
Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
Data | 14-06-2025 |
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Localização | Mezio |
Distância total | 8 km |
Participantes | 16 |
|
Ver percurso no Wikiloc |
Informação sobre os aspetos mais significativos
Data | 14-06-2025 |
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Localização | Mezio |
Distância total | 8 km |
Participantes | 16 |
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Com concentração e saída pelas 08H00 do Vitral, lá seguimos em direção do Mezio já em pleno PNPG.
No local já nos esperavam outros companheiros vindos do Porto.
Arrumadas as viaturas, mochilas nas costas, numa manhã que se apresentou fresca e com o céu nublado, pelas 09H30 lá iniciamos a nossa caminhada em direção do Alto do Gião.
Após caminharmos um pouco passamos por uma mamoa e logo depois por uma anta que visitamos. Continuando subindo, passamos pelo hotel que já há vários anos permanece fechado, mas que se encontra em obras fazendo acreditar que finalmente poderá reabrir.
Continuando subindo atingimos o posto de Vigia do Alto do Gião2, e um antigo abrigo de pastores designado por cabana do Gião, local que foi aproveitado para reagrupamento. A partir daqui foi um visitar de vários miradouros, de onde a nossa vista se estendia por toda a beleza da serra com as pequenas povoações nela incrustadas, e lá mais ao longe pudemos até divisar Os Cornos da Fonte Fria já por nós visitado.
Caminhamos depois em direção do vale formado pelos altos do Gião1 e Gião 2, local designado como Anfiteatro Rupestre da Arte do Gião.
São cerca de 80 rochas com gravuras rupestres. Apesar de termos a localização de parte delas, inclusive com as coordenadas da sua localização, nós bem procuramos ao longo do vale, penetrando com grande esforço pelo mato denso e muito alto, mas infelizmente e para grande frustração minha, não conseguimos encontrar nenhuma dessas gravuras. A vegetação demasiadamente alta e agressiva, e também pela grande quantidade de líquenes e musgos que cobriam as rochas nada nos foi possível vislumbrar. Desilusão!
O vale formado pelos dois picos (Gião 1e2) é na verdade um espaço de grande beleza, onde o silêncio da serra e toda a envolvência nos faz sentir em pleno contacto com a natureza.
O santuário Pré-histórico do Gião foi estudado em 1980 por António Martinho Baptista e sua equipa, e é considerado uma das maiores concentrações de rochas historiadas numa só estação de todo o N.W. peninsular.
Perdida a esperança e com pena de não termos encontrado nenhuma das gravuras, continuamos o nosso percurso, contornando o Alto do Gião 1 até atingirmos novo miradouro, local aproveitado para realizarmos o reabastecimento, aproveitando também para se tirar a foto de grupo.
No final do reabastecimento retomando a nossa caminhada, continuando a contornar o alto do Gião 1 até perto do local designado por Penedo Redondo. A partir daqui iniciamos a descida. O trajeto deste ponto até Boimo, acho que será difícil de o descrever devido à inexistência do trilho, tapado pela densa vegetação composta de silvas, tojo, giestas e fetos que denunciavam o perigo nesta altura do ano da presença das terríveis carraças.
Com persistência, lá fomos abrindo caminho com os bastões ou paus arranjados no local, por vezes recuando na procura de caminho certo ou alternativo. Custou, mas conseguimos, e no final ficou a sensação de uma empolgante aventura, mas que apesar de tudo deixou penso eu uma sensação de alegria.
Chegados a Boimo foi o limpar das roupas e lavar feridas dos arranhões sofridos.
De Boimo até ao Parque do Mezio, por entre antigos caminhos rurais e trechos de alcatrão, atingimos o final do percurso, onde as conversas incidiram sobre a aventura vivida.
Mas havia que regressar, e como desta vez eramos relativamente poucos (16) resolvemos telefonar ao sr. João do 27, onde retemperamos as energias com uma feijoada à sua maneira acompanhada de um delicioso néctar. Havia já saudades de uma ida ao 27.
Como nota final será de assinalar que pese embora não termos podido encontrar nenhuma gravura, e termos sofrido por entre o mato na procura do trilho, mas em contrapartida termos podido desfrutar dos belos miradouros existentes ao longo do percurso, ficou em nós a sensação desta bela etapa de montanha.
Até à próxima já no dia 28 de junho.
22 fotos