Pelos Moinhos de Trás-da-Costa

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 15-07-2000
Localização Carreço
Distância total 10 km
Participantes 43

Caminhada pelos Moinhos de Trás-da-Costa 15 de Julho de 2000. Um grupo de caminheiros parte da Sociedade de Carreço, pelas 8h30, em direcção à "Quinta da Boa Viagem passando pelo Campo da Cal, Ponte de S. Paio, Cova Ladrão, Eira de S. João e Casa do Panza. Chegados à Casa de Turismo Rural, subimos para o Poço Negro e aqui houve uma paragem demorada para alguns tomarem banho e houve outra, mais acima, para reabastecimento alimentar. Neste curto trajecto deu para ver a beleza natural, apesar de agreste, de uma ribeira que parece perdida no tempo, com os seus penhascos e cascatas a demonstrarem um ambiente impoluto.

Só por este troço do percurso valeu a pena! Até ao Lajão, pontão de cimento, ali ao lado da casa abandonada do guarda florestal (que pena!) passamos pelos quatro moinhos de Trás-da-Costa, acantonados em território de Areosa, mas pertencentes, como pertencem, a proprietários de Carreço. Muitos mais havia, mas estes são os últimos, a montante, o da Bouça, da Chão, do Meio e do Cabeceiro,

Nestes moinhos era moído o milho e o centeio, utilizado em parceria pelas casas de lavoura de Carreço. A farinha, ora ia para os animais, ora para fazer pão ,(boroa) ou para fazer o "sanico", pão de centeio (mistura).

Na travessia ao longo da ribeira houve que esgalhar ramos, desviar troncos queimados e saltar de margem para margem, à procura do melhor trilho.

Com o sol a pino, atingimos o Calvo, em direcção ao Alto de Mior (sítio da Bandeira) e daqui, após paragem técnica, descemos o caminho da Costa, pela mina da Joaninha, onde se bebeu água fresca sem pagar, e pela Lage Negra, até à Mogada.

As sardinhas na brasa já esperavam por nós, eram mais das 14 horas, quando chegámos à Sociedade.

A caminheira Rosa, como sempre, junto ao Pote bem funcional, lá estava com todo o aparato pantagruélico, à nossa espera: boas saladas, boroa cortada aos pedaços, arroz no panelão e, lá dentro, o caldo verde a temperar! Sem ela e outras caminheiras, como a Manuela, a Lurdes e a Ana, noutras ocasiões, os Amigos da Chão ficariam "a seco".

Como as promessas são para cumprir, estava escrito que o Simões tinha de receber o prato da Expedição a Grândola mandado fazer para assinalar o evento. Com pompa e circunstância, junto ao pote e perto do assador, foi-lhe entregue pelo Ramos Pereira. Antes do caldo verde, porém, foram distribuídos diplomas às caminheiras sobreditas. Não sei o passou depois, mas o percurso que parecia fácil, dado o calor, tornou-se custoso para alguns, todavia, ganhou-se uma rota digna de catálogo.

A AURORA DO LIMA - 19/09/2000 - Luís Gonçalves


Percurso : Campo da Cal, Ponte de S. Paio, Cova Ladrão, Eira de S. João, Casa do Panza.Quinta da Boa Viagem, Poço Negro.

Visita aos moinhos do Pego. Subida da ribeira do Pego pelos moinhos de Trás-da-Costa até ao Lajão.

Regresso a«à SIRC pelo Calvo, Alto do Miór (Bandeira) e Caminho da Costa.

Convívio final com Sardinhada e Caldo Verde na SIRC.

Salientamos que estes moinhos eram utilizados em parceria pelas casas de lavoura de Carreço para moer milho e centeio, extraindo-se farinha para os animais e para fazer o pão (Broa). É de salientar que desta farinha se fazia o chamado pão de centeio (mistura), conhecido por “Sanico”

Miguel Moreira Vianatrilhos