
Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
Data | 10-05-2025 |
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Localização | Lamas de Mouro |
Distância total | 10,40 km |
Participantes | 36 |
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Ver percurso no Wikiloc |
Informação sobre os aspetos mais significativos
Data | 10-05-2025 |
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Localização | Lamas de Mouro |
Distância total | 10,40 km |
Participantes | 36 |
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Em autocarro, pois que este percurso foi efetuado em modo linear (travessia), rumámos até Lamas de Mouro. Pelo caminho, em Melgaço, já nos esperava a companheira Augusta que connosco seguiu até Lamas de Mouro, onde iniciámos o nosso percurso de travessia até ao pequeno lugar de Cevide.
Chegados a Lamas de Mouro, após os preparativos habituais, partimos de junto das Alminhas do Carvalho, como são denominadas pelos locais. Este é um património artístico e religioso vernacular, que mais se nota nas zonas mais a norte de Portugal.
Estas alminhas, localizadas habitualmente à beira de caminhos rurais e em encruzilhadas, são representações populares das almas do Purgatório que suplicam rezas e esmolas pelas almas dos defuntos em geral, portanto simbolizam um possível culto aos mortos.
Iniciámos, caminhando entre muros de pedra solta por antigos caminhos de aldeia e do mosaico agrícola envolvente, cheios de simbologia, pois que este caminho era conhecido como "Caminho dos Mortos".
Este nome advém do facto de que, antes da construção das novas vias rodoviárias, os funerais de alguns lugares mais distantes até à igreja paroquial se faziam por este caminho. Os finados eram transportados em carros de bois, demorando horas até chegar à igreja paroquial.
Após esta parte do caminho entre muros, a parte seguinte do percurso foi realizada em estradão florestal de serventia às eólicas.
Pela nossa direita, lá mais abaixo, seguia pela linha do vale o rio Trancoso que divide Portugal e Espanha. Pela encosta espanhola vários lugarejos se estendiam em plena sintonia com a paisagem.
À nossa volta os montes apresentavam uma bonita pintura, pois que os maios nesta altura estavam em plena floração, pintando as encostas de um amarelo muito vivo.
Lá mais para a frente fizemos um pequeno desvio ao percurso marcado e fomos ao encontro do Mosteiro de Fiães, parte integrante da Rota dos Mosteiros do Alto Minho.
Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o mosteiro sofreu, entretanto, vários restauros ao longo dos anos, mas que não alteraram significativamente a estrutura, que manteve, à vista, a maioria dos seus elementos medievais.
A igreja de Fiães, bem como os elementos que restam do antigo mosteiro, estão classificados como Monumento Nacional.
Aqui, junto à frontaria do mosteiro, aproveitando a sombra do arvoredo, fizemos o reabastecimento e foi tirada a foto de grupo.
Retomando o percurso, em breve apanhámos o caminho certo, descendo agora até atingir a freguesia de Cristoval, onde já nos esperava o autocarro que havia de transportar alguns companheiros/as mais cansados até São Gregório.
O restante grupo lá seguiu caminhando até alcançar São Gregório, localidade onde num café deu para breve descanso e retemperar de energias.
Depois foi caminhar novamente, descendo acentuadamente, já todos juntos, até atingirmos o pequeno lugar de Cevide, ponto mais a norte de Portugal.
É neste pequeno lugar que se encontra o marco de fronteira nº 1, mesmo junto do local onde o rio Trancoso desagua no rio Minho e faz a divisão de fronteira entre Portugal e Espanha.
Já no largo onde se encontra uma escultura em homenagem aos tempos do contrabando, partimos através de um passadiço que nos levou ao referido marco nº 1, onde na pequena mas bonita ponte instalada sobre o rio Trancoso se tiraram fotos para a posteridade. Tempo houve ainda para molhar os pés no rio.
Regressando pelo carreiro do contrabando, já em Cevide nos esperava um habitante local de nome Mário que muito tem feito na divulgação do lugar. Na sua adega nos contou breve história da época do contrabando.
Feitas as despedidas, já a tarde ia longa, caminhamos por um caminho até junto da antiga casa da Guarda Fiscal e daqui, por íngreme subida, fomos até uma estrada principal onde nos esperava o autocarro para nos levar até casa.
Como nota final diremos: belo mas duro percurso que nos levou a fazer esta travessia, nesta altura do ano em plena floração, mas também com bastante calor. Foi duro, mas acho que valeu a pena para este grupo de 36 caminheiros do VT.
Até à próxima!
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