Rota da Egitânia

Moderado
Rota da Egitânia

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 02-05-2003
Localização Barragem da Carmona
Ponto de Encontro Vitral
Distância total 10,6 km
Participantes 42

Este percurso teve início junto ao Parque de Campismo da Barragem de Carmona nas cercanias de Idanha-a-Nova e decorre por caminhos tradicionais e agrícolas.

Depois de atravessarmos um extenso azinhal e pastagens atingimos as margens do rio Pônsul, até a aldeia histórica de Idanha-a-Velha (a Egitãnea Augusta dos Romanos).

Actualmente uma pequena e modesta aldeia classificada como monumento nacional, Idanha-a-Velha destaca-se entre as estações arqueológicas portuguesas pelo seu notável conjunto de ruínas e pela vigorosa intervenção levada a cabo para mantê-las e valorizá-las sem prejudicar o modo de vida da população.

A aldeia localiza-se sobre uma antiga cidade romana, fundada no século I (o documento mais antigo data do ano 16 d.C.), no território da Civitas Igaeditanorum, e mais tarde elevada a município.

Durante o período visigótico, a cidade desenvolveu-se, sob o nome de Egitânea: tornou-se sede diocesana, em 599, e possuía um centro de cunhagem de moeda em ouro. Datam dessa época de expansão a Sé Catedral, o Baptistério e o chamado Palácio dos Bispos.

O seu primeiro foral data de 1229. D. Dinis incluiu-a entre os bens da Ordem de Cristo, em 1319, e, mais uma vez, tentou repovoá-la. Nova tentativa surgiria em 1510, quando D. Manuel lhe concedeu um novo foral, de que o Pelourinho é testemunha.

Mas a outrora próspera Egitânea estava condenada a perder o antigo brilho: em 1762, era uma pequena vila na dependência de Castelo Branco; em 1811, foi anexada a Idanha-a-Nova; dez anos depois, tornou-se sede de um pequeno concelho, logo extinto em 1836. Nos nossos dias, com umas escassas dezenas de habitantes, é uma das peças mais ricas da arqueologia portuguesa.

José Almeida Vianatrilhos