Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 13-11-2004 |
|---|---|
| Localização | Serdedelo |
| Distância total | 14.7 km |
| Participantes | 26 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 13-11-2004 |
|---|---|
| Localização | Serdedelo |
| Distância total | 14.7 km |
| Participantes | 26 |
O percurso teve início pelas 09.15 no lugar de no lugar de Cerquinhos da freguesia de Serdedelo.
O percurso, já nosso conhecido, bordeja o rio Trovela, por entre um imponente bosque de castanheiros, primeiro na direcção da nascente, cruzando depois o rio e continuando para jusante, subindo sempre na direcção da capela de S. Lourenço da Armada.
S. Loureço da Armada, pequena capela situada no picoto do mesmo nome, tem um santo é muito venerado, pois é advogado contra as dores de dentes. É mesmo o mais celebrado santuário Limiano.
Aí chegados, depois de apreciar as vistas do vale do Trovela e do vale do Lima, depois de tirada a foto de grupo, deu-se lugar ao repasto, encostados à capela de S. Lourenço, aproveitando o socairo proporcionada ao forte vento norte.
Depois da merecida pausa, seguida de animada cavaqueira, lá chegou a hora da partida para a aldeia da Armada, onde nos esperavam os companheiros que optaram por ir seguindo para o café local.
Após a pausa para café e bebidas, pelas 14.00 começamos a descida para o rio Trovela.
A descida foi feita per entre propriedades de castanheiros e verdejantes campos, ainda utilizados pelos locais, tendo parte do trajecto sido feito a "corta mato", por entre fetos e muito mato.
Depois de alguma emoção, lá desembocamos no caminho de regresso, que nos levou ao ponto de partida, pelas 16.00.
Depois de uma breve passagem pela Monte da Madalena, para apreciar a paisagem, acabamos o dia em Ponte de Lima, no Restaurante Gaio, apreciando um excepcional sarrabulho.
Foi um dia inesquecível, em que tudo correu pelo melhor, desde o óptimo tempo, ao grupo de convivas, ao bom ritmo imprimido pelos da frente, ao local do almoço, às maravilhosas vistas que desfrutamos, ao excepcional repasto final.
Era uma vez, há muito tempo, um menino chamado Martinho. O pai de Martinho era General e treinava os soldados que defendiam o Imperador. Quando o menino nasceu e foi preciso escolher um nome, o pai lembrou-se de lhe chamar Martinho, em homenagem a "Marte", o deus da guerra, protector dos soldados. O grande sonho do pai era que o filho se tornasse em guerreiro valente e cheio de coragem. Martinho foi crescendo, crescendo... e, quando ficou um homem, tornou-se ele também soldado do Imperador... e foi em França que nasceu esta lenda. Conta-se que uma tarde, ia Martinho no seu cavalo, a caminho de uma cidade chamada Amiens, quando rebentou uma grande tempestade. Ouviram-se grandes trovões, o céu encheu-se de relâmpagos e a chuva começou a cair com toda a força. Martinho estava a chegar à entrada da cidade quando viu, à beira da estrada, um pobre homem a pedir esmola. Procurou nos bolsos algumas moedas para lhe dar, mas nos bolsos nada encontrou.
Foi então, que se lembrou da sua capa de soldado. Era o único agasalho que tinha, mas nem assim hesitou, rasgou a capa ao meio e dividiu-a com o homem. Conta a lenda, que naquele mesmo instante, o sol se pôs a brilhar no céu para que nenhum dos homens passasse mais frio. Martinho era um homem tão bom que se tornou santo e hoje todos conhecemos o São Martinho e sobretudo o dia 11 de Novembro.
Como é época de castanhas, é costume neste dia fazer um magusto e aproveitai o Verão de São Martinho...ou seja, os dias de sol que por esta altura nos fazem uma surpresa, a lembrar o sol de lenda de São Martinho.
Dia de São Martinho, fura o teu pipinho;
Dia de sã Martinho, lume, castanhas vinho;
Do são Martinho a Natal, o médico e o boticário enchem o bornal;
Dia de Sã Martinho, vai à adega e prova o vinho;
Pelo São Martinho abatoca o teu vinho;
Pelo São Martinho mata teu porquinho e semeia teu cebolinho;
Por São Martinho nem favas nem vinho;
Pelo São Martinho todo mosto é bom vinho;
Se o Inverno não era caminho, tê-lo-ei pelo São Martinho;
Se queres pasmar o teu vizinho lavra, sacha e esterca pelo são Martinho.
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