Trilho da Calcedónia

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 17-06-2005
Localização Terras de Bouro
Distância total 9.7 km
Participantes 17

Eram 09.30 quando começamos esta actividade no coração da Serra do Gerês, na freguesia de Covide, concelho de Terras de Bouro.

O nosso percurso teve início junto à loja de artesanato da EN307, seguindo um caminho que nos levou ao mítico e lendário Cabeço da Calcedónia.

Pouco a pouco, à medida que subíamos, apercebemo-nos da majestosa paisagem, caracterizada pelos fortes declives, pelos trepidantes cursos de água, por uma vegetação típica de montanha e pelo caos granítico, formando grandes amontoados de blocos com formas diversas, esculpidas pelo lento processo de erosão dos ventos e gelo.

Dentro desta paisagem sobressai com toda a imponência e majestosidade, a Calcedónia, um morro gigantesco de grandes penedos que em tempos teve a função de castro defensivo, que terá sido ocupado pelas legiões romanas. Espaço que, pela natureza inexpugnável, permitiu assentar uma pequena fortaleza, que constituía uma linha defensiva juntamente com outras fortificações, próximas da fronteira com a vizinha Galiza.

A subida é curta mas dura, tendo provocado atraso de alguns, nomeadamente da Lurdes que afogueada ia perdendo as forças. Depois de uma breve paragem para descanso na sombra de uma pequena gruta, chegamos finalmente à Fenda da Calcedónia, com a sua intimidadora entrada, que nos esmaga quer pela dimensão, quer pela aparente intransponibilidade.

Depois de alguma polémica e muitas dúvidas sobre a capacidade dos presentes em vencer tal dificuldade, animados pelas palavras da Isabel, que já tinha passado a fenda várias vezes, lá nos fomos animando mutuamente e arrastando pela estreita passagem, ora contornando, ora galgando os enormes blocos graníticos, que quase obstruem completamente a dita.

Foi com enorme alívio que por fim alcançamos o topo, mas sem problemas, todos com a adrenalina no top, pelo aperto passado nesta aventura.

Alcançado o imponente cimo do morro, pudemos enfim divisar a belíssima paisagem ao nosso redor e constatar as suas características estratégico-militares e defensivas.

Tirada a costumada foto de grupo, para regressar tivemos que nos embrenhar de novo por entre os blocos de granito e descer, agora sem tanta dificuldade, até ao planalto abaixo, onde procuramos abrigo para a pausa de almoço na mesma fresca gruta que nos serviu de paragem anteriormente.

Repostas as calorias e retemperadas as forças e depois de alguma indecisão quanto a caminho de regresso, iniciamos a descida ao tórrido calor do início da tarde, por um pequeno bosque de carvalhos, vencendo o acentuado desnível, na direcção do Poço Azul, uma pequena piscina natural de águas puras e cristalinas que nos convidou ao mergulho.

Seguimos por fim um caminho em terra batida, até ao cruzamento de Covide, onde nos desforramos do calor com uma bebida fresca, que nos animou para o último troço de estrada EN307, até ao local de início.

Foi um belo passeio por Terras do Gerês, finalizado à mesa da Albergaria Stop, com saborosa Feijoada.

José Almeida Vianatrilhos