Por Armadilhas e Brandas do Soajo

Foto do grupo Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos

Data 19-02-2000
Localização Soajo
Distância total 13 km
Participantes 60

Esta actividade teve como objectivo dar a conhecer um pouco da vivência na Serra do Soajo e Peneda, dos pastores e seus rebanhos.

Iniciamos o percurso na Branda da Travanca,local em que acaba de ser construído um parque de campismo, numa das "portas" do PNPG.

Após atravessar a ponte sobre o Rio Grande, subimos ao longo do estradão até nos surgir pela esquerda a Branda de Berzavó, local em que iniciamos o percurso a "corta mato", passando pela Branda da Chã do Couto e Chã da Portela, até atingir o Alto dos Bicos.

Daí se avista todo o vale do Rio Grande, bem como a Branda de Bragadela, o imponente Fojo da Bragadela e o Pico da Pedrada.

Após o "reabastecimento" feito na Branda da Bragadela, onde em ameno convívio se procedeu ao "baptismo" dos novos caminheiros, subimos até ao Branda dos Bicos, em que houve a oportunidade para apreciar um "malhão" - pequena construção de pedras sobrepostas, destinadas a proteger o pastor dos rigores do Inverno.

Um pouco mais à frente o panorama era deslumbrante, com a panorâmica sobre o vale do Ribeiro de Arroios, de onde se destaca o Fojo da Cabrita e as Brandas da Lombadinha (Alvar, Soengas e Moutelos).

Um pouco abaixo, iniciando íngreme descida, passamos pelas Brandas de Vidoeiro, onde apreciamos um abrigo curioso, já que para além da divisão principal, tem como anexo uma casota para o cão.

Continuando a descida, bem lá no fundo do vale, em anfiteatro de grande beleza, atingimos a Branda de Piorneda, onde se retemperou as energias e se preparou a tirada final, que nos levou a passar através de um bosque de pinheiros silvestres e bétulas, seguindo-se breve trajecto até ao local de início do percurso.

No fim a sensação de um óptimo dia de passeio, compreendendo-se melhor a vivência da serra.

Em Ponte de Lima, no "Bota Fogo - Sai Fumaça" ainda se exigiu um pouco mais de esforço aos caminheiros, para levar de vencida um assado na brasa.

Houve ainda animação e um momento de rara beleza poética, de que se recomenda atenta consulta.

Miguel Moreira Vianatrilhos