
Dados do percurso
Informação sobre os aspetos mais significativos
Data | 05-04-2025 |
---|---|
Localização | Vale do Tua |
Distância total | 4,14 km |
|
Ver percurso no Wikiloc |
Informação sobre os aspetos mais significativos
Data | 05-04-2025 |
---|---|
Localização | Vale do Tua |
Distância total | 4,14 km |
|
Ver percurso no Wikiloc |
Aventura pelos Trilhos dos “Nove Passos”
5 de abril, 7h da manhã, junto ao café Vitral, rumámos para Trás‑os‑Montes onde nos propúnhamos fazer quatro dos trilhos dos “Nove Passos”. Fizemos uma paragem perto do Porto onde alguns caminheiros se juntaram para a aventura de fim de semana.
Primeiro Percurso: Vilarinho das Azenhas
Chegados a Vilarinho das Azenhas, iniciámos o primeiro percurso que é linear e tem início junto ao painel informativo do Centro Interpretativo Tua Natureza (que, infelizmente, estava fechado). Começámos a caminhar pela margem esquerda do rio Tua, junto à extinta linha de caminho de ferro com o mesmo nome.
Os carris abandonados evocam antigas viagens que as gentes destas terras fizeram até ao ano de 2008 quando, na sequência de vários acidentes, bem como da ausência de investimento na linha e da perspetiva da construção da barragem do Tua, o troço entre Foz Tua e Cachão foi definitivamente encerrado.
“Esta linha ferroviária estreita que ligava Foz Tua, na Linha do Douro, a Bragança, numa extensão de 134 km, acompanha o percurso sinuoso do Tua desde a sua foz até Mirandela, ao longo da margem esquerda. A partir daí, cruza o planalto transmontano até atingir Bragança. No total, a linha possui 10 túneis, 4 viadutos e 17 pontes. Foi construída em duas fases. As obras do primeiro troço, Foz Tua – Mirandela, começaram em outubro de 1884 e foi inaugurada em 1887, com a presença do rei D. Luís I na cerimónia oficial. O troço Mirandela – Bragança só foi concluído em 1906. A partir de 1990, começaram as supressões na utilização da via e, no final de 1991, foi encerrado o troço entre Mirandela e Bragança.”
Com o rio Tua ao nosso lado direito e a linha férrea à esquerda, continuámos até chegarmos a um pequeno desvio que nos levou a uma azenha junto ao rio, lembrando a importância da energia do seu caudal quando ainda as gentes da zona usavam-na para moer cereais.
Ribeirinha e Parada
Pouco depois chegámos a Ribeirinha, cuja estação de caminho de ferro é agora uma casa particular. Continuámos mais um pouco e fomos ver a igreja e ainda um ferreiro que explicou a alguns companheiros sobre a sua arte e como esta está em declínio.
Um pouco mais adiante, o autocarro aguardava a nossa chegada para nos levar até Parada, onde petiscámos o farnel que trazíamos, à guisa de almoço. Antes de iniciar o segundo trilho programado, ainda tomámos café na Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Parada.
Foi uma manhã bem passada, num ambiente calmo e agradável.
46 fotos