Pelas Terras de Taião

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 13-12-2003
Localização A definir
Distância total 11 km
Participantes 7

Taião, situada a cerca de 10 Km vila de Valença, é a sua freguesia menos populosa.

É uma das mais belas do concelho e face à sua situação geográfica “está sempre ao sol”, como dizem os mais velhos.

E foi numa manhã de sol que começamos este passeio, junto da igreja de Taião de Cima.

Atravessamos o pequeno lugar e descemos na direcção da Capela do Senhor do Socorro, continuando depois, cruzando os campos, até ao lugar de Gosende, da freguesia do Cerdal.

Aí descemos até à ribeira de Bade, onde observamos um excelente conjunto de moinhos, alguns em obras de recuperação, mas estando a maior parte em avançado estado de degradação.

Pela bruma, subimos a ribeira de Bade, tendo feito a travessia na confluência com o ribeiro de Castanhal, onde observamos uma vistosa queda de água e pequenas piscinas naturais. Subimos depois a encosta na direcção da Quinta de Mosteiró, que visitamos demoradamente, observando o estado de lastimoso abandono em que se encontra a casa senhorial anexa à Capela do Mosteiró.

Foi aqui que fizemos uma pequena pausa para apreciar o farnel. Depois do descanso continuamos, muito a custo, por caminhos florestais muito fechados, até às Azenhas da Bouça.

Paramos para observar essas azenhas, quase todas totalmente abandonadas, mas magnificamente enquadradas nas margens do pequeno ribeiro que desce do Picoto.

Nova pausa no café de Taião de Baixo, onde conversando com os locais, conhecemos a história do um ex-mineiro, que labutou durante a juventude nas conhecidas minas de Taião. As suas memórias levaram-nos aos tempos duros da extracção do volfrâmio, nos tempos da grande guerra, recordando-nos os longos dias de trabalho e a cansativa deslocação diária da aldeia à mina, bem como a morte de uma seu companheiro, que ocorreu a escassos passos de si, concluindo que só a sorte permitiu estar-nos a contar esse momento, que o marcou para sempre.

Explicou-nos ainda os melhores trajectos para as minas, mas face ao adiantado da hora, fica para outra ocasião a visita. Fomos pelo interior de Taião de Baixo visitar o Relógio de Sol, ainda razoavelmente conservado.

Depois de mais uns dedos de conversa com um local, sobre os aspectos principais da aldeia e dos seus habitantes, maioritariamente idosos, já que os novos "fogem" para procurar melhores condições de vida. Mais umas conversas com os vizinhos e regressamos à Igreja Paroquial, onde terminamos a actividade.

José Almeida Vianatrilhos