Marcha de Mezieiro a Montedor

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 05-05-2001
Localização Chão
Distância total 18 km
Participantes 50

Esta actividade iniciou-se junto à capela de Nª Srª da Misericórdia em Outeiro, subindo-se em direcção do marco geodésico (Talefe) à altitude de 550 m.

Continuamos depois em plena Chão, com o mar à vista, para o viveiro da "Fonte da louçã" onde foi feita uma pausa para o reabastecimento.

Refeitos do esforço despendido, renovadas as forças, caminhamos na direcção da "Porqueira", outro marco geodésico, descendo depois pelo caminho da Costa do monte sobranceiro a Carreço, passando pelo "Alto do Mior";, no sitio das "bandeiras", com vista deslumbrante para o mar.

Descemos depois por uma velha calçada, com marcas dos carros de bois bem gravados nas suas lages de granito, chegamos a Carreço, onde se terminou o dia na SIRC com um lanche ajantarado.


CHÃO

Designação popular da "chã", planalto da Serra de Santa Luzia, que abrange terrenos particulares a baldios das freguesias de Carreço, Afife, Outeiro, Areosa a Perre. A sua altitude média é superior aos 400 m. e a área ultrapassa os 500 há, constituindo um receptáculo natural para a água das chuvas que vão dar origem aos regatos a ribeiros que se dirigem para as bacias do Ancora, do Lima ou directamente para o mar.

A Chão foi desde tempos muito antigos utilizada para o pastoreio dos gados das freguesias confrontantes, assim como fornecedora dos matos necessários para o fabrico de estrumes, fertilizante orgânico a natural para as terras agrícolas da região.

O clima agreste da zona, com ventos frios e húmidos durante grande parte do ano, o pastoreio intensivo a também os incêndios, nunca deixaram estabelecer na Chão uma vegetação arbórea importante, pelo que a paisagem é dominada pelas penedias, conferindo um aspecto selvagem aos horizontes limitados pela Serra D'Arga, ao nascente e o Atlântico ao poente.

Durante o período do Regime Florestal existiu na Chão um Viveiro destinado à produção de plantas para o povoamento da serra, a desse local ainda hoje encontramos vestígios a construções em ruínas.

Durante o período do Regime Florestal existiu na Chão um Viveiro destinado à produção de plantas para o povoamento da serra, a desse local ainda hoje encontramos vestígios a construções em ruínas.

No inicio dos anos 40, em pleno período da 2ª Grande Guerra, a Chão foi esburacada por centenas de pessoas que extraiam do subsolo o minério para a obtenção do estanho, procurando assim um rendimento que a agricultura pobre da região não permitia.

Hoje em dia a Chão está ameaçada por actividades humanas destruidoras do equilíbrio natural, facilitadas pelas estradas a caminhos que a cruzam, permitindo um tráfego automóvel intenso e indisciplinado.

Os "AMIGOS da CHÃO" propõem-se lutar pela preservação deste autêntico santuário natural, dando a conhecer aos jovens, locais emblemáticos como a "Porqueira", "Chão de Chaves", "Bouças da Pereirada", "Moladães, e tantos outros que constituíram para os nossos antepassados o seu Universo, a ao mesmo tempo restabelecer com as populações das localidades vizinhas o intercâmbio que outrora existiu, relacionado com as actividades agrícolas na montanha.

José Almeida Vianatrilhos