Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 08-05-2004 |
|---|---|
| Localização | Caminho de Santiago |
| Distância total | 34.7 km |
| Participantes | 38 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 08-05-2004 |
|---|---|
| Localização | Caminho de Santiago |
| Distância total | 34.7 km |
| Participantes | 38 |
Começamos esta 4ª Etapa, após um algumas palavras do Ernesto, junto da Ermida das Angústias – Redondela, sobre o desaparecido companheiro Joaquim Lopes.
Iniciamos cruzando a N-550, seguindo por uma via paralela à mesma. O caminho entra então no bosque e a sua sinalização conduziu-nos até ás ruínas de uma das “casas de postas” que ladeavam o Caminho.
Fomos subindo, junto ao Alto de Lomba e Alto da Cabeleira e continuamos na descida para Arcade, apreciando a magnífica paisagem para a Ria de Vigo, divisando-se aqui e ali, diversas ilhotas, que preenchem a sua verdejante margem.
No fim da descida alcançamos a estrada, que percorremos ao longo de cerca de 800 m até Arcade. Descemos pelo lugar de Setefontes, atravessamos Arcade pelas típicas ruas de Lavandeira, Cimadevila, Velero, Barrancos e Coutada para chegar a Pontesampaio.
Cruzamos o rio Verdugo pela ponte, onde na guerra da independência, se travou uma das maiores derrotas do exército napoleónico na Galiza, às mãos do povo armado, que derrotou Marechal Ney.
O Caminho sai da ponte e percorre a vila de Pontesampaio, subindo por uma estreita e empedrada rua que aparece à esquerda, abandonando assim o núcleo urbano. Pouco tempo depois aparece a velha ponte medieval de Ullo, que cruza o riacho Ullo, local onde fizemos uma breve pausa para uma foto.
Volta a passar junto de outra “casa de postas” , também em ruínas, para nos dirigir-mos, por entre campos cultivados, passando pelos lugares de Boullosa, Bértola, Santa Marta de Gondarón, para Pontevedra.
Pontevedra possui um dos conjuntos histórico-artísticos mais belos da Galiza. Chegamos até lá pela rua Benito Corbal, que conduz à praça de A Peregrina, onde está o santuário da Virxe Peregrina (sec XVIII), um dos pontos de referência para as devoções dos peregrinos. A sua sugestiva igreja foi concebida em 1778 pelo arquitecto Arturo Souto com planta em forma de concha de vieira. Trata-se de um templo da ilustração, com aspectos decorativos da tradição barroca.
A pausa para a refeição foi ao soalheiro, nas escadas no Convento de S. Francisco, na Praça de Ferrería, no belo jardim de Castro Sampedro, com a magnífica fonte da Ferrería (sec XVI) e a igreja conventual de San Francisco (sec XIV), construída com as características próprias do gótico mendicante.
Enquanto o Miguel e o Zeca tentavam desesperadamente encontrar onde carimbar os passaportes, fez-se o baptismo dos companheiros Fernanda Borlido e Aires Grilo, que se nos juntaram pela 1ª vez.
Gorados os esforços de carimbar os passaportes, recomeçamos a marcha do Caminho Português pela rua Soportales, deixando para trás a brasonada Praça de Teucro e seguimos pela rua Real atravessando a Ponte de O Burgo.
Passada a ponte sobre o Lérez, nova tentativa do Miguel e do Zeca, mas mais um vez saiu gorado o visto nos passaportes, pelo que decidimos continuar.
Tomamos a Rua Santiña e continuamos pela Gándara. Mais à frente, deixando à direita do traçado um emblemático castanhal, a rota decorre paralela à linha do caminho de ferro até ao lugar de Pontecabras, prosseguindo rumo ao norte até alcançar, entre pinheiros e eucaliptos, a igreja de Santa Maria de Alba, onde finalmente conseguimos visar os passaportes.
Daqui o Caminho segue até Goxilde. Passada a capela de San Caetano, cruzamos os bosques de Reirís e Lombo da Maceira, onde um troço em cascalho nos castigou ainda mais os já doridos pés, até se chegar a San Mauro.
Aí era o ponto planeado inicialmente para o termo da etapa mas, face ao andamento de grupo e à necessidade de encurtar distâncias para a última etapa, fizemos uma breve consulta aos participantes, que se disponibilizaram a prolongar a tirada por mais uns quilómetros, até à proximidade de Coruto. Pelo caminho houve ainda tempo para uma breve paragem no bar "A Eira" onde tomamos uma "canha" e carimbamos os passaportes, passando ao troço final, onde os mais afoitos ainda deram um ar da sua graça, correndo a bom correr até à camioneta que nos aguardava.
A conselho do Júlio Viana, companheiro muito batido nestas andanças, fomos ainda até às cascatas da Barosa , onde pudemos apreciar o seu belíssimo parque e onde foi tirada a indispensável foto de grupo, com todos os participantes desta tirada.
No regresso ainda se pensou em parar para umas tapas na Herminia, mas como não houve consenso e face ao adiantado da hora, acabamos jejuar e vir directos para Viana.
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