Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 15-11-1998 |
|---|---|
| Localização | Sistelo |
| Distância total | 11 km |
| Participantes | 23 |
Informação sobre os aspetos mais significativos
| Data | 15-11-1998 |
|---|---|
| Localização | Sistelo |
| Distância total | 11 km |
| Participantes | 23 |
Este percurso foi realizado na zona mais ocidental da Serra da Peneda.
Teve início no lugar de Padrão passando na branda de Alhal, Gémea, regresso a Alhal, concluindo com uma ida e volta à branda de Rio Covo
Uma da mais belas paisagens do Alto Minho.
Padrão é um pequeno lugar serrano pertencente à freguesia de Sistelo, situado num patamar a meia encosta da Serra da Peneda, e em que a mão do homem foi erguendo ao longo do temo grandioso monumento de campos em socalcos, que nascendo do fundo do vale do rio Vez, vão subindo ao longo da encosta, tendo a sua origem sido a partir da "revolução da cultura do milho"
Nesta zona poderemos ver do melhor que existe em regadio praticado a partir do aproveitamento da água de nascentes, situadas muitas vezes nas áreas montanhosas, sendo essas águas aproveitadas da melhor forma.
Em terrenos situados acima dos 300 m, na dependência da exposição e armação dos socalcos, que correspondem ao investimento desmedido de trabalho, consente-se ainda a cultura do milho e a produção de bons fenos. Mas tal sistema não irá alem dos 1000 m a 1200 m, com centeio nas brandas, onde mais recentemente tem sido cultivada também a batata.
Até aos 1416 m expande-se a montanha, com toda a sua grandiosidade, que somente o pastoreio de gado ovino e caprino valoriza. Ainda se encontra porem o "gado do vento" bovino e garranos lançados à sua sorte, que enfrentam o lobo formando círculo, com as crias lá dentro. As vacas defendem-se à marrada e as éguas a coice. Nenhum dos lados leva sempre a melhor. É a batalha sem fim dos que precisam de comer para viver, contra os que só vivem quando não são devorados.
Em diferentes pontos da serra o pastoreio obrigou à instalação de currais na altitude. Era muito vasto o espaço onde o gado era lançado "ao vento" dando lugar a capturas estacionais do que a natureza criava.
Assim os abrigos que aparecem nos pontos mais elevados da serra destinam-se a proteger o pastor incluindo por vezes, o pequeno rebanho à sua guarda. Este tipo de construção caracteriza-se sobretudo pela utilização como curral do gado miúdo.
É um recinto essencialmente fechado onde o rebanho pernoita em segurança. Além disso, destacam-se pela sua planta circular ou quadrada com remate superior em forma de abóbada. Os pastores servem-se destes abrigos, para pernoitarem neles durante o tempo que passam de Maio a Outubro vigiando o pastoreio.
Nesta zona são ainda praticados ao longo da serra as queimadas para que o renovo dos matos se preste a melhor pastoreio.
Assim ninguém que visite a serra da Peneda e a percorra fica indiferente à sedução das obras que o homem ali talhou nas fragas para servir as suas necessidades.
Os textos apresentados foram recolhidos em obras diversas
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