Nos Trilhos da Cachena

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 18-05-2002
Localização Serra da Peneda
Distância total 13 km
Participantes 25

Desta vez o nosso destino levou-nos até terras da "Vaca Cachena", aos lugares de Avelar e Lordelo, na encosta poente da grande mole da Serra da Peneda.

A partir dos Arcos de Valdevez toma-se a estrada que segue em direcção a Sistelo até se atingir a povoação de Cabreiro.

Chegados ao cruzamento, junto ao café, viramos à direita em direcção a Avelar e Lombadinha. Junto a uma cerca de madeira para vacinação do gado, demos início a esta actividade.

Seguimos aravés do estradão tendo pela nossa frente, bem lá no alto os contrafortes da Serra da Peneda, e pelo nosso lado esquerdo o vale do Rio Ramiscal (Cabreiro).

Após caminhar cerca de 2 km, atingimos o cruzamento com o desvio para Avelar que tomamos. Chegados à aldeia podemos ver algumas casas típicas assim como um grande conjunto de cortiços na encosta a nascente da pequena capela, já bastante desfigurado pelo abandono a que tem sido votada a ancestral arte da sua construção em palha.

Tendo atravessado a aldeia, apanhamos um pequeno carreiro já na encosta que desce vertiginosamente para o rio e que, após descida cautelosa, nos fez chegar junto de uma ponte de madeira por onde atravessamos o rio Cabreiro para a margem contrária.

Bem ao lado desta ponte artesanal jaz destroçada a antiga ponte de ferro e granito, que foi recentemente levada pelas fortíssimas enxurradas.

Depois de uma pequena pausa para descanso tomamos uma íngreme calçada que nos conduz até Lordelo, bem lá no alto. Esta calçada deve ser feita lentamente parando de vez em quando para desfrutar da vista.

Chegados a Lordelo (terra da Vaca Cachena) à entrada passamos por umas "alminhas" para, logo depois, entramos no meio da aldeia que visitamos.

Ainda conversamos com alguns locais para identificar novos caminhos para outras actividades e tentamos ver se existia ainda à venda o queijo de vaca, mas nada…

Na "Branda do Rodrigo" fizemos a pausa para a refeição e baptismo dos novos caminheiros que fizeram a sua estreia nestas andanças, bem como alguns crismas.

O regresso foi feito pelo mesmo caminho cruzando o rio, mas aí inflectimos para a direita, e um pouco por trilhos muito obstruídos, um pouco a corta mato, seguimos descendo novamente até junto do rio Cabreiro passando junto ao local em que se encontra uma ponte que ficou por concluir, que ligaria a Vilar, aquando dos primeiras tempos da fundação do Parque Nacional da Peneda Gerês.

Aqui o caminho alarga-se e vai subindo novamente até chegar ao local em que se encontram as viaturas.

Ainda tivemos tempo para, no regresso, visitar na aldeia do Cabreiro a ponte romana, com as suas inscrições.

O dia concluiu-se numa esplanada em Cabreiro, debaixo de uma latada, em amena confraternização.

José Almeida Vianatrilhos