Moinhos Picón Folón - Panorâmicas de Santa Tecla

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 04-06-2005
Localização La Guardia
Distância total 6.3 km
Participantes 34

O trajecto escolhido para este magnífico sábado teve início em A Guarda (La Guardia), na base do Monte de Santa Tecla, na proximidade do ponto de chegada do transbordador, que faz a travessia fluvial entre a vila de Caminha e La Guardia, que usamos para fazer a travessia do rio Minho.

Começamos a subida íngreme de Santa Tecla, desfrutando das belas paisagens, quer para o Vale do Rio Minho, quer para o oceano, na direcção de La Guardia, a nossos pés.

O grande trunfo de A Guarda é a visão que se obtém do alto do monte de Santa Tecla. Sem neblina, é possível ver o horizonte atlântico, a foz do rio Minho e o Alto Minho Português.

Importantes são os vestígios de um povoado castrejo, a Citânia de Santa Tecla. À face da estrada, é possível ver os restos do povoado amuralhado, do traçado viário, das casas, canais de água, fornos e algumas gravuras rupestres da Idade do Bronze.

O Museu Arqueológico, no alto do monte, guarda os achados resultantes de escavações. Também interessante é a Via Crucis, uma via sacra do escultor valenciano Julio Vicen Mengual, datada de 1922.

Uma boa ocasião para visitar Santa Tecla é na segunda semana de Agosto, quando ali se realizam as Festas do Monte, com o característico desfile de trajes tradicionais e bandas marinheiras.

Depois de apreciar as vistas e visitar o museu e capela, descemos até aos carros e dirigimo-nos ao Rosal, onde chegamos já em cima da hora de almoço.

O almoço dos 34 participantes deu-se no início do trilho dos Moinhos de Picón-Folón, que deixamos para de tarde.

Esta pausa serviu para os baptismos da Maria Augusta Coutinho, Conceição Domingues, Mariana Ledo, Ana Ferreira e Nuno Fonseca, que foram desta vez os noviços nestas andanças.

Finda a cerimónia protocolar, ajudada pela Isabel e Manuela, iniciamos o pequeno, mas muito interessante trilho dos moinhos de Picón e de Folón, onde estes assumem um grande protagonismo, sendo declarados "Bem de Interesse Cultural" pela Xunta de Galicia.

Este passeio levou-nos à visita de 60 Moinhos (36 do Folón e 24 do Picón), dos quais alguns ainda moem, e onde se podem encontrar inúmeros talhados e relevos.

O percurso teve início com a subida do lado do Folón onde observamos 36 moinhos divididos em 3 sectores. Destes destaca-se o sector superior (direito e esquerdo), onde se observa a estreita ligação entre os seus moinhos.

Uma vez rematados estes moinhos, e feito um pequeno desvio do trilho para observar as Pozas do Regato da Cal, onde lamentamos a falta de um fato de banho, que seria providencial para tirar partido das poças de água cristalina.

Depois de regressar ao estradão principal, procedemos à descida por um velho caminho empedrado, lavrado na rocha pelos carros de bois, que antigamente dava acesso à Ermida de San Martiño datada de sec. XVII, que nos levou aos moinhos de Picón.

Destes moinhos destaca-se no final do Trilho, junto à povoação o trabalho de recuperação, onde se observam alguns moinhos em perfeito estado de funcionamento.

Foi um dia em cheio em terras da Galícia, que nos fez perceber que ainda muito há para conhecer nestas belas terras raianas.

José Almeida Vianatrilhos