio Arado (710m) um grupo de 8 pessoas preparava-se para fazer a descida do rio em “canioning”.

Subindo ao longo do estradão que leva á Malhadoura, um pouco antes abandonamos este e viramos em direcção a Norte, embrenhados sob um bosque de pinheiros silvestres, que logo foi desaparecendo conforme subíamos e se fazia notar cada vez mais a presença do granito, que não mais nos abandonaria.

Fomos subindo penosamente, com a profunda corga da Giesteira pela nossa esquerda que mais acima iríamos atravessar para passarmos junto da base do Pico do Arrocela (1189m), cada vez mais envoltos por colossais massas graníticas, até se atingir o Alto da Chão do Pinheiro, local em que decidimos fazer o reabastecimento. Daqui a vista era extraordinária, fazendo-nos ver a nossa pequenez perante a grandiosidade da serra, através dos vales e corgas profundas, ou vislumbrando por breves momentos entre o nevoeiro os altos picos que nos envolviam tal como a norte o Pico da Roca Negra (1382m) e a leste curiosas formações do Pico de Ovos (1346m) composto pela Rocalva (1301m) e a Meda de Rocalva (1301m).

Espreitando pela berma da Chão, bem lá no fundo um pequeno prado com o seu pequeno abrigo de pastores qual quadro de parede, local em que se forma o Rio Conho. Enfim um espectáculo que a todos deslumbrou.

Mas era hora de regresso, pois era dia de “jogo grande” e já com bilhete comprado por alguns companheiros mais ferrenhos. Encetamos assim o regresso descendo uma íngreme encosta, qual rebanho de cabras espalhadas ao longo da mesma, em direcção do Vale da Teixeira, não sem antes numa plataforma da encosta mais uma vez apreciarmos toda a grandeza da área que nos envolvia.

Atingimos o Vale da Teixeira e uma cabana instalada num pequeno prado repleto dessas pequenas flores arroxeadas que nos indicam a estação do Outono, local em que tiramos a foto da praxe.

Continuamos cruzando o ribeiro e seguimos em direcção a oeste subindo, parando por breves momentos para observar todo o Vale e o local da radical descida que tínhamos acabado de realizar. Logo depois atingimos o Curral da Lomba do Vidoeiro com os seus característicos abrigos e já com os primeiros chuviscos do dia, passando depois ao lado do abrigo do Curral da Carvalha das Éguas, agora vedado com uma cerca de arame? sabe-se lá porquê. Aqui se realiza anualmente a distribuição da “vezeira”, prática característica da Serra do Gerês, que consiste na condução e guarda do gado para as pastagens da serra – o caprino todo o ano e o bovino na Primavera – Verão, por períodos de tempo proporcionais ao número de animais de cada proprietário.

Aproximava-se o final do percurso, mas com tempo ainda para observar uma vez mais toda a riqueza escultórica do granito que assume as mais diversas formas. Logo a seguir caminhando sob densa floresta de Pinhos atingimos o final junto do espectacular Miradouro da Pedra Bela (840m), local desconhecido de muitos, que a todos deslumbrou permitindo observar todo o Vale de Falha do Gerês, com o casario estendido ao longo do mesmo, desaguando na albufeira da Caniçada, e pela nossa frente na encosta oposta do vale, oportunidade para se ver alguns dos locais já por nós visitados, caso do Alto da Calcedónia e o majestoso Pico do Pé de Cabril, enfim um fecho em apoteose de mais uma jornada na Serra do Gerês.

No regresso, que foi feito passando por Lóbios e Lindoso, oportunidade ainda para fazermos um repasto em terras limianas.

Como nota final, não podemos deixar de expressar o nosso agradecimento aos companheiros do Porto, Jorge Mota, José Emílio e Rute, pela disponibilidade demonstrada em nos acompanhar.

José Almeida Vianatrilhos