Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 01-05-2001 |
|---|---|
| Localização | Picos da Europa |
| Distância total | 5 km |
| Participantes | 15 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 01-05-2001 |
|---|---|
| Localização | Picos da Europa |
| Distância total | 5 km |
| Participantes | 15 |
Tivemos mais uma vez azar com o tempo na Garganta de Cares.
Quando chegamos chovia copiosamente em Puente Poncebos.
Que fazer?
Esperamos um pouco e aproveitamos uma aberta para nos fazer ao caminho.
A paisagem é de uma beleza é espectacular!
Subimos o ingreme trilho e pudemos observar a grandiosidade da paisagem e o medonho declive do penhasco!
Mal deu tempo para no penedio tirar a foto de grupo, e eis que surgiu do nada nova forte bátega, que desta vez não parou mais.
Foi o ponto final, pois a trovoada apareceu e foi mais prudente regressar, já que ainda estávamos longe do meio do percurso.
Foi um fim inglório para esta arrojada tentativa, mas na serra quem manda é o tempo, pelo que temos que pensar na volta!
( Puente Poncebos / Cain )
Entre o Maciço Central e o Ocidental dos Picos de Europa, o rio Cares foi escavando ao longo dos tempos um profundo desfiladeiro que começa na povoação de “Puente Poncebos” em terras Asturianas e termina no vale Leonês de Valdeon na povoação de Cain.
Aproveitando o traçado do canal, que trás as aguas á pequena central eléctrica de Poncebos, na década dos anos 40, foi aberto pela empresa Eléctrica del Viesgo um trilho para permitir a manutenção e o trânsito através do desfiladeiro. Se trata de um percurso de cerca de 9 Km. Que decorre encravado na rocha e debruçado sobre o Cares; o caminho se abre um pouco em ocasiões através de túneis e cruza um par de vezes de uma margem para a outra do rio, através de pontes denominadas “Rebecos” e “Bulin”. A parte mais característica da garganta encontra-se nos últimos quilómetros antes de chegar a Cain.
Este itinerário que se tornou num dos mais belos e populares dos Picos, não apresenta grande dificuldade, longe dos rigores climáticos das zonas altas. Convém chamar a atenção sobre o perigo da queda de pedras provocado ás vezes, pelo gado caprino que vai deambulando pelas escarpas que dominam o caminho, sendo no entanto mais aconselhável realizá-lo de Cain a Poncebos, por o desnível ser assim ligeiramente descendente, não sendo o nosso caso pois teremos de voltar a Poncebos local onde nos espera o autocarro.
Recomenda-se se possível não realizar este percurso durante o mês de Agosto ou no Verão durante o fim de semana, devido às grandes aglomerações que se produzem, contribuindo assim para um forte impacto ambiental, e alterações na vida e costumes dos habitantes, sendo Cain o povoado mais afectado. Esta situação contribui para desmistificar um lugar que já mereceu o sobrenome de “Garganta Divina”.
Trata-se assim sem dúvida da rota mais conhecida de todos os Picos de Europa, e que poderá realizar-se simplesmente com calçado de desporto e uma pequena mochila de Maio a Outubro.
Desnível aproximado : 245 m
Nível de dificuldade : Baixo
Horário total aprox. : 7 horas (ida e volta) (9x2 18 Km.)
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